Banca de DEFESA: LIDIA RAMOS BARBOSA OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LIDIA RAMOS BARBOSA OLIVEIRA
DATA : 22/05/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Pavilhão de Aulas do Canela
TÍTULO:

O desafio de cuidar de si: reflexões sobre a experiência de cuidadoras de pessoas com deficiência


PALAVRAS-CHAVES:

Autocuidado; Cuidadores; Pessoas com Deficiência; Espiritualidade


PÁGINAS: 72
RESUMO:

Introdução: O cuidado de si, como conceito filosófico e prático, apresenta implicações expressivas para indivíduos em papéis de cuidado integrais, como as cuidadoras de pessoas com deficiências. A pressão social para que essas mulheres suportem o estresse sem reconhecer suas necessidades pode resultar em estigmatização, em prejuízos à saúde, além de moldar suas percepções e práticas de autocuidado. Uma abordagem compreensiva e empática pode auxiliar essas cuidadoras a avaliar o cuidado de si e compreender as estratégias para atravessar as exigências do cotidiano de cuidado com o outro. Objetivo: Compreender a percepção de mulheres que cuidam de pessoas com deficiência sobre vivências de autocuidado no cotidiano. Métodos: O estudo, de abordagem qualitativa, realizou entrevista-conversa após um momento de meditação individual, com vistas a acessar percepções e sentidos sobre o cuidar de si.  Os encontros foram gravados e posteriormente transcritos, adicionalmente as impressões e vivências da pesquisadora foram registradas em diário de campo e utilizadas para a análise das informações, que ocorreram por meio da análise temática. Resultados e discussão: O autocuidado é percebido de forma fragmentada e secundária na vida dessas mulheres, restrita a atos rotineiros de cuidado com o corpo e aparência. As possibilidades de escolha no âmbito dos projetos de vida e das práticas de bem-estar são estreitas e influenciadas por condições materiais, afetivas e sociais. A ausência de privacidade e as demandas no ambiente doméstico surgem como barreiras críticas, transformando o lar em um local de trabalho ininterrupto. Embora a meditação tenha se mostrado eficaz na regulação emocional e na redução da sensação de ansiedade, sua prática constante é dificultada pela ausência de tempo e incentivo. Conclusão: As ofertas de cuidado para mulheres que cuidam precisam considerar seu cotidiano complexo, compreendido não como uma realidade circunscrita ao indivíduo, mas como um fenômeno socialmente produzido. Por isso, é urgente a necessidade de estratégias assistenciais e de suporte às mulheres aproximadas dos seus contextos de vida, a partir de políticas públicas e redes de apoio coletivo. 



MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1272085 - FERNANDA DOS REIS SOUZA
Interna - 1683913 - ADRIANA MIRANDA PIMENTEL
Interna - 2053266 - MELISSA CATRINI DA SILVA
Externa ao Programa - 2200041 - ANAMELIA LINS E SILVA FRANCO - UFBA
Notícia cadastrada em: 30/04/2026 15:09
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