PPGLITCULT PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA E CULTURA (PPGLITCULT) INSTITUTO DE LETRAS Teléfono/Ramal: No informado

Banca de QUALIFICAÇÃO: WILMA LIMA MACIEL

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : WILMA LIMA MACIEL
DATA : 09/04/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Instituto de Letras - Sala 205
TÍTULO:

TECENDO O FUMO, BORDANDO MUNDOS:

AS PERFORMANCES DAS DESTALADEIRAS DE ARAPIRACA, JALA,

COMPOSTELA E SANTIAGO IXCUINTLA


PALAVRAS-CHAVES:

Arapiraca; Memória; Território simbólico fumageiro; México.


PÁGINAS: 140
RESUMO:

Os cantos das mestras do fumo fazem parte das expressões culturais da cidade de Arapiraca, no
Agreste de Alagoas, no Brasil, e em Santiago Ixcuintla, no estado de Nayarit, no México. Neste
estudo, viso analisá-los e compreender a sua importância para a formação histórica e a cultura
local, bem como para a sua constituição identitária. O presente trabalho busca discutir as
manifestações culturais das destaladeiras de fumo de Vila Fernandes, Canafístula em Arapiraca
no estado de Alagoas e Gavilan Chico, em Santiago Ixcuintla Jala e Compostela em Nayarit.
Tendo como base a história oral, destaco as transformações destas performances ritualísticas
através de entrevistas semiestruturadas. Enquanto arcabouço teórico, foram mobilizadas as
discussões com articuladores teóricos que fundamentam a reflexão sobre oralitura, memória e
performance no trabalho das destaladeiras de fumo no Brasil e no México, como, por exemplo,
Martins (2002) e Zumthor discutindo sobre a compreensão da oralidade como prática corporal
e performática, Gumbrecht (2004) fortalecendo a noção de produção de presença, deslocando
a memória para além da hermenêutica. Ayoh’omidire (2020), reforçando a oralitura como
forma de conhecimento ancorada na ancestralidade, e Hartman (2021) tensionando os silêncios
e apagamentos históricos. Esses referenciais orientam a análise dos cantos e gestos como
práticas de saber e resistência. A pesquisa demonstra que, mesmo diante das
multiterritorialidades que atravessam o território simbólico das destaladeiras, a permanência de
seus rituais no trabalho constitui uma forma de oralitura de resistência. Em meio às dinâmicas
da modernidade líquida e às tendências de homogeneização promovidas pela indústria cultural
e pela lógica de uma cultura-mundo, essas práticas reafirmam identidades coletivas e preservam
saberes que se enraízam na experiência local, tensionando os processos de padronização
cultural.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2527883 - ROSINES DE JESUS DUARTE
Interna - 1218110 - FERNANDA RODRIGUES DE MIRANDA
Externo à Instituição - CRISTIANO CEZAR GOMES DA SILVA
Notícia cadastrada em: 09/04/2026 12:52
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