Metadiscurso Slasher: um estudo da operação metalinguística como ferramenta de construção narrativa do horror a partir da franquia Pânico (1996-2026)
Metalinguagem. Filmes slasher. Pânico (1996-2026). Teoria do Ator-Rede (TAR).
Esta dissertação pretende investigar a operação da metalinguagem como princípio (re)organizador da estrutura narrativa do subgênero slasher a partir da franquia Pânico (1996–2026). Busca-se compreender como a estrutura autorreferencial e autorreflexiva do discurso metalinguístico foi responsável por redefinir as convenções do cinema slasher e garantir a longevidade da franquia ao longo de quase trinta anos. Partindo de uma reconstrução histórica da formação e do esgotamento do subgênero, a pesquisa analisa de que maneira Pânico transforma a própria tradição do horror em matéria narrativa satirizada, incorporando mudanças sociais, culturais e tecnológicas ao seu metadiscurso. Metodologicamente, a dissertação fundamenta-se na Teoria do Ator-Rede (TAR), de Bruno Latour, com o objetivo de mapear as relações de agência estabelecidas entre os actantes que compõem cada filme, organizados em três eixos: elementos de produção, de narrativa e externos à narrativa. A investigação busca evidenciar que a força da franquia reside menos na repetição de suas fórmulas do que na possibilidade de reorganizar continuamente sua rede de relações, a partir do discurso metalinguístico, preservando sua relevância estética, cultural e mercadológica.