Ser-em como fundamento da angústia e da cura
Angústia. Cura. Heidegger. Presença. Ser-em.
Investigar a noção de “ser-em” (In-Sein) na obra Ser e tempo, de Martin Heidegger, e analisar a relação dessa com a angústia (Angst) e a cura (Sorge) é o objetivo deste estudo, que parte da premissa de que a articulação interna entre esses conceitos é crucial para uma compreensão coesa da existência humana na filosofia heideggeriana. O ser-em é apresentado como um conceito central para a estrutura da presença (Dasein) ao ressaltar que o ente humano está sempre imerso em um contexto existencial, em constante relação com o mundo. Nossa discussão organiza-se em torno de três pilares principais: a compreensão do existir humano enquanto ser-em, a análise da angústia como uma disposição reveladora da verdadeira condição existencial e a investigação da cura como totalidade estrutural da presença. A angústia é destacada como uma disposição fundamental que desperta a presença para suas possibilidades mais próprias de ser, enquanto a cura é analisada como um fenômeno ontológico que unifica os elementos constitutivos da presença, conferindo-lhes uma coesão que transcende a mera soma de partes. A dissertação conclui que o ser-em é fundamental para compreender a angústia e a cura em Heidegger e permite uma interpretação mais profunda da presença e de sua relação com o mundo, a finitude e a morte.