Banca de DEFESA: JAQUELINE ALMEIDA DE JESUS BRITO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JAQUELINE ALMEIDA DE JESUS BRITO
DATA : 17/04/2026
HORA: 10:00
LOCAL: Sala 104 do Primeiro andar do Pavilhão de Aulas da Federação VI
TÍTULO:

INTERSECÇÕES DE GÊNERO, RAÇA NA SAÚDE: NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES EM SALVADOR - BA


PALAVRAS-CHAVES:

notificação; violência contra a mulher, violência contra a mulher negra; Interseccionalidade.


PÁGINAS: 90
RESUMO:

A violência contra as mulheres constitui uma das expressões mais persistentes das desigualdades estruturais da sociedade brasileira, sendo atravessada por relações históricas de gênero, raça e classe. No contexto da cidade de Salvador, tais desigualdades assumem contornos específicos, especialmente quando analisadas sob a perspectiva racial. Esta dissertação é fruto de investigação científica realizada no Programa de Pós-Graduação em Serviço Social na Universidade Federal da Bahia (PPGSS/UFBA). Tem como objetivo analisar a ocorrência e a distribuição das violências interpessoais e autoprovocadas contra mulheres adultas (20 a 59 anos), segundo raça/cor, no município de Salvador, no período de 2014 a 2024, buscando compreender de que maneira o racismo estrutural e o patriarcado incidem na produção e na notificação desses agravos. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de caráter bibliográfico e documental. Foram analisados dados secundários provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), além de literatura especializada sobre gênero, raça, interseccionalidade e políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher. A análise foi orientada por referenciais teóricos do feminismo negro e da crítica ao mito da democracia racial, com tratamento estatístico descritivo dos dados e interpretação à luz da perspectiva interseccional. Os resultados evidenciaram que mulheres negras (pretas e pardas) concentram os maiores percentuais de notificações de violência no período analisado, com destaque para a violência física, psicológica e sexual. Observou-se também a persistência de desigualdades raciais na distribuição dos tipos de violência e na recorrência dos casos, revelando que a variável raça/cor não apenas qualifica, mas estrutura o fenômeno. Ademais, identificaram-se limites na qualidade do preenchimento das fichas de notificação, o que impacta a produção de diagnósticos mais precisos. Conclui-se que a violência contra mulheres em Salvador não pode ser compreendida dissociada das determinações estruturais do racismo e do patriarcado, sendo imprescindível que as políticas públicas e os processos formativos das equipes multiprofissionais incorporem a dimensão étnico-racial como elemento central na análise, prevenção e enfrentamento das violências. 


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - IZADORA RIBEIRO SILVA COSTA
Interna - 627222 - MAGALI DA SILVA ALMEIDA
Presidente - 1857342 - MARCIA SANTANA TAVARES
Notícia cadastrada em: 10/04/2026 07:56
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