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Compreensão e representação cartográfica do lugar: narrativas autobiográficas de estudantes cegos do Centro de Apoio Pedagógico, em Feira de Santana – Bahia. |
Lugar. Deficiência Visual. Cartografia Tátil. Mapas Mentais.
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Nesta tese, proponho-me a analisar como ocorre a compreensão e representação cartográfica do lugar/escola por alunos cegos que frequentam o Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual Jonathas Teles de Carvalho (CAP), na cidade de Feira de Santana, Bahia. Para alcançar esse objetivo, utilizei uma metodologia que tivesse interação com a pesquisa. Nessa direção, foi utilizado o método fenomenológico, tendo em vista que esta é uma via de explicação da realidade que compreende as percepções, os sentidos e as experiências nos espaços vividos, sendo a pesquisa de cunho qualitativo. Nesse contexto, por compreender a importância da valorização de todo o processo investigativo, escolhi a pesquisa biográfica como proposta metodológica para nortear o procedimento da coleta de informações. Nesse caminho, além desse recurso, foram utilizados o registro cartográfico do mapa mental e o diário de campo, de forma articulada. Os participantes da pesquisa foram quatro estudantes que frequentam o CAP, bem como dois professores da instituição e um componente da equipe gestora. Para este estudo, a análise de conteúdo foi a proposta selecionada para explorar as informações que foram agrupadas segundo categorias temáticas e, posteriormente analisadas à luz do referencial teórico, subsidiado pelos conceitos de lugar, da cartografia tátil e dos mapas mentais. Nas narrativas feitas pelos estudantes cegos, foi possível perceber que a sociedade impõe barreiras às pessoas com deficiência, limitando, por vezes, o desenvolvimento do raciocínio espacial e cartográfico. Essa poda tem deixado marcas negativas que interferem no deslocamento dos alunos cegos pelo espaço com autonomia. Ao reconhecer essas lacunas, aponto para a necessidade de promoção de uma educação inclusiva que possibilite, dentre outros aspectos, meios de compreensão e apreensão do lugar às pessoas cegas. Portanto, neste percurso, foi possível notar que a falta de experimentação do lugar é um fator limitante para a sua percepção. Por outro lado, a compreensão do local é potencializada quando há acessibilidade física e atitudinal. Essa cognição ficou em evidência quando os alunos cegos tiveram a oportunidade de narrar como foi o processo de elaboração do mapa mental da escola. Os participantes da pesquisa declararam, ao término, a validade desta para a percepção dos lugares. Sendo assim, reitero a contribuição dessa investigação para a ampliação dos entendimentos dos espaços de vivência. Deste modo, ficou delineado que a proposta de cartografar o mapa mental de forma tátil é um avanço que pode gerar discussões importantes e até mesmo novas metodologias para o ensino de Geografia e Cartografia para estudantes cegos e com baixa visão. |