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Banca de DEFESA: RITA DE CASSIA SOUZA RIBEIRO TORRES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RITA DE CASSIA SOUZA RIBEIRO TORRES
DATA : 29/04/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório Lourenço Costa
TÍTULO:

IMPACTOS DA PRECIFICAÇÃO INTERNA DO CARBONO EM UMA DISTRIBUIDORA DE ENERGIA ELÉTRICA BRASILEIRA NO RESULTADO ECONÔMICO E NA TARIFA DE ENERGIA ELÉTRICA: ESTUDO DE CASO COELBA


PALAVRAS-CHAVES:

Setor elétrico, precificação de carbono, emissões de GEE, inventário de
GEE, Brasil.


PÁGINAS: 234
RESUMO:

O Acordo de Paris foi um passo importante rumo a transição para uma economia de baixo
carbono. Entretanto, sua aplicação implica em uma mudança no modelo econômico dos países
que ratificaram o acordo. A precificação do carbono é, portanto, uma das estratégias mais
eficientes para combater as mudanças climáticas e contribuir para a alcance das metas
estabelecidas. A adoção de iniciativas de preços do carbono, incluindo sistemas de cap-andtrade,
impostos sobre o carbono e precificação interna aumentou aproximadamente cinco
vezes nos últimos quatro anos. Atualmente, 40 governos nacionais e 25 regionais adotam uma
taxa sobre o carbono, que varia de US$1 a US$ 140/ tCO2e. Já os preços de carbono adotados
internamente por 517 corporações globais no processo de decisão de investimento variam
entre US$1 a US$357 tCO2e. De acordo com o Pacto Global das Nações Unidas, os preços
médios adotados não são suficientes para manter o aquecimento abaixo de 2º Celsius. A
UNGC recomenda a utilização do preço do carbono de US $ 100 / tCO2e. Considerando esse
contexto e a importância do setor elétrico na descarbonização da economia, a pesquisa teve
como objetivo analisar os impactos derivados da internalização das emissões de GEE de uma
distribuidora de energia elétrica no resultado econômico da empresa e na tarifa de energia
elétrica. Para tanto, foi realizado um estudo de caso na Companhia de Energia Elétrica do
Estado da Bahia (Coelba), com a construção do inventário de GEE das suas atividades e
posterior internalização das emissões estimadas a partir de simulações realizadas no modelo
de planejamento econômico utilizado pela empresa. A análise teve como premissa o princípio
poluidor-pagador, sob a responsabilidade do produtor e do consumidor, e a regulação do setor
elétrico brasileiro, utilizando preços diferenciados para estabelecer cenários comparativos. O
estudo realizado demonstra que para cada aumento de R$ 1,51 no preço do carbono, o lucro
líquido diminui em 1% e para cada aumento de R$ 17,24 no preço do carbono, a tarifa de
energia elétrica aumenta 1%. Conclui-se, dessa forma, que o resultado econômico da empresa
é mais sensível à internalização do carbono do que a tarifa de energia elétrica, entretanto, a
depender do preço de carbono adotado, os impactos podem ser significativos para todas as
partes. É importante que as empresas insiram em seu modelo de governança a análise de risco
das emissões para a tomada de decisão. De forma alinhada, sugere-se que os consumidores
adotem mecanismos de gerenciamento da demanda para conhecer o seu padrão de consumo.
Com essas ações, tanto empresas quanto consumidores se adequarão com mais facilidade às
futuras regulações e prováveis alterações das tarifas de energia.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2182318 - JOSE CELIO SILVEIRA ANDRADE
Externo ao Programa - 287291 - MARCIA MARA DE OLIVEIRA MARINHO
Externo ao Programa - 6287538 - SONIA MARIA DA SILVA GOMES
Externo à Instituição - ARMANDO HIROHUMI TANIMOTO
Externo à Instituição - CLAUDIO OSNEI GARCIA
Notícia cadastrada em: 26/04/2019 11:32
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