Capacidade funcional e fatores associados em pessoas com o vírus da imunodeficiência humana hospitalizadas
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, Hospital, Capacidade Funcional, Reabilitação.
Introdução: Em estudos recentes, observa-se que a epidemia do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) continua sendo um problema de saúde pública, embora essa enfermidade já possua status de doença crônica. O tempo de sobrevida de pessoas vivendo com HIV/AIDS aumentou e muitos fatores implicam para capacidade funcional desse público. Objetivo geral: O objetivo da pesquisa é avaliar a capacidade funcional de sujeitos com diagnóstico do HIV internados em enfermaria de um hospital público. Os objetivos específicos são: a) Descrever o perfil sociodemográfico e de condição de saúde de pessoas internadas com diagnóstico do HIV em um hospital público. b) Caracterizar a capacidade funcional em pessoas internadas com diagnóstico do Vírus da Imunodeficiência Humana em um hospital público. c) Identificar fatores socioeconômicos e da condição de saúde que estão associados a capacidade funcional de pessoas internadas com diagnóstico do HIV. Métodos: Foi realizado um estudo observacional, transversal e descritivo. Foram incluídos os prontuários de pessoas internadas no local da pesquisa, que possuíam diagnóstico de HIV/AIDS e que foram atendidas pela equipe de Terapia Ocupacional (TO). Foram excluídos os indivíduos que não possuíam protocolo de avaliação da capacidade funcional, utilizando-se a Medida de Independência Funcional (MIF). A pesquisa foi realizada com dados secundários dos seguintes sistemas/banco de dados: Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários - AGHU, prontuário informatizado: Assistência Médica e de Enfermagem (SMART), Sistema de Controle Logístico de Medicamentos - SICLOM e banco de dados coletados pela equipe de Terapia Ocupacional. Os dados obtidos foram organizados em planilha Excel e exportados para o programa de análise estatística software R e The Jamovi Project. Foram realizadas análises descritiva e de associação. Resultados: O estudo evidenciou que a população pesquisada é majoritariamente composta por pessoas do sexo masculino, apresentando idade acima de 40 anos, baixo nível de escolaridade, baixa renda, afastado de atividade laborais, construindo um cenário de vulnerabilidade social. Por fim, os dados clínicos, demonstraram longos períodos de internação, alterações nos marcadores laboratoriais de acompanhamento do HIV e elevada prevalência de dependência funcional. Outra informação extraída da pesquisa foi que ser do sexo masculino e ter maior tempo de acompanhamento pela equipe de TO se associou a maior prevalência de dependência funcional. Conclusão: A pesquisa apontou para uma necessidade de atenção às questões sociais, bem como reforçar as propostas de cuidado do atendimento a Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (PVHA) e intervenções multidisciplinares, assim como de terapia ocupacional de forma apropriada à necessidade do público assistido.