Banca de DEFESA: EDSON ALAN DOS SANTOS BARROS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : EDSON ALAN DOS SANTOS BARROS
DATA : 27/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Remoto
TÍTULO:

Padrão de Tratamento da DPOC no Brasil: Uma Análise de Registros de Dispensação de

Medicamentos DATASUS


PALAVRAS-CHAVES:

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC); DATASUS; Protocolo Clínico e

Diretrizes Terapêuticas (PCDT); Desertos Assistenciais; Farmacoepidemiologia.


PÁGINAS: 71
RESUMO:

O estudo analisou os padrões de tratamento da Doença Pulmonar Obstrutiva

Crônica(DPOC) no Brasil, usando dados reais do Departamento de Informática do

Sistema Único de Saúde (DATASUS). A DPOC tem se colocado como um grande

problema de saúde pública mundial, só em 2021, foi responsável por 3,5 milhões de

mortes. No Brasil, a situação preocupa: quase 17% dos brasileiros acima dos 40 anos

convivem com a DPOC, um número acima da média global, com grande parte dos casos

concentrados nas Américas. Objetivo do estudo foi monitorar o acesso ao tratamento da

DPOC pós incorporação do novo Protocolo clínico e diretrizes terapêutica (PCDT) do

ministério da saúde lançado em 2021 e mapear regiões do país onde o cuidado é mais

difícil – os chamados "desertos assistenciais". A metodologia utilizada foi um estudo de

coorte com dados retrospectiva de medicamentos dispensados pelo componente

especializado de assistência farmacêutica (CEAF) com recorte temporal de janeiro de

2015 a dezembro 2022, foi o utilizado como ferramenta de análise estatísticas os

softwares livres R e Rstudio versão R 4.2.2. seguida por uma ampla revisão de escopo

após identificação de desertos assistenciais entre as regiões. Os resultados mostram um

contraste difícil de ignorar, embora o Brasil tenha incorporado terapias inovadoras, muitas

regiões ainda sofrem com falta crônica de atendimento, principalmente regiões onde o

Produto Interno Bruto (PIB) e o Índice de desenvolvimento humano (IDH) são fatores

determinantes para o acesso. A revisão confirmou que esse problema não é do Brasil, 

outros países também enfrentam desertos parecidos. Concluímos que atualizar os

protocolos (como o PCDT) é um passo vital, mas não basta sozinho. Precisamos de

monitoramento constante e estratégias integradas para quebrar o ciclo de desigualdades.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2765101 - ADEMIR EVANGELISTA DO VALE
Externa ao Programa - 1065988 - MARGARIDA CELIA LIMA COSTA NEVES - UFBAExterno à Instituição - FELIPE FERRÉ
Notícia cadastrada em: 27/02/2026 11:38
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