AVALIAÇÃO DA AÇÃO ANTIOXIDANTE DOS EXTRATOS ETANÓLICOS DAS CASCAS DE Spondias tuberosa Arruda (Umbu); Ziziphus joazeiro Martius (Juá); Maytenus rigida Martius (Pau de colher) E Schinopsis brasiliensis Engler (Braúna) SOBRE A PRODUÇÃO in vitro DE EMBRIÕES BOVINOS
Antioxidantes. Embriões. Extratos etanólicos. Produção in vitro.
A produção in vitro de embriões (PIVE) é uma biotecnologia importante para a exploração do potencial genético de fêmeas ruminantes. Entretanto, sendo um procedimento laboratorial, está sujeito a situações de estresse e desequilíbrio redox, com a formação de espécies reativas de oxigênio. Para aprimorar esse processo, estudos apontam a importância do uso de antioxidantes em meios de maturação in vitro de embriões, a fim de elevar as taxas finais de blastocisto. Assim, poderia utilizar extratos de plantas que possuem ação antioxidante como mecanismo para maximizar a produção de embriões. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a ação antioxidante dos extratos etanólicos das cascas de Spondias tuberosa arruda (Umbu); Zizyphus joazeiro Martius (Juá); Maytenus rigida Mart (Pau de colher) e Schinopsis brasiliensis (Braúna) sobre a PIVE. Para a obtenção dos extratos etanólicos, foi feita a coleta do material na Floresta Nacional Contendas do Sincorá no semiárido baiano. As partes das plantas secas foram maceradas com etanol 99º GL e concentrados em evaporador rotativo, gerando os extratos etanólicos. Teste de atividade antioxidante sequestro de radical livre DPPH e auto-oxidação do sistema b-caroteno/ácido linoleico foram realizados. Para os estudos in vitro, a pesquisa obteve ovários de vacas abatidas no abatedouro regional, sendo realizada a aspiração folicular no laboratório. Após o rastreio, os oócitos foram maturados em microtúbulos de meio TCM199 sob diferentes concentrações dos extratos testados (2,5; 5,0 e 10,0 µg/µL) pelo período de 24h e a fertilização in vitro (FIV) foi realizada em microgotas de meio FERT-TALP com sêmen comercial. Após 18h do processo de fertilização, os prováveis zigotos foram desnudados e transferidos para microgotas de meio SOF para o cultivo e desenvolvimento embrionário. Todas as etapas de cultura foram conduzidas a 37ºC e em atmosfera de 5% de CO2. Ao final, foram calculadas as taxas de clivagem por oócito e de blastocistos por oócitos, respectivamente. Somente o extrato de Braúna adicionado no meio de maturação conseguiu aumentar e viabilizar os processos de clivagem, sendo necessário o dobro da concentração do extrato para aumentar a formação de blastocistos. Entretanto, os extratos de Umbu e Juá não apresentaram resultados interessantes em nenhuma das concentrações testadas. Esses resultados podem estar atrelados aos seus perfis citotóxicos, com a presença de componentes fitoquímicos que inviabilizam o desenvolvimento celular. E o extrato de Pau de colher na concentração de 5 µg/µL foi efetivo no aumento de formação de blastocistos, podendo ser utilizado na CIV. Tanto os extratos de Braúna quanto de Pau de colher apresentaram bons resultados nos dois testes antioxidantes. Assim, os resultados mostram a importância da utilização de compostos antioxidantes na produção in vitro de embriões, como uma alternativa para potencializar as taxas de blastocistos além de reforçar a importância de novos estudos que corelacionam a utilização de extratos vegetais na PIVE. Deste modo, a atual pesquisa também pode ser o início a uma série de estudos que visam a utilização de extratos vegetais na produção in vitro de embriões bovinos, podendo então contribuir para a expansão dessa técnica no Brasil.