Banca de DEFESA: AMANDA NOGUEIRA DE OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : AMANDA NOGUEIRA DE OLIVEIRA
DATA : 30/05/2025
HORA: 14:30
LOCAL: Em formato híbrido
TÍTULO:

"EU COMO TRANS EU NÃO EXISTO!”: Formatação, visibilidade e exclusão de pessoas trans* em aplicativos de relacionamento


PALAVRAS-CHAVES:

Plataformas; Gênero; Materialidade; Visibilidade; e Formulários


PÁGINAS: 297
RESUMO:

Este estudo investiga os formulários dos aplicativos de relacionamento Tinder, Badoo e Bumble, entendendo-os como mecanismos que atuam tanto como ferramentas de formatação quanto como operadores de exclusão de pessoas trans*. Em diálogo com teóricos como Koopman (2019), Halberstam (2023), Butler (2019a, 2019b, 2022) e Letícia Nascimento (2021), a análise empírica dos aplicativos Tinder, Badoo e Bumble revela que o problema vai além da transfobia. Seguimos o conceito de “infopoder” (KOOPMAN, 2019), que cria as “pessoas informacionais” formatadas de forma híbrida pelos dados inseridos por suas usuárias nessas plataformas. A construção dessas “pessoas informacionais”, especialmente a partir de sua identificação de gênero e orientação sexual, serve para direcionar recursos, ferramentas e usabilidades, entre outras alternativas material-discursivas, com o objetivo de, não apenas fidelizar a usuária a esse ambiente, mas, principalmente, criar um perfil gerado pela combinação entre os dados coletados e os mecanismos que produzem essas usuárias. Em um cenário de plataformização, dataficação e performatividade algorítmica (LEMOS, 2019, 2021b), essas plataformas não apenas mediam interações. Elas modulam o gênero performativamente, reforçando exclusões, e limitam a diversidade nos espaços digitais. Como procedimentos metodológicos, utilizamos abordagens testadas no Lab404 (LEMOS, 2020; LEMOS; BITENCOURT, 2021), que adotam perspectivas neomaterialistas baseadas na Teoria Ator-Rede (LATOUR, 2012), no “walkthrough method” de análise de aplicativos (LIGHT; BURGESS; DUGUAY, 2018) e na dinâmica do “infopoder” (KOOPMAN, 2019). Conclui-se que a visibilidade, promovida por esses aplicativos, ao mesmo tempo que é produzida a partir do reconhecimento proveniente da formatação de identidades de gênero, expõe pessoas trans* a mecanismos de exclusão e violência.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ALÊ TEIXEIRA PRIMO - UFRGS
Externa à Instituição - JOANA ZILLER DE ARAUJO JOSEPHSON - UFMG
Externa à Instituição - AMANDA CHEVTCHOUK JURNO - FGV
Presidente - 1218133 - ANDRE LUIZ MARTINS LEMOS
Externa à Instituição - MARIA LUCIA SANTAELLA BRAGA - PUC - SP
Notícia cadastrada em: 22/04/2025 12:59
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