TODO CORPO PRETO É ABIKU? UM ESTUDO DE CASO SOBRE A FEIRA DE SAÚDE DO TERREIRO DA CASA BRANCA DO ENGENHO VELHO DA FEDERAÇÃO
Corpo negro. Candomblé. Saúde da População Negra. Necropolítica. Feira de Saúde da Casa Branca.
Este projeto de pesquisa tem por objetivo analisar as atividades sociais referentes a promoção de estratégias de saúde para a população negra do bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador, Bahia, realizada pelo Terreiro da Casa Branca, tendo como referência a Feira de Saúde, entendendo que os terreiros reúnem um próprio sistema de práticas alternativas de atendimento de saúde que simbolizam um importante dispositivo para o enfrentamento de doenças e para a promoção de qualidade de vida, O trabalho tem o candomblé como elemento motriz com o processo de manutenção e preservação da saúde dos corpos negros, bem como a compreensão de seus espaços sagrados como promovedores de políticas integrativas, como formas de resistência encontradas para garantir a experiência espiritual, histórica, cultural e terapêutica de seus féis. As questões que guiaram o presente estudo focalizado, primordialmente, sobre as ações estratégicas de promoção de saúde concebidas pelo Terreiro da Casa Branca, em forma de Feiras de Saúde, ações estas inseridas na cosmovisão particular e tradicional de um determinado grupo social que se constitui através de determinados rituais terapêuticos de natureza religiosa conforme as necessidades apresentadas, onde a saúde e o equilíbrio encontram-se relacionadas à integração e participação dos indivíduos neste território geopolítico periférico. Portanto, é nesse contexto, caracterizado sobre o direcionamento das múltiplas desigualdades, que queremos investigar a ação promovida pelo Terreiro da Casa Branca como enfrentamento ao racismo e as expressões da questão social.