O velho encarcerado no Brasil: Uma análise documental
velhice encarcerada, velho e prisão, velhice e cárcere.
Este trabalho tem como objetivo analisar o cenário da velhice aprisionada no Brasil, com base em fontes documentais. Trata-se de uma pesquisa quantiqualitativa, fundamentada na metodologia do estado da arte, que buscou compreender as complexidades desse fenômeno a partir da produção científica existente. O aumento exponencial do número de pessoas velhas privadas de liberdade contrasta com a ausência de políticas públicas voltadas a essa população, que permanece invisível em um sistema prisional majoritariamente composto por jovens. Essa invisibilidade alcança os meios acadêmicos quando verificamos a escassa produção sobre o tema nas produções cientificas do Serviço Social – em periódicos, dissertações e teses - num recorte de dez anos (2014 a 2024). Observamos neste trabalho que entre os anos de 2005 e 2025, houve um aumento de 1.213,5% no número de velhos encarcerados, mantendose, contudo, majoritariamente o mesmo perfil: pessoas negras, pobres e com baixa escolaridade. O aprisionamento de pessoas velhas no Brasil evidencia um sistema econômico e social que falha de forma intencional e se reinventa em sua perversidade, aprofundando e intensificando a exploração, o racismo estrutural e institucional, a estratificação social e a concentração de riqueza.