PPGLITCULT PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA E CULTURA (PPGLITCULT) INSTITUTO DE LETRAS Telefone/Ramal: Não informado

Banca de DEFESA: MATHEUS NOGUEIRA BACELLAR

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MATHEUS NOGUEIRA BACELLAR
DATA : 22/08/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de defesa
TÍTULO:

O NEGRO NO TEATRO PORTUGUÊS QUINHENTISTA


PALAVRAS-CHAVES:

Negro; Dramaturgia Portuguesa Quinhentista; Colonialismo; Estudos Culturais; Gil Vicente. 


PÁGINAS: 111
RESUMO:

Este trabalho pretende analisar a representação da personagem-tipo do negro nos autos que compõem o corpus da dramaturgia portuguesa quinhentista, propondo uma revisitação desses textos sob a ótica e pressupostos dos Estudos Culturais, especialmente as teorias dedicadas ao discurso colonial e ao racismo estrutural. Considerado o período áureo do Império Marítimo Português, o século XVI também foi o momento em que o teatro lusitano conheceu seu auge, tendo como seu maior expoente, Gil Vicente. Busca-se verificar, através da leitura crítica dos autos, se e como a narrativa colonial se constrói através desses textos dramatúrgicos, tentando identificar quais elementos do discurso racista são utilizados para atingir esse objetivo. Parte-se, a princípio, de uma contextualização do período de expansão do Império Marítimo Português até o momento em que o negro passa a integrar a sociedade portuguesa quinhentista; das expectativas portuguesas no início das viagens de descobrimento, passando pelos primeiros contatos na África e, por fim, abordando a  escravização e o convívio social em solo lusitano. A partir do confronto entre discurso histórico e discurso literário, busca-se uma compreensão de como o negro era representado na sociedade portuguesa do século XVI, os mecanismos utilizados na construção dessa representação, os agentes envolvidos nesse processo e a participação do próprio negro nele. Espera-se que, ao final do embate dialético entre história e dramaturgia, suplementado pelas teorias dos Estudos Culturais, evidencie-se as formas como a narrativa colonial se estabelece e se justifica nesse teatro, criando uma representação artificial cujo intuito é oprimir ideologicamente o colonizado, com o objetivo de mantê-lo eternamente vinculado à condição de subalternidade. Também espera-se verificar, a partir desses dados, se o teatro português quinhentista operava como uma espécie de aparelho ideológico do Estado, funcionando como fator chave da circulação do discurso racista e da construção de uma sociedade organizada através do racismo estrutural.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1656905 - MARCIO RICARDO COELHO MUNIZ
Interno - 2703693 - ARIVALDO SACRAMENTO DE SOUZA
Externo à Instituição - FERNANDO MAUÉS DE FARIA JÚNIOR - UFPA
Notícia cadastrada em: 16/07/2019 12:02
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