Banca de DEFESA: JULIANA LINHARES BRANT REIS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JULIANA LINHARES BRANT REIS
DATA : 10/01/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Na Faculdade de Comunicação
TÍTULO:

A acessibilidade dos surdos ao direito à comunicação a partir dos processos de mediatização: o percurso e o discurso da TV INES


PALAVRAS-CHAVES:

pessoas surdas; acessibilidade; mediatização; direito à comunicação; cidadania.


PÁGINAS: 347
RESUMO:

Esta tese teve como objetivo desenvolver orientações metodológicas que contribuam com a análise da acessibilidade na construção discursiva em uma ambiência midiatizada, considerando as instâncias de produção, reconhecimento e circulação. O estudo tem como preocupação o acesso de pessoas surdas ao direito à comunicação. Esse grupo social é constituído por mais de dez milhões de brasileiros e representa uma população que se encontra à margem de muitos de seus direitos, por falta de acessibilidade. Quando se fala em pessoas surdas, uma instituição se destaca: o INES, Instituto Nacional de Educação de Surdos. Sendo assim, uma das etapas desta pesquisa foi desenvolver um estudo de caso sobre a instituição, que criou uma WebTV acessível. A metodologia, que foi desenvolvida em etapas, é qualitativa, de natureza aplicada e exploratória. Apresenta revisão de literatura; estudo de caso; análise do discurso em páginas do Facebook; análise do discurso de programas da TV INES; pesquisa de campo que contemplou a aplicação de questionários e entrevistas. Esta pesquisa tem como referencial teórico metodológico os estudos da Análise do Discurso, sobretudo na perspectiva do semioticista Eliseo Verón. No quarto capítulo é apresentada a estratégia de análise construída nesta tese, denominada de Estratégia de Análise Discursiva do Sentido (EADS), que foi aplicada para analisar os questionários desenvolvidos com pessoas surdas e os episódios do programa Café com Pimenta. As considerações mostram que o capacitismo é o principal fio condutor dos problemas vivenciados pelas pessoas com deficiência. Observamos que mesmo com o aprofundamento das tecnologias, do aumento do uso e da apropriação dos dispositivos, e ainda com o avanço nas legislações sobre o tema, o acesso não é para todos e muitas vozes continuam silenciadas. Os preconceitos vivenciados pelas pessoas surdas na vida cotidiana off-line são também encontrados na ambiência midiatizada, através do silenciamento, da falta de representatividade e de acessibilidade, na invisibilidade de todo um grupo social.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - CARLA AZEVEDO DE ARAGÃO
Externa à Instituição - CICILIA MARIA KROHLING PERUZZO - UERGS
Externa ao Programa - 3722090 - CLAUDIANE DE OLIVEIRA CARVALHO - nullPresidente - 297871 - GIOVANDRO MARCUS FERREIRA
Interna - 1318680 - IVANISE HILBIG DE ANDRADE
Notícia cadastrada em: 11/12/2024 10:20
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