Dissertações/Teses

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2019
Dissertações
1
  • RAFAELA CAROLINE NORONHA ALMEIDA
  • Fomento para a área do Patrimônio Museológico Brasileiro: o incentivo fiscal, a lei Rouanet e os museus da reigão nordeste.

  • Orientador : MARCELO NASCIMENTO BERNARDO DA CUNHA
  • Data: 21/01/2019
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  • Os projetos apresentados pelos ou para os museus da região Nordeste são o ponto de partida desta dissertação, cujo objetivo é analisar o impacto do Incentivo Fiscal via Lei Rouanet na salvaguarda do patrimônio museológico brasileiro, que está sob a custódia desses museus. Para identificar quais são os projetos válidos para a pesquisa, tomamos o total de propostas apresentadas em todas as áreas culturais e os gastos atribuídos aos estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe – compreendendo o período de 1991 a 2016, que corresponde a 25 anos da Lei Rouanet. Posteriormente, selecionamos os projetos válidos e identificamos as despesas recorrentes em cada rubrica, que se tornaram as áreas definidas pela própria pesquisa: edificação, exposição, acervo e outras. A pesquisa também elucida a participação de museus na trajetória de construção de políticas públicas no Brasil; discute o avanço no conjunto de leis que moldaram o campo museológico; a criação de marcos regulatórios para a construção de legislação específica para sustentação e autonomia do setor; as dificuldades em adaptar o marketing cultural realizado pelos museus às exigências do mercado; e o desenvolvimento de uma política setorial (Política Nacional de Museus).

2
  • MANUELA DE OLIVEIRA SANTOS RIBEIRO
  • A Roda de Teatro de Rua girou no Chafariz da Cabocla e aconteceu um Museu.

  • Orientador : RITA DE CASSIA MAIA DA SILVA
  • Data: 22/03/2019
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  • Trazendo à baila o conceito de museu-fenômeno e partindo da observação de três grupos de teatro de rua de Salvador que realizam seus espetáculos em torno de monumentos e reivindicam o que eles chamam de teatro de rua pela memória, a presente dissertação tem como objetivo entender qual estratégia tais grupos utilizam para musealizar o Chafariz da Cabocla e fazer dali um acontecimento museal. Considerando que um museu pode acontecer na rua, buscamos pensar o museu não como um edifício museal, mas como um espaço de presentificação das ideias e manifestação das memórias, isto é, o museu pode acontecer em qualquer lugar bastando apenas a presença humana. A metodologia de pesquisa de viés qualitativo permitiu-nos observar-participar das apresentações dos grupos de teatro de rua pela memória no Chafariz da Cabocla, no período de 2015 a 2018 e construir o corpus/material de pesquisa através de caderno de campo, entrevistas, cartazes e fotografias. Além disso, recorremos a revistas, jornais, sites e blogs onde foi possível consultar o histórico do Coletivo Arte Marginal Salvador, do Grupo de Arte Popular A Pombagem e do Coletivo Mulheres Aguerridas. Desta maneira, a pesquisa propiciou o entendimento sobre como os referidos grupos musealizam o Chafariz da Cabocla e possibilitam o acontecimento museal em torno deste monumento.

3
  • CARINE NOVAES MORAES
  • INVENTÁRIO MUSEOLÓGICO DO MUSEU DO ALTO SERTÃO DA BAHIA NA COMUNIDADE QUILOMBOLA PAU FERRO DO JOAZEIRO, CAETITÉ, BAHIA

  • Data: 29/03/2019
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  • As práticas sociais ligadas aos processos museológicos orientados pela ótica da Sociomuseologia, realizados no Museu do Alto Sertão da Bahia (Masb), nos seus núcleos museológicos, especialmente o da comunidade quilombola Pau Ferro de Joazeiro, constituem o objeto desta dissertação. Trata-se das ações que envolvem a utilização das experiências museológicas nos processos de transformação social, com a preservação e valorização do patrimônio cultural local. Para observar essa realidade, impôs-se o questionamento acerca do alcance da Sociomuseologia como vetor das ações sociais ou como prática de uma área de conhecimento. A partir disso, a análise recaiu sobre as diretrizes de participação social na inventariação do patrimônio cultural, sua conformação e institucionalização, no âmbito de implantação de um museu. O foco principal foi o projeto ‘Percursos Patrimoniais no Alto Sertão da Bahia’, que visava proporcionar a realização de um inventário participativo em nove dos dez núcleos museológicos do Masb, em especial aquele da comunidade quilombola Pau Ferro do Joazeiro. O Masb, como espaço museológico, deriva dos processos de licenciamento ambiental da área arqueológica, que gerou um grande acervo que demanda local adequado para salvaguarda; associado a isso, a instituição ganhou contornos de museu de território, com ampla inserção social. Ao longo da implantação, houve uma intensa participação da equipe técnica museológica na elaboração das diretrizes de atuação institucional com as comunidades, seguida do afastamento da mesma equipe em decorrência da suspensão dos financiamentos. Essa distância resultou na descontinuidade da experiência pautada sobre as diretrizes da Sociomuseologia. É sobre esse processo que se busca refletir.

4
  • ROBERTO FERNANDES DOS SANTOS JUNIOR
  • POR UMA “MUSEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO”: IMPACTOS DO PENSAMENTO DE HUGUES DE VARINE NO CAMPO MUSEAL BRASILEIRO

  • Data: 25/04/2019
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  • A pesquisa analisa pelo viés teórico-prático, a trajetória do pesquisador e consultor internacional de desenvolvimento Hugues de Varine. Objetiva compreender os impactos do seu pensamento na concepção de desdobramentos para a corrente teórica da Nova Museologia, a partir da proposta da “Museologia da Libertação” no Brasil. Utiliza como subsídio os conceitos de “trajetória”, “campo” e “teoria da prática” do sociólogo Pierre Bourdieu, para problematizar os mecanismos e ações que o consolidaram como pioneiro de práticas neomuseológicas no âmbito brasileiro e internacional. A partir da produção de um legado, construído com base na realização de atividades, principalmente a Mesa Redonda de Santiago do Chile em 1972, referente ao período de sua estada na diretoria do Conselho Internacional de Museus-ICOM, e na produção de agências e agenciamentos derivados das consultorias que ele realizou em diversos países, com enfoque na sua relação com o pedagogo Paulo Reglus Neves Freire, investiga a consolidação e disseminação de novos padrões museais no Brasil. A partir daí, fazendo uso de um apanhado de fontes, como: entrevistas, depoimentos, fotografias e produção bibliográficas, desvela pontos e especificidades da sua trajetória que impactaram na forma e no pensamento museológico brasileiro. O trabalho demonstra como as ações de Varine resultaram na disseminação de eventos e na criação de novas instituições que tem como pano de fundo o seu trabalho como consultor. Ressalta, nesse aspecto, a realização do I Encontro Internacional de Ecomuseus (1992) e, como recorte, a criação do Ecomuseu de Itaipu (PR), do Ecomuseu da Amazônia (PA), do Ecomuseu da Serra de Ouro (MG) e do Ecomuseu Comunitário de Santa Cruz (RJ), bem como uma breve análise dos impactos do seu pensamento nas políticas públicas museais, como mecanismos de produção de uma “griffe” museológica reconhecida por alguns pesquisadores como “Museologia da Libertação”, conceito cunhado pela museóloga Odalice Miranda Priosti.

5
  • ANNA LUÍSA SANTOS DE OLIVEIRA
  • Mãos que cosem a memória: as Rendeiras de SaubaraBA e o protagonismo de mulheres negras no patrimônio.

  • Data: 24/05/2019
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  • Esta pesquisa tem como finalidade analisar a Casa das Rendeiras do município baiano de Saubara, enquanto espaço de salvaguarda do patrimônio e a protagonização feminina negra por meio do saber fazer da renda de bilro. A investigação é proposta a partir da utilização do arcabouço teórico metodológico em museologia social, tendo como propósito refletir acerca da importância da memória individual e coletiva de mulheres negras para o patrimônio cultural local. Para tanto foram utilizados os conceitos de museologia social, memória, patrimônio cultural, gênero, raça e trabalho. As narrativas das vivências dessas mulheres rendeiras constituem fontes principais de pesquisa para esta dissertação. A compreensão do patrimônio cultural, a partir do ofício das rendeiras enquanto detentoras do saber fazer da renda de bilro, fazem delas objeto da museologia, possibilitando a discussão sobre a representação da identidade cultural por meio da memória imaterial, do trabalho que abarca a renda de bilro para além da sua técnica, suas interseccionalidades entre gênero e raça em confluência com a sociomuseologia e as relações entre artesanato, economia e mundo do trabalho.

6
  • JISLAINE SANTANA DOS SANTOS
  • O Museu Afro-Brasileiro de Sergipe: Entre Cenários, Falas, Silêncios e as heranças culturais.

  • Orientador : MARCELO NASCIMENTO BERNARDO DA CUNHA
  • Data: 19/08/2019
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  • Este trabalho analisa a representação da herança cultural afro-brasileira na exposição do Museu Afro-Brasileiro de Sergipe (MABS), situado em Laranjeiras, desde a sua criação/inauguração, com ênfase para o período de 2012-2018, a partir da análise do processo de musealização do MABS. Para tanto, do ponto de vista metodológico, as investigações se desenvolvem por meio de referência bibliográfica, entrevista estruturada, além de uso de fotografias antigas e atuais da expografia da instituição museal. Fotografia de ação cultural desenvolvida pela instituição com o diálogo entre foto e acontecimento, como meio de situar o ocorrido e sua problemática. Dessa maneira, e a partir desse entendimento, apresentaremos algumas das memórias que ressaltam a idealização dessa instituição, os possíveis envolvidos em seu desenvolvimento, a formação das coleções, revelando quando possível aspectos ausentes ou esquecidos na trajetória desse museu ao decorrer dos longos anos de existência e do desenvolvimento de suas atividades sociais em Laranjeiras.

7
  • JARRYER DE JESUS PINHEIRO
  • Ruínas de Remanso Velho sob a perspectiva da museologia: relações entre comunidade e sítio arqueológico.

  • Data: 11/10/2019
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  • Após a realização do trabalho de conclusão de curso em Arqueologia e Preservação Patrimonial intitulada “O uso e transformação do espaço urbano: um estudo arqueológico da cidade de Remanso Velho, Bahia”, se evidenciou um conjunto significativo de ruínas da primeira sede do município de Remanso, chamada de Remanso Velho. Considerando a necessidade de compreender a perspectiva da comunidade atrelada a este sítio arqueológico, essa dissertação buscou conhecer e evidenciar as relações socioculturais existentes entre a comunidade da atual cidade de Remanso e o sítio arqueológico Remanso Velho. Dessa forma, apresentamos as principais ruínas, apontando suas funções enquanto eram estruturas arquitetônicas urbanas, bem como evidenciamos os processos históricos do surgimento até o seu desuso enquanto sede municipal. Em seguida, realizamos uma discussão teórica referente ao cenário estudado, apontando reflexões relativas ao patrimônio arqueológico e ao exercício museológico. Além de evidenciar os vínculos socioculturais existentes entre a comunidade e seu sítio arqueológico, o estudo realizado para esta pesquisa de mestrado também possibilitou caracterizar os processos históricos e os agentes que conduziram a construção dessas relações, a identificação do valor simbólico que é dado pela comunidade ao sítio arqueológico Remanso Velho e a identificação do papel desempenhado pelo sítio arqueológico na memória da sua comunidade. A problemática proposta como eixo delineador desta dissertação consiste no cenário no qual as ruínas de Remanso Velho não são reconhecidas como patrimônio arqueológico pelas instituições oficiais, tampouco se compreende a representatividade que esse bem arqueológico possui para a sua comunidade. Deduzimos, então, que tal condição colocaria essas estruturas fora das políticas públicas que possibilitariam o seu conhecimento e a sua salvaguarda, bem como dificultaria a implantação de processos de gestão social desse legado, colocando-o fora do eixo de pesquisas arqueológicas. Contrapondo esse cenário, foi proposta como hipótese que o fato de estar fora das políticas públicas oficiais não necessariamente impossibilitaria a sua comunidade de desfrutar de seu bem cultural, nas formas e maneiras por eles escolhidas. Conforme os resultados obtidos, confirmamos a hipótese apresentada e entendemos que a comunidade vinculada ao sítio arqueológico Remanso Velho utiliza o seu bem cultural na maneira que compreende os seus anseios.

2018
Dissertações
1
  • AMANDA DE ALMEIDA OLIVEIRA
  • A documentação museológica como suporte para a comunicação com o público: a cadeirinha de arruar do Museu de Arte da Bahia.

  • Orientador : JOSE CLAUDIO ALVES DE OLIVEIRA
  • Data: 31/07/2018
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  • A presente pesquisa tem como propósito analisar o processo de informação produzido e gerido pelo Sistema de Documentação Museológica (SDM) e averiguar como a sua operação repercute no conteúdo apresentado na exposição de longa-duração do museu, a partir do estudo de caso da cadeirinha de arruar do Museu de Arte da Bahia (MAB). Considerando que a representação está sujeita ao modo como o objeto é documentado no museu e, caso haja equívocos na sua aplicação, pode causar distorções, o que influenciará nas interpretações do objeto ou mesmo torná-lo imperceptível ao público na exposição. A pesquisa possui aspectos teóricos e práticos. A teoria envolveu um levantamento bibliográfico que perpassa as discussões nas áreas da Museologia, Comunicação e Ciência da Informação; e a prática ocorre na análise da poiese do MAB, em específico visualizada no SDM, e na pesquisa de campo com a utilização do método da observação da exposição do MAB. A partir dessa análise, foi realizado um estudo comparativo com o Museu Histórico Nacional, do Rio de Janeiro e o Museu Nacional dos Coches, de Portugal, que possuem exemplares de cadeirinhas de arruar nas suas coleções, para verificar o processo da informação na relação SDM/exposição. Esse trabalho envolveu também a pesquisa histórica com o uso de fontes iconográficas, anúncios de jornais de época e relatos dos viajantes para investigar as relações que envolvem a cadeirinha de arruar, compreendendo o contexto histórico de seu uso e produção, a mão-de-obra escrava e a evolução do transporte urbano.  Do mesmo modo, foi realizado estudos para identificar as origens desse meio de transporte e o uso em outras culturas. Os resultados da pesquisa constataram que a produção de informação no SDM e a comunicação contínua com outros sistemas do museu possibilitam a disseminação de informação, refletindo no conteúdo apresentado sobre o objeto e as coleções na exposição, foco da comunicação do museu mediadora para com o público.

2
  • CÁSSIO EDUARDO MACHADO BÊRIBÁ
  • Nossa Senhora da Conceição: a recuperação do vetor folkcomunicacional na produção da imaginária popular e erudita do século XVIII

  • Orientador : JOSE CLAUDIO ALVES DE OLIVEIRA
  • Data: 01/08/2018
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  • Resumo:

    O presente estudo tem como objetivo, analisar a produção da imaginária não oficial/popular do século XVIII, partindo de duas esculturas sacras (objetos musealizados que estão sob guarda do MAS/UFBA), que representam a invocação de Nossa Senhora da Conceição, sendo cada imagem o resultado de uma linha de produção da imaginária brasileira. Entendendo assim,  a imaginária não oficial/popular, enquanto partícipe de um   processo folkcomunicacional, que aconteceu paralelamente a produção da imaginária oficial/erudita, considerada nesse víeis de pesquisa como sendo representante e  participante da comunicação de massa, observando com isso, o diálogo existente entre essas duas linhas de produção, a imaginária oficial/erudita que atendia a uma necessidade devocional/comunicacional dos grupos sociais mais favorecidos, ou seja, a cultura de elite, e a imaginária não oficial/popular  identificada enquanto cultura popular, na qual é possível perceber aspectos de um processo folkcomunicacional. Percebendo o potencial comunicacional desses objetos museológicos e buscando a partir da análise da documentação museológica produzida pelo setor de Documentação do Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia encarando-a não somente como uma atividade técnica dentro da instituição mais atrelada a pesquisa bibliográfica, buscou-se entender a imaginária não oficial/popular como uma comunicação que atendia a um determinado grupo, e região, que difere, da comunicação em torno da produção oficial/erudita, que é marcada por se uma produção mais institucionalizada e difusa que na época de sua produção era considerada a oficial. Nesse caso buscou-se compreender e recuperar o vetor folkcomunicacional da produção da imaginária não oficial/popular e após a recuperação desse vetor, analisou-se o resultado desse processo folkcomunicacional nas imaginárias estudadas através da análise iconográfica e iconológica. Foram utilizadas bases teóricas referentes ao desenvolvimento da imaginária brasileira, assim como, bases teóricas referentes à teoria da folkcomunicação, a exemplo de Luiz Beltrão (1980), que apresentou e defendeu este novo conceito a respeito da teoria da comunicação, por ele chamada de comunicação dos marginalizados, Além de Beltrão foram utilizados outros autores a exemplo de Benjamin (2008) e Oliveira (2006). Fazendo um paralelo, intercruzando os conceitos da folkcomunicação, com os referentes ao desenvolvimento da imaginaria brasileira do século XVIII.

3
  • EDUARDO DE ARAÚJO FRÓES
  • Um Patrimônio em Movimento: os carrinhos de café nas ruas de Salvador

  • Orientador : MARIA DAS GRACAS DE SOUZA TEIXEIRA
  • Data: 28/09/2018
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  • O comércio informal de rua da cidade do Salvador, Bahia, Brasil, possui uma peculiaridade que expressa um elemento representativo da cultura popular soteropolitana, a comercialização ambulante de café em carrinhos alegóricos que simulam caminhões e mini trios elétricos. A pesquisa propiciou a interpretação de uma dada realidade social referente aos Vendedores de Cafezinho e seus carrinhos de café, compreendidos como objetos portadores de valores de um patrimônio adjetivado, portanto, indentitário e simbólico da cultura e do cotidiano da capital baiana. Esses sujeitos sociais transformaram a atividade laboral em um produto genuíno da imaginação criativa a partir da necessidade de sobrevivência, agregando valores simbólicos que estimulam o despertar de vários olhares, inclusive o da problematização e reflexão da Museologia no momento em que quatro carrinhos de café são ressignificados no espaço museal, inserindo-os também no processo de reconhecimento do seu caráter de patrimônio. O estudo se estruturou a partir de três vertentes: a trajetória histórica da atividade do vendedor ambulante de cafezinho nas ruas de Salvador e a inventividade dos seus instrumentos de trabalho; a apropriação desses instrumentos de trabalho por outros olhares e o relacionamento com as pessoas que os experienciam nas ruas; e, por fim, o carrinho de café enquanto objeto musealizado pelo Museu Afro Brasil e suas ressignificações. Analisar o modo de fazer dos Vendedores de Cafezinho de Salvador e a sua representatividade de bem cultural contribui para o fortalecimento da cultura popular da Bahia e para a visibilidade de anônimo(a)s criativo(a)s que influenciaram o cenário urbano de uma cidade e imprimiram uma marca que demanda valorização e reconhecimento, pois cada vendedor que circula com seus carrinhos de café é portador de um conjunto de valores, saberes, escolhas e formas de viver. A pesquisa promove uma prática museal conectada com a importância de instaurar um campo museológico contemporâneo e interdisciplinar apto a dialogar o social com o patrimonial, preconizando ações que não privilegiam apenas o objeto museológico, mas também o local de manifestação desses objetos e a sua relação com o humano, consolidando-se no campo epistemológico das Ciências Sociais.

     

4
  • MEIRILUCE SANTOS PERPETUO
  • MEMÓRIA, IDENTIDADE E FÉ NA CAPELA DE BRASÍLIA: ANÁLISE DAS RELAÇÕES DE PODER NO RESTAURO DA IGREJINHA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

  • Data: 06/11/2018
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  • O trabalho tem como objetivo discutir as relações estabelecidas entre a comunidade de Brasília e o patrimônio cultural, considerando a polêmica que se seguiu à restauração da Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, conduzida pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Distrito Federal - Iphan/DF, quando foi inserida a pintura de um artista local - Francisco Galeno, onde antes havia uma pintura do artista Alfredo Volpi, que teria sido irrecuperavelmente destruída na década de 60. A metodologia para levantamento do problema se deu por meio de entrevistas com a comunidade que habita, trabalha, frequenta e administra o templo, em matérias publicadas na imprensa local e nacional, em levantamento bibliográfico sobre a cidade e no estudo de documentação referente à restauração realizada no templo, buscando entender o processo que envolveu a restauração e como se deu a relação entre o Iphan com a comunidade. A partir da contextualização histórica e artística da cidade, discorre sobre seu valor como Patrimônio Cultural da Humanidade e problematiza algumas questões relacionadas à sua preservação. A matéria do patrimônio tem como base a fundamentação dos monumentos e suas representações sociais e simbólicas ativadas pela memória, pela afetividade e pela identidade de grupos. Nesse contexto, busca entender como se processam as relações desenvolvidas entre a comunidade e a Igrejinha, tendo esta como espaço simbólico, carregado de valores e significados. Considera-se, dessa forma, a possibilidade de contribuir para o favorecimento e formalização de propostas de ações afirmativas em favor da cidade e de seus habitantes.

5
  • MELISSA SANTOS DOS SANTOS
  • CONCEPÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO MUSEU (VIRTUAL) DOS GRAFFITI FEITOS POR MULHERES

  • Orientador : RITA DE CASSIA MAIA DA SILVA
  • Data: 26/11/2018
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  • Esta pesquisa visa a experimentação de aspectos teóricos e técnicos para a construção do museu virtual dos graffiti feito por mulheres que nos faz compreender os entrelaçamentos entre a cibercultura e a museologia, evidenciando a importância da inserção e utilização da tecnologia nos espaços museológicos Tal percepção reforça a necessidade de criação de espaços capazes de atender as necessidades da museologia e que auxiliem no processo de musealização dos graffiti, considerados como uma manifestação artística, característica da cultura hip-hop, que utiliza de técnicas das artes visuais e do espaço urbano como recursos para a sua expressão. Os graffiti, hoje descriminalizado, como consta no art.6º da Lei 12.408/2011, que atualiza a redação do art. 65 da Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, confunde-se, muitas vezes, com a pichação que, por sua vez, se expressa exclusivamente a partir de letrados e continua proibida por lei. Esta forma de expressão artística destaca-se por sua efemeridade e desafios enfrentados pelos grafiteiros e grafiteiras durante o seu processo de produção. Dentro deste universo de possibilidades, nossa proposta focaliza a produção de mulheres que levam às ruas a sua arte como expressões de suas vidas e posições sociais. Os graffiti possuem grande importância histórica dentro da sociedade contemporânea, pois foi a partir desta expressão artística que muitos jovens das periferias se posicionaram diante das adversidades da sociedade. A partir deste quadro, buscamos, através de análises e observações de modelos de museus na internet, uma maneira de musealizar de forma a preservar sua memória dada a sua efemeridade. Nesta dissertação, buscamos parâmetros para construir e veicular este museu, abordando todas as funções de uma instituição museal e as possibilidades que o ciberespaço proporciona.

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