Imaginando possibilidades: Afro-surrealismo e os Cinemas Negros
Afro-surrealismo; Cinemas Negros; Imaginação Radical Negra
Esta dissertação discute os usos do afro-surrealismo nos Cinemas Negros, a partir da aproximação dos filmes Egum (2020), Rapsódia Para o Homem Negro (2015), Nanny (2022), Atlantique (2019) e Les Saignantes (2005) e suas relações com o imaginário social sobre pessoas negras. As elaborações sobre raça de pensadores como Achille Mbembe, Édouard Glissant, Grada Kilomba, W. E. B. Du Bois e Rinaldo Walcott são essenciais para entender que o racismo é sustentado também pelo imaginário social. Partindo da constatação da imaginação como uma ferramenta histórica de resistência e uma forma de direcionar a ação, o afro-surrealismo oferece mapas de fuga, formas de utilizar o tensionamento da realidade para lidar com a desumanização imposta às pessoas negras. O afro-surrealismo é trabalhado em sua fluidez e multiplicidade, a partir de diferentes perspectivas de D. Scott Miller, Terri Francis e Rochelle Spencer, com atenção a sua conexão com a Imaginação Radical Negra articulada por Robin. D. G. Kelley.