Banca de DEFESA: PRISCILLA CABRAL DIBAI

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : PRISCILLA CABRAL DIBAI
DATA : 19/12/2024
HORA: 14:00
LOCAL: Por vídeo-conferência
TÍTULO:

À BASE DO MEDO: A POLÍTICA DO PÂNICO MORAL NA COMUNICAÇÃO ON-LINE DA DIREITA RADICAL POPULISTA NO BRASIL


PALAVRAS-CHAVES:

bolsonarismo, pânico moral, moralidades, ruptura democrática, Covid-19, plataformas digitais


PÁGINAS: 197
RESUMO:

Esta tese analisa a comunicação da direita radical no Brasil, durante o governo do presidente Jair Bolsonaro, com foco em compreender o papel dos pânicos morais no agir politicocomunicativo desse espectro ideológico, depois de sua ascensão política e ampla penetração nas redes on-line. Partindo da premissa de que o clima de crise permanente forjado nesses espaços tem relação com a produção sistemática de discursos de medo e ameaça que insuflavam o público à (re)ação, investigou-se a conversação grupal, a partir de método etnográfico. Os resultados sugerem que a política de pânicos efetivada não visava apenas efeitos no plano das moralidades, mas também da (anti)política, atravessando tanto a dimensão da sexualidade, raça e gênero, quanto da defesa patriótica da nação, na qual ancoraram campanhas de ruptura democrática e de desintegração da verdade factual. Um achado relevante em relação a essa dinâmica é que os discursos de pânico fomentados, em sua imensa maioria, se apresentavam descolados da realidade, sem base factual, sem provas ou evidências concretas. Eram ameaças intencionalmente manipuladas, inventadas, articuladas e inseridas nas comunidades de apoiadores, de modo que pudessem ser espalhadas e chegassem ao grande público. Nesse sentido, mobilizaram enredos sobre ameaça às crianças e ao futuro nacional, comunismo iminente, indústria de abortos, golpe militar com Bolsonaro no poder e medidas sanitárias como o fim da economia. Com tudo isso, a tese identificou que o fazer político da direita radical brasileira se valeu do ecossistema on-line para explorar, na ausência de regulação ou limites externos, a mentira, a hostilidade contra a divergência, a drasticidade, a generalização e a polarização extrema como recursos à manipulação das afetividades. A pesquisa acompanhou, por 30 meses (entre 2019 e 2021), a conversação on-line de apoiadores autodeclarados do presidente Bolsonaro, inscritos em comunidade exclusiva e aberta, hospedada na plataforma Telegram.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - AFONSO DE ALBUQUERQUE - UFF
Externa à Instituição - LIZIANE SOARES GUAZINA - UnB
Presidente - 1754282 - EDSON FERNANDO D ALMONTE
Interna - 3191671 - LIVIA DE SOUZA VIEIRA
Interno - 1061205 - SAMUEL ANDERSON ROCHA BARROS
Notícia cadastrada em: 26/11/2024 16:47
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