Banca de DEFESA: GABRIEL BASTOS DOS SANTOS LÔBO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GABRIEL BASTOS DOS SANTOS LÔBO
DATA : 15/12/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório da ENUFBA
TÍTULO:

OBESIDADE ABDOMINAL DINAPÊNICA EM PESSOAS IDOSAS ASSISTIDAS AMBULATORIALMENTE EM UM SERVIÇO PÚBLICO DE SAÚDE NO NORDESTE BRASILEIRO


PALAVRAS-CHAVES:

Obesidade Abdominal; Força Muscular; Serviços de Saúde para Idosos; Obesidade; Assistência Ambulatorial


PÁGINAS: 43
RESUMO:

Introdução: a obesidade abdominal dinapênica (OAD) é um fenótipo de obesidade
que atinge principalmente pessoas idosas e envolve a coexistência da obesidade abdominal
e da dinapenia. Apesar de representar uma condição potencialmente desfavorável para a
saúde da pessoa idosa, essa condição ainda é pouco investigada. Objetivo: analisar fatores
associados à OAD em pessoas idosas assistidas à nível ambulatorial em um serviço público
de saúde localizado na região Nordeste do Brasil. Método: trata-se de um estudo
transversal, realizado com 150 pacientes assistidos em um ambulatório localizado na
região Nordeste do Brasil. A OAD foi identificada pela coexistência da obesidade
abdominal e dinapenia. Foi considerada como obesidade abdominal valores de
circunferência da cintura (CC) ≥102cm ou ≥88cm para homens e mulheres,
respectivamente, já a dinapenia foi considerada quando a força de preensão manual (FPM)
foi menor que o primeiro tercil da amostra, ou seja, <28kgf e <20kgf, para homens e
mulheres respectivamente, devido a ausência de pontos de corte específicos para a
população avaliada. Após a analise bivariada, foi utilizada a regressão multivariada de
Poisson com ajuste robusto para analisar a associação entre OAD e dados
sociodemográficos, de estilo de vida, de funcionalidade e clínicos. Resultados: A
prevalência de OAD foi de 16%, a prevalência isolada de obesidade abdominal e dinapenia
foram de 45,3% e 14,7%, respectivamente. Na analise bivariada, a OAD foi associada a
raça/cor negra (p=0,042), a escolaridade (p=0,006), ao tabagismo (P=0,025), ao diabetes
mellitus (p=0,034) e a doença arterial coronarina (DAC) (p<0,001). A regressão
multivariada indicou que os com maior escolaridade tinham menor prevalência de OAD,
sendo ensino fundamental (RP 0,26; IC 95% 0,09; 0,71) e ensino médio/superior (RP 0,06;
IC 95% 0,01; 0,24), quando comparados aos analfabetos, assim como negros (RP 0,35; IC
95% 0,16; 0,76), comparados a não negros. Por outro lado, tabagistas possuíam maiores
prevalências quando comparados aos que nunca fumaram (RP 2,72; IC 95% 1,40; 5,27),
bem como aqueles com DAC (RP 7,46; IC 95% 3,35; 16,61), quando comparados aos sem
essa condição. Conclusão: A OAD apresentou relevante prevalência em pacientes idosos
assistidos em nível ambulatorial. Os maiores níveis de escolaridade e a autodeclaração
como negro foram associadas menor prevalência de OAD, no entanto, o tabagismo e a
presença de DAC estiveram associados a maiores prevalências da condição. A
investigação desses fatores fornece informações relevantes para a identificação, manejo e o
monitoramento adequado da saúde nessa população.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1137078 - LILIAN BARBOSA RAMOS
Externo à Instituição - LUCAS DOS SANTOS
Externa à Instituição - CAROLINA CUNHA DE OLIVEIRA - UFS
Notícia cadastrada em: 15/12/2025 12:29
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