Banca de DEFESA: JÉSSICA TELES SOUZA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JÉSSICA TELES SOUZA
DATA : 17/02/2020
HORA: 08:00
LOCAL: Sala 206, STI, Universidade Federal da Bahia
TÍTULO:

Estudo do efeito da rutina em células neurais em modelo de excitotoxicidade glutamatérgica.


PALAVRAS-CHAVES:

Doenças neurodegenerativas; excitotoxicidade glutamatérgica; flavonoides; neuroproteção.


PÁGINAS: 73
RESUMO:

destaque no âmbito científico devido as suas inúmeras atividades farmacológicas de interesse à saúde humana, incluindo seu potencial neuroprotetor. No contexto das doenças neurodegenerativas, a excitotoxicidade glutamatérgica tem sido apontada como um importante mecanismo de morte neuronal associado a progressão dessas doenças. Portanto, este estudo teve como objetivo investigar a atividade neuroprotetora da rutina para células neurais sob ação citotóxica do glutamato. Para isso, células da linhagem PC12 foram submetidas a diferentes tratamentos: tratamento direto com a rutina (0,5 – 1 μM) e/ou glutamato (10 - 60 mM); tratamento indireto obtido com o uso de meio condicionado da cultura organotípica cerebral de rato Wistar (p7-p9) tratados com a rutina (0,5 μM) e glutamato (60 mM). Em adição, também tratamos cultura primária de neurônios/células gliais mesencefálicas com rutina a 0,5 μM. Passadas 24 h dos tratamentos direto e indireto das células PC12, realizamos as análises de viabilidade celular a partir do Teste de exclusão do Azul de Tripan e Iodeto de Propídio. Além disto, realizamos análises morfológicas após coloração de Rosenfeld para as células PC12 e para a cultura primária de neurônios/células gliais mesencefálicas. Os resultados obtidos com o teste de viabilidade celular demonstraram que a rutina não foi tóxica para as células PC12. O glutamato, por sua vez, induziu efeito tóxico para as células PC12 de maneira concentração-dependente, sendo que a concentração a 60 mM foi capaz de provocar aproximadamente  100% de morte para as células em cultivo. Em relação aos ensaios de neuroproteção direta, demonstrou-se que a rutina não foi capaz de proteger as células PC12 contra a toxicidade do glutamato em altas concentrações (30 e 60 mM) induzindo cerca de 20% e 100% de morte, respectivamente. Por outro lado, o meio condicionado de cultura organotípica tratada com a rutina (0,5 μM) + glutamato (60 mM) induziu baixa toxicidade para células PC12, mais especificamente apenas 8% das células morreram com o tratamento, enquanto que o tratamento direto apresentou 100% de células mortas. Em relação as alterações morfológicas, o tratamento indireto com meio condicionado de tratamento com rutina induziu mudanças características de diferenciação neuronal para aproximadamente 26% das células em cultivo, diferente do tratamento direto com rutina o qual induziu 2.5%. Estas alterações morfológicas relacionadas ao aumento de pontos de ramificações e ao aumento do comprimento de neuritos também foram observadas em células PC12 sob tratamento indireto e cultura primária de neurônios/células gliais mesencefálicas. Estess resultados indicam um efeito neuroprotetor e morfogênico da rutina que podem estar associados à modulação do metabolismo do glutamato pelos astrócitos e/ ou liberação de fatores solúveis neuroprotetores e indutores de diferenciação neural.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 3477451 - VICTOR DIOGENES AMARAL DA SILVA
Externo ao Programa - 1060884 - CLARISSA DE SAMPAIO SCHITINE
Externo à Instituição - FLAVIA CARLA MEOTTI - USP
Notícia cadastrada em: 19/02/2020 10:36
SIGAA | STI/SUPAC - - | Copyright © 2006-2021 - UFBA