PELE E OSSO
A Cenoplastia no Espetáculo Teatral Os Iks
Palavras chave: Cenoplastia. Iks. Processo criador. Cenografia. Pensamento plástico. Imagem
Este estudo busca compreender o processo criativo desenvolvido na cenoplastia do espetáculo teatral Os Iks, ocorrido na Sala do Coro do Teatro Castro Alves em 2002/2003, em Salvador, Bahia. Aborda como cenoplastia os elementos plástico-visuais envolvidos na cena, desde as imagens provocadoras às materialidades e as relações daí advindas, entre espaço, atores, figurinos, maquiagem, luz, som e espectadores. Desloca o termo cenografia, incluindo-o, em conformidade cenoplástica. Se constitui numa abordagem artístico-compreensiva, tendo o próprio procedimento do fazer como revelador do método, des-método, como na proposta da pesquisadora, professora e artista, Sonia Rangel e do que é tido como formatividade, na compreensão do filósofo Pareyson, principalmente por se tratar de um objeto de estudo realizado pelo próprio pesquisador, uma auto-poética. Partindo da ideia de pensamento plástico, busca associar as imagens, a imaginação, com todas as etapas identificadas no processo, e como tentativa de elucidação, se apoia em Gaston Bachelard, Jung, Pamela Howard, Hélio Eichbauer, Sonia Rangel, Cecília Salles, Pareyson, Antonio Damásio, James Hillman e outros. Evidencia algumas indagações, buscando compreensão, reconhecendo brechas e instaurando dúvidas, principalmente quanto às demandas envolvidas na transdução da imagem/ideia, à materialidade, demandas que envolvem conteúdos inconscientes, também reconhecidos como atuantes e influenciadoras no processo criador, o que aponta a pesquisa para desenvolvimentos futuros. Objetiva, ainda, funcionar como ferramenta de apoio no ambiente acadêmico, principalmente alunos, interessados em pesquisas que envolvem a plasticidade cênica.