Banca de DEFESA: ANA CLÁUDIA DO CARMO CEDRAZ

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANA CLÁUDIA DO CARMO CEDRAZ
DATA : 16/06/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do POSGEO-UFBA Prof. Sylvio Carlos Bandeira de Mello e Silva
TÍTULO:

TRAMAS TERRITORIAIS E TESSITURAS MULTIDIMENSIONAIS DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO TERRITÓRIO DE IDENTIDADE DO SISAL-BA


PALAVRAS-CHAVES:

Comunidades quilombolas. Territórios. Territorialidades. Agricultura familiar. Modos de vida.


PÁGINAS: 293
RESUMO:

A resistência da população negra na região sertaneja, em diversos contextos que formaram territórios de vivência – como as comunidades quilombolas – tem sido recentemente recuperada com olhares mais críticos, inclusive na ciência geográfica, sobremaneira, em pesquisas que tomam a abordagem agrária e cultural como aporte teórico-metodológico. É nessa perspectiva que esta análise se insere. Nesse estudo, busca-se compreender as tramas territoriais e as dinâmicas socioeconômicas e culturais dos agricultores familiares quilombolas do Território de Identidade do Sisal-BA e como a influência do perfil regional de produção rural e das questões agrárias se revelam nestes territórios tradicionais. No sentido posto, busca-se analisar as tramas territoriais e as tessituras multidimensionais das 23 comunidades quilombolas reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares (FCP) neste território de identidade. Para esta compreensão se fez necessário analisar a estrutura fundiária do Território de Identidade do Sisal relacionando-a a produção agropecuária nestes municípios; compreender a importância da produção de base familiar para as comunidades quilombolas e entender em que medida a limitação do acesso à terra pode promover a busca de atividades complementares locais ou em outros municípios e estados brasileiros por parte dos quilombolas. A transversalidade constituiu a característica basilar para fins de análise e de construção dos resultados e, assim, percorrer por algumas situações analíticas acerca das práticas de resistências das comunidades quilombolas, guiados pelos seguintes questionamentos: Quais os modos de vida e as redes de sociabilidade e solidariedade estão presentes nestes territórios tradicionais? Quais os desafios e as possibilidades das Comunidades Quilombolas do Território do Sisal? A abordagem se faz a partir das situações do tempo presente e da escala local, porém sem desprezar as escalas mais amplas. A metodologia utilizada foi a pesquisa de campo, com emprego de entrevistas semiestruturadas, nas quais identificou-se como as famílias se organizam para realizar distintas atividades, como o plantio e a colheita de diferentes produtos (mandioca, milho, feijão, entre outros) e a representatividade desta produção para estes sujeitos e a manutenção de suas tradições, diante de um cenário de extrema concentração fundiária. Também foram realizadas oficinas temáticas em todas as comunidades inseridas naa pesquisa com o objetivo de mapear, a partir da nova cartografia social, as comunidades quilombolas reconhecidas pela FCP no Território do Sisal, registrando os desafios e as possibilidades destes territórios tradicionais. Procurou-se operacionalizar a pesquisa utilizando os fenômenos socioespaciais como instrumentos de mediação para compreender os fenômenos estudados em sua existência real, remetendo às estratégias de reprodução social do campesinato, na conflitualidade da luta de classes e nas estratégias de enfrentamento à problemática agrária por meio da produção agrícola de base familiar e atividades complementares nestes pequenos territórios. A análise da questão agrária foi essencial para a interpretação dos referenciais sociais, culturais e políticos, destes territórios.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1374187 - NOELI PERTILE
Externa à Instituição - BENEDITA ALCIDEMA COELHO DOS SANTOS MAGALHÃES - UFPA
Externa à Instituição - GICÉLIA MENDES DA SILVA - UFS
Externa à Instituição - EDINUSIA MOREIRA C. SANTOS - UEFS
Externo à Instituição - TIAGO RODRIGUES SANTOS - UFRB
Notícia cadastrada em: 10/06/2025 11:09
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