DMMDC PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIFUSÃO DO CONHECIMENTO (DMMDC) FACULDADE DE EDUCAÇÃO Telefone/Ramal: Não informado

Banca de DEFESA: DEYSIENE CRUZ SILVA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DEYSIENE CRUZ SILVA
DATA : 26/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Plataforma Google Meet
TÍTULO:

A solidão da mulher negra idosa aposentada em suas professoralidades: uma modelagem cart(a)gráfica intergeracional


PALAVRAS-CHAVES:

Perspectiva Cartográfica; Velhice negra; Professoralidades; Solidão; Modelagem Cart(a)grafia.


PÁGINAS: 251
RESUMO:

Esta carta-tese investiga como o compartilhamento epistolar de cartas entre mulheres negras idosas, professoras aposentadas da educação básica em uma cidade do Recôncavo da Bahia, pode constituir uma modelagem cart(a)gráfica intergeracional capaz de enfrentar a solidão na velhice negra feminina. Parte-se do reconhecimento de que as velhices negras são atravessadas por múltiplas opressões estruturais como racismo, patriarcado, etarismo, capitalismo e desigualdades socioeconômicas que se materializam em experiências concretas e simbólicas de solidão. A pesquisa fundamenta-se na perspectiva cartográfica como método de pesquisa-in(ter)venção, compreendendo as cartas não apenas como fontes, mas como contradispositivos epistemológicos, éticos e políticos de produção de conhecimento e de modelagem cart(a)gráfica. O estudo desenvolveu-se a partir do compartilhamento contínuo de cartas entre mulheres negras aposentadas, de diferentes gerações, resultando na produção de quarenta e cinco cartas, das quais foram capturadas narrativas que constituem o corpus principal desta investigação. As correspondências revelam práticas de memória, ancestralidade, pertencimento e cuidado, ressignificando a solidão como espaço de reinvenção subjetiva e de criação coletiva de estratégias de enfrentamento. A professoralidade emerge nas cartas como território ético, estético e político de existência, afirmando saberes forjados ao longo das trajetividades docentes dessas mulheres e tensionando a invisibilidade social da aposentadoria e da velhice negra. A produção dos dados evidenciam que o gesto epistolar, ao articular memória, afeto, resistência e intergeracionalidade, produz vínculos e inaugura cart(a)grafias insurgentes, nas quais a escrita de si e do/a outro/a se constitui como campo de encontro, cuidado e de modelagem. Assim, esta carta-tese afirma-se como um campo de produção, modelagem e difusão do conhecimento que, ao entrelaçar educação epistolar, professoralidades e velhices negras, reconhece essas mulheres como territórios vivos de memória, pertença e resistência à solidão. Por fim, esta cart(a)tese afirma seu caráter rizomático ao consolidar a perspectiva cartografia como princípio ético-político, criativo, in(ter)ventivo e metodológico de pesquisa, sustentando a produção do conhecimento como modelagem cart(a)gráfica intergeracional, aberta, relacional e em permanente devir.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3298321 - URANIA AUXILIADORA SANTOS MAIA DE OLIVEIRA
Interno - 1224030 - DANTE AUGUSTO GALEFFI
Interno - ***.854.835-** - MARIA RAIDALVA NERY BARRETO - IFBA
Externa ao Programa - 2585621 - NANCI HELENA REBOUCAS FRANCO - UFBAExterno à Instituição - HÉLIO JOSÉ SANTOS MAIA - UnB
Externa à Instituição - NARA GRAÇA SALLES
Notícia cadastrada em: 26/02/2026 11:26
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