Effects of Music on Brain Activity and Performance of Software Testing Professionals: An Experimental Study with EEG
EEG, Cérebro, Estudo Experimental, Teste de Software, Música
A prática de ouvir música é amplamente adotada por profissionais de engenharia de software para melhorar a concentração e atenuar o ruído ambiental. No entanto, o impacto
neurofisiológico e comportamental dessa prática em testadores de software, um grupo
com demandas cognitivas distintas, permanece largamente inexplorado. Esta dissertação
investiga a influência da música no desempenho (acurácia) e na atividade neurofisiológica
de testadores de software profissionais durante a execução de tarefas de teste. Conduzimos
um experimento controlado com 14 profissionais , divididos em um grupo experimental
(exposto à música Lo-Fi) e um grupo de controle (em silêncio). Os participantes realizaram quatro blocos de tarefas distintas: compreensão de código de teste, identificação
de erros de sintaxe, identificação de erros de lógica e criação de casos de teste. A atividade
cerebral foi analisada usando Eletroencefalografia (EEG) , com foco em métricas como
Densidade Espectral de Potência (PSD) e Dessincronização/Sincronização Relacionada
a Eventos (ERD/ERS). Os resultados indicam que o grupo exposto à música alcançou
maior acurácia nas tarefas analíticas de compreensão, detecção de sintaxe e detecção de
lógica. Contudo, o grupo experimental apresentou desempenho ligeiramente inferior na
tarefa generativa de criação de casos de teste. O grupo com música também exibiu atividade EEG mais estável, notavelmente nas bandas Beta e Delta, associadas à atenção e
processamento cognitivo interno. Além disso, apresentaram uma dessincronização Alfa
(ERD) mais pronunciada durante as tarefas analíticas, sugerindo maior concentração. Inversamente, na tarefa criativa, o grupo com música demonstrou sincronização Alfa (ERS),
indicando um estado mais relaxado e menor foco. Este estudo, pioneiro na aplicação de
EEG em testadores de software profissionais, fornece evidências objetivas de que o impacto da música no desempenho é dependente da tarefa. A música instrumental parece
atuar como um otimizador cognitivo para tarefas analíticas, mas pode não ser benéfica
para atividades generativas. As contribuições incluem uma nova base metodológica para
a área e um conjunto de dados público para replicação e futuras investigações.