Banca de DEFESA: JULIANNA PAZ JAPIASSU MOTTER

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JULIANNA PAZ JAPIASSU MOTTER
DATA : 22/08/2025
HORA: 15:00
LOCAL: Por videoconferência
TÍTULO:

Como diferentes plataformas digitais têm (re)produzido as lesbianidades e sapatonices? Uma análise sobre a colonialidade de dados nos processos de plataformização de gênero e sexualidades


PALAVRAS-CHAVES:

Lesbianidades; Sapatonices; Plataformização; Colonialidade de dados


PÁGINAS: 200
RESUMO:

A pesquisa realiza um mapeamento sobre as distintas maneiras em que as plataformas digitais têm operado na (re)produção das lesbianidades e sapatonices, através de uma documentação que dê conta de como distintas plataformas (re)produzem a lesbofobia e, simultaneamente, ajudam a fornecer outras noções, reinscrições e rearticulações sobre as próprias lesbianidades e sapatonices. Para isto, são avaliados, também, como os processos de colonialidade de dados e de tecnologias atuam em processos de acirramento das discriminações semiótico-materiais contra lésbicas. A pesquisa aborda a incidência desses processos contra lésbicas nas respostas (outputs) de plataformas advindas do Vale do Silício, e presentes em países da América Latina, com ênfase no Brasil, focando especificamente no Instagram, no ChatGPT e no buscador da Google. As plataformas foram escolhidas pelos acontecimentos e controvérsias gerados a partir das três plataformas e que foram denunciados por usuárias como demonstrações de expressões lesbofóbicas engendradas em suas estruturas. Através de um enfoque teórico, baseado nas perspectivas decoloniais (ANZALDÚA, 2021; LUGONES, 2014; RICAURTE, 2019; QUIJANO, 2000; MIGNOLO, 2014) e nos debates sobre enviesamentos algorítmicos (BUOLAMWINI e RAJI, 2019; BUCHER, 2018; NOBLE, 2018; SILVA, 2019, 2020a, 2020b, 2022), analisaremos o enredamento entre os enviesamentos algorítmicos e a colonialidade de corpos, dados e plataformas desde a ótica das lesbianidades e sapatonices. Assim, busca-se compreender, também, de quais maneiras os algoritmos, e demais agenciamentos envolvidos nas plataformas digitais, acrescem aos dispositivos de sexualidade e gênero (FOUCAULT, 2013).


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - PAOLA RICAURTE QUIJANO
Externa à Instituição - BRUNA ANDRADE IRINEU - UFMT
Externa à Instituição - JOANA ZILLER DE ARAUJO JOSEPHSON - UFMG
Externa à Instituição - JULIANA SOARES GONCALVES - UFAM
Presidente - 1526841 - LEONOR GRACIELA NATANSOHN
Notícia cadastrada em: 21/07/2025 13:44
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