Banca de DEFESA: DANIELA ALMEIDA ALVES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DANIELA ALMEIDA ALVES
DATA : 08/07/2022
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de defesas do ILUFBA - Híbrida
TÍTULO:

CONSTRUÇÕES COM OS VERBOS LEVES DAR E FAZER: CLASSE ÚNICA?
UMA ANÁLISE SINTÁTICO-SEMÂNTICA À LUZ DA MORFOLOGIA DISTRIBUÍDA


PALAVRAS-CHAVES:

Construções com verbos leves. (In)Definitude-(In)Especificidade. Morfologia Distribuída. Subespecificação. Português Brasileiro.


PÁGINAS: 224
RESUMO:

Esta tese tem por objetivo estudar as construções com verbos leves (CVLs) com nomes (não)definidos e (não)referenciais no português brasileiro (PB). Em especial, observa-se CVLs constituídas pelos verbos leves dar e fazer e pelas nominalizações em –ada, -ção e –mento, que compõem um corpus de dados escritos, coletados em sítios digitais do PB. Diferentemente de trabalhos anteriores, assume-se que a formação de CVLs, tanto com nominais encabeçados por determinantes definidos e indefinidos foneticamente realizados quanto com nomes nus, não falha no PB. Contudo, defende-se a hipótese de que esse comportamento, bem como a (não)contribuição semântica do elemento verbal e a leitura de evento (in)determinado implicam numa divisão dessa classe. A descrição dos dados do corpus revelou que, em todas as sentenças com dar, o verbo não possui conteúdo semântico de transferência de posse material de sua versão plena, nem qualquer outra informação semântica. Já nas sentenças com fazer, o verbo apresenta a mesma noção de “construir” de sua versão plena, diferenciando-se quanto ao elemento “construído” que não se trata de uma entidade, mas de algo vago, um evento. Esse comportamento mostrou que dar e fazer não são equivalentes nas propriedades de verbos leves. Portanto, seguindo o modelo de Kearns (2002) para o inglês, as sentenças com dar seriam CVLs do tipo construção com verbo leve verdadeiro (CVLV) e as sentenças com fazer seriam CVLs do tipo construção com verbo de ação vaga (CVAV). As CVLVs estão sujeitas a uma subdivisão que não está relacionada ao verbo, porém ao elemento nominal, pois, em algumas sentenças, dar está associado a um nome indefinido e não referencial e a leitura é de um evento indeterminado no sentido de que não é claramente estabelecido quanto à duração, à completude ou ao cuidado com que foi realizado. Em outras sentenças com dar, o nome é definido e/ou referencial e a leitura é de evento determinado. Assim, sugeriu-se tratar as primeiras de CVLV-Indet e as segundas de CVLV-Det. Tomando a Morfologia Distribuída (HALLE; MARANTZ, 1993, 1994; MARANTZ, 1997; HALLE, 1997; HARLEY, 2014 etc.), assumiu-se que: i) dar é um único item de vocabulário subespecificado, podendo ocorrer em diferentes contextos sintáticos; ii) fazer é um único item de vocabulário especificado, que ocorre em diferentes contextos e a estrutura sintática da construção deve licenciar a interpretação; iii) dar leve é semanticamente esvaziado e fazer leve, não, logo o primeiro é gerado em núcleo de vP e o segundo em núcleo de VP; iv) a leitura de evento indeterminado, observada nas sentenças com dar mais nominalizações em –ada, -ção e –mento, é resultado dos traços [-definido] e [-específico] do DP eventivo.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2331858 - MARIA CRISTINA VIEIRA DE FIGUEIREDO SILVA
Interna - 3204820 - SONIA MARIA LAZZARINI CYRINO
Externo ao Programa - 3551858 - RERISSON CAVALCANTE DE ARAUJO
Externa à Instituição - PAULA ROBERTA GABBAI ARMELIN - UFJF
Externo à Instituição - RAFAEL DIAS MINUSSI - UNIFESP
Notícia cadastrada em: 15/06/2022 16:39
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