Banca de QUALIFICAÇÃO: BRENDA ARELLI URBINA BOLAÑOS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : BRENDA ARELLI URBINA BOLAÑOS
DATA : 19/06/2026
HORA: 16:00
LOCAL: on line
TÍTULO:

VULCÃO, ARQUIPÉLAGO E SEMENTE:
PERFORMANCE E REVERBERAÇÃO DOS FRAGMENTOS DA CORPA


PALAVRAS-CHAVES:

Performance. Corpa. Corpo-objeto. Práticas Performativas. Trauma.


PÁGINAS: 200
RESUMO:

Esta tese investiga o trauma social e o "terrorismo iconográfico", analisando como o Capitalismo Gore (Sayak Valencia) converte a existência em uma maquinária de morte e lucro. A pesquisa estabelece uma distinção fundamental entre o corpo — entendido como um instrumento coisificado, invadido e programado por narrativas hegemônicas — e a Corpa (Brenda Urbina), conceito que emerge como uma gramática de resistência baseada na conexão intrínseca entre todos os seres, na comunidade e na reverberação. Neste contexto, a morte do outro é reconhecida como a própria morte, e a fragmentação do sujeito é confrontada pela necessidade de desprogramar a noção de corpo-objeto. A performance é apresentada como uma tradução política do desejo em ação, uma prática capaz de impactar as noções coletivas. A investigação utiliza a Abordagem Somático-Performativa (Ciane Fernandes), analisando o fazer artístico e o artesanato como atos de preservação histórica. A estrutura da tese organiza-se em três eixos elementares que correspondem às respostas biológicas frente à ameaça e a elementos compostos: 1. Fogo-Água (Lutar): A metáfora da lava vulcânica para a desprogramação cultural e a resposta do sistema nervoso central. Dentro desse contexto, práticas como o artesanato, o ativismo e as performances constituem elementos essenciais da narrativa artística não hegemônica; 2. Água-Terra (Imobilidade): O arquipélago e práticas somáticas (como a aula “a ilha que eu sou”) são espaços de imobilidade estratégica, contemplação e escuta da Corpa. Aqui, se aproveita para desprogramar  a imobilidade, entrevistar e referenciar obras de artistas do corpo que “choram pelas noites” (Taniel Morales); 3. Terra-Ar (Fugir): A migração e o movimento das sementes e das folhas como saberes contemporâneos sobre a fuga e a sobrevivência. Aqui, se aproveita para colocar uma lista de práticas performativas que tem o intuito de “provocar o voo”, seja este para o entendimento da poética do artista ou para jogar sementes de transprogramação de coreopoliciamentos (Lepeck). Contudo, a tese propõe que a performance em contextos de fragmentação não é apenas um registro do trauma da violência, mas a criação de estratégias que permitem habitar a experiência "corpa-fragmento", onde a existência é garantida pela conexão e pela vida coletiva, mesmo incluindo a fragmentação e o trauma como estado de presença.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2091873 - LEONARDO JOSE SEBIANE SERRANO
Interna - 1220052 - CIANE FERNANDES
Interna - 1221416 - ELIENE BENICIO AMANCIO COSTA
Interna - ***.636.706-** - ELVINA MARIA CAETANO PEREIRA - UFOP
Externa à Instituição - ILEANA DIEGUEZ
Externo à Instituição - PATRICK GEORGE WARBURTON CAMPBELL
Notícia cadastrada em: 21/05/2026 17:10
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