ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO COMO RECURSO NA CONSTRUÇÃO DE NOVOS MODOS DE VIDA EM SAÚDE MENTAL
Acompanhamento Terapêutico, Reforma psiquiátrica, Reabilitação Psicossocial, Desinstitucionalização.
Desenvolver novas formas de cuidado é, ao mesmo tempo, atravessar fronteiras e criar caminhos que se abrem à vida em movimento, reconhecendo a multiplicidade de modos de ser e existir. O Acompanhamento Terapêutico (AT) emerge, nessa perspectiva, como uma prática que desloca a clínica dos espaços convencionais, adentrando o cotidiano e oferecendo um cuidado construído na relação e na experiência compartilhada. A literatura aponta que, apesar de se apresentar como uma prática clínica inovadora, o AT ainda carece de maior sistematização, o que pode comprometer a efetividade das intervenções, dificultar a integração social dos pacientes e enfraquecer as políticas de desinstitucionalização. Nesse sentido, este estudo tem como objetivo analisar de que maneira a utilização do Acompanhamento Terapêutico (AT) se revela, na prática dos psicólogos, como uma estratégia de cuidado em saúde mental. Para isso, será realizada uma coleta de dados on-line através de questionário, via Google Forms, com profissionais psicólogos (as) do município de Vitória da Conquista, Bahia, a fim de avaliar o conhecimento que esses (as) profissionais possuem acerca do Acompanhamento Terapêutico. Trata-se de uma pesquisa descritiva e exploratória, com abordagem quali-quantitativa. Espera-se que os resultados contribuam para o aprimoramento da prática dos psicólogos (as) e para o fortalecimento do Acompanhamento Terapêutico como estratégia de cuidado e promoção da saúde mental no contexto da reforma psiquiátrica brasileira.