O ILÊ AXÉ OPÔ AFONJÁ: LUGAR DA CIDADE DO SALVADOR, IMAGENS E REPRESENTAÇÕES
Geografia Humanista. Topofilia. Hierofania. Imagens. Representações.
Esta dissertação tem o intuito de responder aos questionamentos de pesquisa de como o Ilê Axé Opô Afonjá pode ser identificado como um lugar criador de topofilia, e quais são as imagens e representações formadas pelas variadas pessoas que experienciam e vivenciam esse lugar imbuído de significados. A topofilia é um termo usado por Yi-Fu Tuan (1980) para definir o elo afetivo entre a pessoa e o lugar ou ambiente físico, e identifica o sentimento de amor e felicidade e a sensação de bem-estar com o lugar. A topofilia se faz presente na medida em que há um sentimento de afetividade, de referência do lugar como abrigo e/ou refúgio. A configuração espacial do Ilê Axé Opô Afonjá revela um lugar particular dentro dos espaços de culto afro-brasileiro na cidade do Salvador. Nesse contexto, são abordadas suas variadas funções como forma de mostrar a Casa como um lugar sagrado e de congregação da comunidade local. Estudos precedentes enfatizaram a importância do Afonjá como símbolo de preservação da cultura afro-brasileira e o seu complexo de crenças presentes no espaço organizado por Eugênia Anna dos Santos, a Mãe Stella de Oxóssi. Contudo, existe uma lacuna no que diz respeito à divulgação de estudos da análise da Casa sob a perspectiva geográfica. Parte-se do pressuposto de que a dinâmica desse espaço é sedimentada por práticas sagradas, das quais se desenvolvem as funções socioculturais. É, sobretudo, a experiência humana com o lugar que dá significado e emoção a essas agregações. Este estudo é desenvolvido dentro dos parâmetros teóricos da Geografia Humanista, perspectiva a partir da qual são estabelecidas as representações e imagens do espaço vivido do Opô Afonjá. Os resultados finais da pesquisa identificam que a imagem do Ilê Axé Opô Afonjá, associada à Mãe Stella de Oxóssi, é uma referência na cidade do Salvador.