COMO MONTAR, DESMONTAR E RECOMBINAR UM CORPO?
Pistas metodológicas para uma prática indisciplinada nas artes do corpo em exercício de aproximações entre debates coloniais, educação e infâncias
Palavras-chave: Culturas da Infância. Artes do Corpo. Colonialidade. Imaginário. Metodologia Indisciplinada.
Investigo nesta tese, a criação de uma metodologia artístico pedagógica com potencial de produção de imagens críticas a imaginários coloniais, em conjunto com crianças de 06 a 08 anos de duas escolas da educação infantil na cidade de Salvador - BA. Tenho por hipótese a ideia de que a aproximação de debates coloniais e as infâncias pode ser feito de modo lúdico, por meio da criação de jogos e brincadeiras, construídas com base no resgate de alguns princípios das artes do corpo que marcam minha trajetória, sendo elas: o teatro, a dança, a performance, a palhaçaria e a arte drag. O trânsito entre narrativa ficcional e autobiográfica do teatro performativo; o ensino da dança como instrumentalização da consciência corporal em suas diferenças; a performance com o seu caráter disruptivo; a palhaçaria enquanto exaltação do erro e de tudo aquilo que a sociedade rejeita; e a arte drag como tecnologia de transformação corporal, são os meios pelos quais discuto, no e pelo corpo, reflexões críticas, em conjunto com as crianças, sobre o conceito de infância, família nuclear e as tensões que surgem destas instituições histórico, sociais e políticas, localizadas nas produções de imagens estereotipadas produzidas por tais normativas hegemônicas.