PPGLITCULT PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA E CULTURA (PPGLITCULT) INSTITUTO DE LETRAS Telefone/Ramal: Não informado

Banca de DEFESA: JORGE AUGUSTO DE JESUS SILVA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JORGE AUGUSTO DE JESUS SILVA
DATA : 31/03/2020
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de Reuniões da Congregação
TÍTULO:

MODERNISMO NEGRO: Amefricanidade, oralitura e continnum em Lima Barreto


PALAVRAS-CHAVES:

Modernismo Negro. Lima Barreto. Língua; Território; Memória.


PÁGINAS: 309
RESUMO:

Resumo: Esse texto investe na discussão acerca da existência, constituição e caracterização de um modernismo negro, na literatura brasileira, desencadeado a partir da obra de Lima Barreto. Em um primeiro momento, após uma breve discussão sobre as formações discursivas centrais do modernismo paulista, investigamos as tensões, continuidades e rupturas que marcam as relações entre o autor carioca e o grupo da semana de 22. Nesse quadro, categorias centrais na constituição do campo literário nacional como: entre-lugar, ruptura e assimilação crítica são entendidas inapropriadas, como aparato crítico exclusivo, para instrumentalizar a compreensão das especificidades da obra barreteana, que, por sua vez, põe em cena um repertório epistêmico e político vinculado a tradição cultural negra no Brasil, até então negligenciado pelo campo tradicional da crítica brasileira. Com esse movimento a obra de Lima Barreto exige, para sua exegese, um conjunto novo de dispositivos teórico-críticos que desafiavam e desafiam o campo literário. Na sequencia buscamos demonstrar como os atributos da obra barreteana são marcados pela cultura negro-brasileira. Utilizamos três noções como base desse argumento: língua, território e memória. A partir desses núcleos discursivos nos esforçamos em apresentar dois aspectos centrais da obra barreteana: a) como a obra do romancista negro dialoga intensivamente com o repertório cultural afro-brasileiro, resultante dos processos de reterritorialização da cultura africana no Brasil; b) o fato de sua obra se constituir em um potente aporte crítico ao projeto moderno, sobretudo, do modo como ele foi desenvolvido no Brasil, por meio da duplicação da estrutura colonial nos movimentos modernizadores da sociedade brasileira. No terceiro movimento desse texto, buscamos especular sobre as contribuições da obra de Lima Barreto para a sociedade brasileira contemporânea, partindo de três núcleos: a constituição de uma ética, sua contribuição para o trabalho do intelectual negro, e sua importância na constituição de uma crítica da literatura que seja menos eurocêntrica e mais aberta aos diálogos com as múltiplas inscrições epistêmicas da cultura brasileira. Como ponto de partida dessa pesquisa, estabelecemos como corpus os romances de Lima Barreto, e empreendemos um levantamento bibliográfico sobre suas obras e sobre o modernismo brasileiro. No estabelecimento do referencial teórico recorremos ao diálogo com um campo que vem se solidificando na crítica brasileira e que se caracteriza pela produção de um repertório crítico e analítico produzido a partir da cultura negra no Brasil, portanto, condizente com o objetivo central deste estudo, ou seja, analisar a obra de Lima Barreto a partir de um referencial teórico não-eurocentrico, pensando e esgarçando os limites do campo crítico das letras brasileiras. Para tanto dialogamos mais intensamente com os trabalhos de Muniz Sodré (2002), (2017), Leda Maria Martins (1997), Lélia Gonzáles (1988) e Beatriz Nascimento (2007), José Henrique Freitas (2016), Edmilson de Almeida Pereira (2010), (2017).


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ALECSANDRO JOSE PRUDENCIO RATTS - UFG
Interno - 2326650 - DENISE CARRASCOSA FRANCA
Presidente - 3414388 - JOSE HENRIQUE DE FREITAS SANTOS
Interno - 1304068 - RACHEL ESTEVES LIMA
Externo à Instituição - SILVIO ROBERTO DOS SANTOS OLIVEIRA - UNEB
Notícia cadastrada em: 13/03/2020 15:46
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