Efeitos Associativos e Isolados do Treinamento Físico Aeróbio Moderado e da Curcumina no Hipocampo de Ratas Ovariectomizadas com Diabetes Mellitus Tipo 1.
Diabetes Mellitus Experimental. Hipocampo. Encefalopatias. Curcumina. Treinamento Físico.
O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) e a diminuição estrogênica da pós-menopausa representam fatores de risco para desequilíbrios neurobiológicos, promovendo um ambiente neurodegenerativo no hipocampo, caracterizado por estresse oxidativo , neuroinflamação e morte celular programada. Embora estratégias como o treinamento físico e a suplementação com o polifenol curcumina demonstrem potencial neuroprotetor de forma isolada, os efeitos sinérgicos dessas intervenções na coexistência de ambas as condições permanecem inexplorados. Portanto, o presente estudo teve como objetivo investigar os efeitos do treinamento físico aeróbio de intensidade moderada e da administração de curcumina, isoladamente e em associação, sobre os parâmetros histopatológicos, oxidativos, inflamatórios e apoptóticos no hipocampo de ratas ovariectomizadas (OVX) com DM1. Vinte e quatro ratas foram submetidas à ovariectomia e o DM1 foi induzido pela administração de estreptozotocina (STZ/40mg/Kg). Em seguida, foram divididos em quatro grupos: Diabéticas Sedentárias OVX (DSO), Diabéticas Sedentárias OVX tratadas com Curcumina (DSO+CUR), Diabéticas Treinadas OVX (DTO) e Diabéticas Treinadas OVX tratadas com Curcumina (DTO+CUR) (n=6/cada). O protocolo de intervenção teve duração de oito semanas, 5 dias por semana, durante as quais os grupos treinados foram submetidos a sessões de corrida em esteira, enquanto os grupos suplementados receberam curcumina via gavagem (100 mg/Kg de massa corporal), 5 dias por semana. Ao final do período experimental, o tecido hipocampal foi dissecado para a avaliação da morfologia e integridade neuronal, a quantificação de biomarcadores de dano oxidativo, como produtos de peroxidação lipídica e nitritos, e a mensuração da atividade de enzimas antioxidantes endógenas. Adicionalmente, foram analisados marcadores-chave da via inflamatória, da sinalização de MAP quinases e do perfil apoptótico, por meio de técnicas de imuno-histoquímica e expressão gênica. Os resultados demonstram que a associação entre treinamento físico e curcumina promoveu redução de picnose, dos marcadores de dano oxidativo, da razão Bax/Bcl-2 e da expressão de caspase-3. Além disso, a terapia combinada aumentou a atividade das enzimas antioxidantes SOD e GPx e a expressão do gene BDNF. As intervenções isoladas também modularam parâmetros específicos: o treinamento físico melhorou a morfologia neuronal e a expressão de SIRT1, enquanto a curcumina melhorou a densidade celular e reduziu a expressão de NF-κB no tecido hipocampal. Em conclusão, os dados indicam que a associação do treinamento físico aeróbio e a curcumina promove uma resposta neuroprotetora sinérgica, evidenciada pela atenuação de múltiplos marcadores de dano celular no hipocampo. Este achado sugere que a combinação de estratégias terapêuticas pode ser mais eficaz do que as intervenções isoladas para mitigar os processos neurodegenerativos em um modelo experimental de DM1 e pós-menopausa.