EFEITO AGUDO DO EXERCÍCIO DE PREENSÃO MANUAL COM DINAMÔMETRO E BOLA INFLÁVEL SOBRE A PRESSÃO ARTERIAL CLÍNICA, AMBULATORIAL E SUA VARIABILIDADE EM MULHERES IDOSAS HIPERTENSAS
Hipertensão; Idoso; Exercício Isométrico; Pressão Arterial; Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial.
Introdução: A hipertensão arterial (HA) representa um importante fator de risco cardiovascular em mulheres idosas. Além dos níveis médios de pressão arterial (PA), a variabilidade da pressão arterial (VPA) e os parâmetros obtidos pela monitorização ambulatorial da pressão arterial de 24 horas (MAPA) possuem relevante valor prognóstico cardiovascular. O exercício isométrico de preensão manual (EIPM) tem demonstrado potencial efeito hipotensor, entretanto, ainda são limitadas as evidências acerca de seus efeitos agudos sobre a PA clínica e ambulatorial e a VPA em mulheres idosas fisicamente treinadas. Objetivos: Analisar o efeito agudo do EIPM realizado com um dinamômetro handgrip e com uma bola inflável na pressão arterial clínica, ambulatorial (MAPA) e sua variabilidade em idosas hipertensas treinadas. Métodos: Trata-se de um ensaio clínico randomizado com controle e cruzado, realizado com 13 mulheres idosas hipertensas fisicamente treinadas há pelo menos três meses, com idade ≥ 60 anos. As participantes foram submetidas a três intervenções: sessão controle, sem realização de exercício; sessão com dinamômetro (EID); e sessão com a bola inflável (EIB). Os protocolos de exercício consistiram em oito séries de um minuto realizadas alternadamente entre as mãos, a 30% da contração voluntária máxima (CIVM), enquanto o grupo controle permaneceu sentado em repouso, sem a realização de exercício. A PA clínica foi avaliada nos momentos pré e pós-intervenção, por até 60 minutos. Posteriormente, foi instalada a MAPA para avaliação dos parâmetros pressóricos ambulatoriais e da VPA. Resultados: A análise da PA clínica demonstrou efeito de interação grupo*tempo para PAD e PAM (p<0,05). O pós-hoc identificou aumento da PAD no grupo EIB aos 15 minutos pós-intervenção (Δ=3,46 mmHg) em comparação com o momento pré-intervenção (p<0,05). Para a PAS foi observado efeitos significativos no tempo, entretanto, após ajuste de Bonferroni, não foram observadas diferenças significativas entre grupos e momentos (p>0,05). Em relação à MAPA e aos índices de VPA, não foram observadas diferenças significativas entre os grupos para nenhuma das variáveis analisadas (p>0,05). Conclusão: uma sessão aguda de EIPM não promoveu alterações significativas na PA clínica, ambulatorial e VPA em mulheres idosas hipertensas treinadas. Além disso, não foi observado diferença entre os dispositivos EIB e EID.