Valorização da riqueza cultural afro-baiana como ato de celebração e resistência: estudo sobre o ensino de artes visuais em uma escola pública de Feira de Santana – BA
Ensino fundamental; Ensino de arte; Sociopoética; Arte afro-baiana.
Em quais situações nos sentimos pertencentes ao tecido escolar? Quais momentos podemos expressar quem somos? Há espaço, na rotina escolar, para a valorização da nossa cultura? O ensino de Arte apresenta-se como um campo privilegiado para a problematização de preconceitos, possibilitando a redução dos processos de invisibilização e ocultação das produções culturais e dos saberes dos grupos sociais historicamente oprimidos. Destarte, esta pesquisa pretende compreender de que modo os/as estudantes relacionam a arte afro-baiana e a literatura infantil como espaço de resistência e afirmação cultural. Este estudo insere-se na linha de pesquisa "Abordagens teórico-metodológicas das práticas docentes". Encontra-se enraizado no campo da pesquisa qualitativa enredado pela Sociopoética, abordagem metodológica de pesquisa, elaborada por Jacques Moendy Gauthier (1999, 2005, 2024). As reflexões desse estudo estão em diálogo com autores que tem a educação antirracista como pauta, junto a aqueles vinculados ao campo do ensino de arte. Tem como base a Abordagem Triangular, sistematizada pela arte-educadora brasileira Ana Mae Tavares Bastos Barbosa (1998). Esta tecelagem se desenvolve em parceria com as crianças do 5º ano do Ensino Fundamental I, da escola municipal na qual atuo como docente da turma.