PPG-AU PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO (PPG-AU) FACULDADE DE ARQUITETURA Telefone/Ramal: Não informado

Banca de DEFESA: EUNICE GONÇALVES QUEIROZ

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : EUNICE GONÇALVES QUEIROZ
DATA : 17/11/2023
HORA: 16:00
LOCAL: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - PPGAU / UFBA
TÍTULO:

ORIXÁS – PERCURSO EXPLICATIVO SOBRE DESIGN, ARQUITETURA E URBANISMO E ARTE NO TERREIRO AXÉ ILÊ OBÁ EM SÃO PAULO


PALAVRAS-CHAVES:

Palavra chave: Afrodescendência, Patrimônio cultural afrodescendente; Terreiro de candomblé; Cultura negra


PÁGINAS: 177
RESUMO:

O terreiro é local múltiplo de religião, mas também de cultura, de passar conhecimento através da vivência do dia a dia, do culto a ancestralidade, da reverência aos orixás. Uma quantidade significativa de fatores que se faz necessários ser entendidos. Desconhecimento entre outros que fortifica o racismo e a exclusão contra o negro, demonializa e o torna invisível, neste interim mais especificamente o brasileiro. Este trabalho de dissertação tem a finalidade de analisar a patrimonialização do terreiro de candomblé Axé Ilê Obá, mais especificamente no período da gestão de Mãe Sylvia de Oxalá entre os anos de 1986 a 2014, época em que local foi reconhecido como primeiro espaço de Candomblé tombado pelo CONDEPHAAT - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico no estado de São Paulo. Grupo negro e candomblecista que devido a toda a complexidade sistêmica existente em sua vivência, se faz necessário se entender a sua estrutura e história; trajetória dos africanos e afrodescendentes, existentes há mais de 6.000 anos com toda a cultura e estratégia de viver que se perpetua na diáspora. Através deste trabalho, também se pretende gerar material que amplie possibilidades dentro da Lei 10.639, a qual estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira, e ampliar o entendimento e equilíbrio social através do conhecimento. O terreiro é um espaço de múltiplas funções, da pratica de religião, do aprendizado da cultura, da realização da vida de uma comunidade. O terreiro pode ser compreendido em escalas da sua materialidade, entre os objetos, as edificações e sua inserção num território urbano. Nessa dissertação realizamos uma pesquisa de natureza transdiciplinar, com enfoque da complexidade sistêmica dentro do terreiro de candomblé Axé Ilê Obá, localizado no Bairro do Jabaquara na cidade de São Paulo. A pesquisa envolveu desde a história do candomblé ao significado e representação dos Orixás. Trabalha com a memória e com as representações expressas nesse terreiro e problematiza as questões relativa aos símbolos da cidade de São Paulo, cidade estruturada de maneira ampla por africanos e seus descendentes, sem contudo, tal fato ser evidenciado pelos meios de informação e divulgação da cidade. Os candomblés da cidade são pouco conhecidos e a sua inserção na produção da cidade pouco discutido e pouco problematizado. Essa dissertação faz uma explanação sobre os diversos aspectos desse terreiro e problematiza a sua inserção urbana. Aborda-se diversos fatores que se fazem necessários para o entendimento do candomblé e do terreiro em questão. Destaca-se que o desconhecimento do candomblé e dos terreiros operam na fortificação do racismo e a exclusão da população negra e da nossa cultura. Existe devido ao racismo a demonialização do terreiro e do candomblé como também a invisibilidade desse. Este trabalho de dissertação tem a finalidade de analisar a patrimonialização do terreiro de candomblé Axé Ilê Obá, mais especificamente no período da gestão de Mãe Sylvia de Oxalá entre os anos de 1986 a 2014, época em que local foi reconhecido como primeiro espaço de Candomblé tombado pelo CONDEPHAAT - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico no estado de São Paulo. Grupo negro e candomblecista que devido a toda a complexidade sistêmica existente em sua vivência, se faz necessário se entender a sua estrutura e história; trajetória dos africanos e afrodescendentes, existentes há mais de 6.000 anos com toda a cultura e estratégia de viver que se perpetua na diáspora. Através deste trabalho, também se pretende gerar material que amplie possibilidades dentro da Lei 10.639, a qual estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira, e ampliar o entendimento e equilíbrio social através do conhecimento. Trata-se de um trabalho original quanto ao estudo conjunto e articulado do design, da arte, da arquitetura e do urbanismo desse terreiro.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.856.738-** - HENRIQUE ANTUNES CUNHA JUNIOR - UFBA
Interna - 2466764 - ARIADNE MORAES SILVA
Externa à Instituição - MARIZILDA DOS SANTOS MENEZES - UNESP
Notícia cadastrada em: 17/11/2023 09:17
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