MEDIDAS ACÚSTICAS TRADICIONAIS, FORMÂNTICAS E CEPSTRAIS EM CANTORES TREINADOS E NÃO CANTORES
voz, acústica, canto popular, fonoaudiologia
Objetivos: avaliar as medidas acústicas tradicionais, formânticas e cepstrais em
cantores treinados e não cantores, além de comparar os valores dos parâmetros
acústicos em diferentes tarefas fonatórias. Métodos: estudo descritivo e transversal
em dois grupos, um de cantores populares treinados (n=14) e outro de não cantores
(n=16), sujeitos de idade igual ou superior a 18 anos, dos gêneros feminino e
masculino, com e sem queixas vocais. Os participantes gravaram as vozes no
Laboratório de Voz e Conforto Acústico em cabine de gravação com tratamento
acústico e ruído inferior a 50 dB NPS, foi emitido a vogal sustentada /a/ em
diferentes intensidades e frequências, também foi solicitado o canto da música
“parabéns pra você” em intensidade habitual e forte. As tarefas foram gravadas em
uma única sessão de gravação, na mesma ordem. Resultados: Foram incluídos 36
participantes, 23 (76,6%) do gênero feminino e 7 (23,3%) do gênero masculino. O
grupo de cantores treinados também cantava como atividade religiosa ou recreativa
(100%). 35,7% (4) desse grupo apresentou pontuação do questionário IDV-10 acima
do ponto de corte, enquanto 35,7% (5) trabalhavam como professores de canto,
além da própria atividade do canto e 42,8% (6) realizou terapia fonoaudiológica e
acompanhamento otorrinolaringológico previamente. Já no grupo de não cantores,
43,7% das pessoas cantavam como atividade religiosa ou recreativa e ficaram acima
do ponto de corte no questionário IDV-10. O presente estudo não apresentou
diferenças significativas quando comparado os dois grupos, apenas foi encontrado
diferença na frequência fundamental (f0) e f0 máxima da canção completa, em
intensidade habitual, e na PHR da vogal /a/ da canção completa em intensidade
forte. Nas medidas acústicas formânticas, foi observada diferença apenas nos
valores do primeiro formante (F1). Conclusão: Não houve diferença
estatisticamente significativa nas medidas acústicas comparando grupos de cantores
treinados e não cantores, quando se comparou as diferentes tarefas considerando
um único grupo, verificou-se que tanto o CPP quanto o CPPS melhoraram com o
aumento da intensidade vocal, por fim, na análise acústica formântica, foi observado
diferença apenas nos valores do primeiro formante (F1).