ABAIXO AS FICÇÕES COLONIAIS: Investigação e criação de contraficção na arte da performance
Performance; Ficções Coloniais; Contraficcionar; Corpo como suporte da arte.
Nesta tese, apresento um estudo sobre a performance que tem, como ponto de partida, a criação e investigação artística a partir de questões raciais no Brasil. Deste modo, parto de um conceito amplo em entendimento e uso: Ficções Coloniais que, como eixo das minhas investigações teóricas, opera por meio de um processo de historização artística, visando a instauração de contraficções poéticas. O processo criativo que surge dessa operação tem pretensão de responder aos discursos e representações sobre a comunidade negra no interior das ficções sobre a raça, quiçá sobre sexualidade e gênero. Dessa maneira, almejo desenvolver o conceito de ficções coloniais para dar vazão a dispositivos performáticos que respondem às ficções coloniais. Para tanto, performances como Cavala dada não se olha os dentes (2024); Escolhendo Afeto pelo identitarismo (2024); Nesta vida eu sou preta: A obsessão da branquitude pela outridade (2025); FRATURA: Deter o futuro anterior (2025); Intertextualidade: O que pessoas pretas carregam? (2025) e Como se desConstroem monumentos (2025) são percurso criativos que utilizo para responder a determinadas ficções coloniais, sendo exemplos de como a performance dialoga com as questões de raça e racismo a partir de dispositivos que questionam, informam e desmentem as ficções raciais e suas pretensões narrativas coloniais.