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Dissertações |
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SAMUEL ULISSES CHAVES NOGUEIRA DO NASCIMENTO
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VARIABILIDADE FENOTÍPICA EM PACIENTE COM SÍNDROME DE ANDERSEN-TAWIL
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Orientador : ROQUE ARAS JUNIOR
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MEMBROS DA BANCA :
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LUIZ PEREIRA DE MAGALHAES
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MARIA AMELIA BULHOES HATEM
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MARIA BETANIA PEREIRA TORALLES
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Data: 06/01/2025
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A Síndrome de Andersen-Tawil (SAT) é uma canalopatia rara, de herança autossômica dominante, caracterizada por uma tríade clínica que inclui paralisias periódicas, anormalidades cardíacas e dismorfias. Este estudo investigou a variabilidade fenotípica associada à variante KCNJ2: c.224C>T; p.(Thr75Met), com ênfase na correlação clínico-genética e no impacto da mutação na condução cardíaca.Foi realizada uma análise retrospectiva de dados clínicos, eletrocardiográficos e genéticos de pacientes diagnosticados com SAT em uma unidade de referência, confrontando os achados observados com dados funcionais descritos na literatura. Identificou-se uma ampla heterogeneidade clínica, com manifestações que variaram de arritmias ventriculares assintomáticas a bloqueios atrioventriculares graves. A presença da variante em heterozigose foi confirmada na família investigada.Os resultados reforçam a expressividade variável e a penetrância incompleta da SAT, destacando a necessidade de abordagens individualizadas no diagnóstico e manejo dos pacientes. A análise comparativa com estudos funcionais prévios também permitiu uma melhor compreensão do espectro fenotípico da doença e contribui para o refinamento de estratégias terapêuticas.
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Andersen-Tawil Syndrome (ATS) is a rare autosomal dominant channelopathy characterized by a clinical triad that includes periodic paralysis, cardiac abnormalities, and dysmorphisms. This study investigated the phenotypic variability associated with the KCNJ2 variant: c.224C>T; p.(Thr75Met), with a focus on clinical-genetic correlation and the impact of the mutation on cardiac conduction.A retrospective analysis of clinical, electrocardiographic, and genetic data was conducted in patients diagnosed with ATS at a referral center, comparing the observed findings with functional data described in the literature. Significant clinical heterogeneity was identified, with manifestations ranging from asymptomatic ventricular arrhythmias to severe atrioventricular blocks. The presence of the heterozygous variant was confirmed in the investigated family. The results reinforce the variable expressivity and incomplete penetrance of ATS, highlighting the need for individualized approaches in patient diagnosis and management. The comparative analysis with previous functional studies also allowed a better understanding of the disease’s phenotypic spectrum and contributed to the refinement of therapeutic strategies.
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PATRICIA SENA PINHEIRO DE GOUVEA VIEIRA PROTASIO
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RAÇA E GLAUCOMA NO ELSA-BRASIL: INVESTIGAÇÃO DO PAPEL DE DIABETES, HIPERTENSÃO ARTERIAL, OBESIDADE E CLASSE SOCIAL NAS DIFERENÇAS RACIAIS
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Orientador : ANTONIO ALBERTO DA SILVA LOPES
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MEMBROS DA BANCA :
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PAULO JOSÉ BASTOS BARBOSA
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MARIA DA CONCEICAO CHAGAS DE ALMEIDA
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MURILO BARRETO SOUZA
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Data: 27/01/2025
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Fundamentos e Objetivos: O glaucoma é uma neuropatia óptica que pode causar cegueira irreversível. Há uma escassez de estudos sobre a prevalência do glaucoma e sua associação com raça/etnia na população multirracial brasileira. Os objetivos deste estudo foram explorar possíveis associações entre raça/etnia e prevalência de glaucoma, além de avaliar sua relação com fatores clínicos e sociodemográficos entre os grupos raciais no Brasil. Métodos: Este é um estudo transversal que utiliza dados da linha de base da coorte ELSA-Brasil, com idade variando de 35 a 74 anos. Todos os participantes que completaram o questionário oftalmológico com autodeclaração de um diagnóstico de doenças oculares e que autodeclararam sua raça/etnia de agosto de 2008 a dezembro de 2010 foram incluídos. A regressão de Poisson foi usada para estimar razões de prevalência (RP) de acordo com a raça/etnia e ajustes para características sociodemográficas, hipertensão, diabetes e obesidade. Erro pa-drão robusto foi utilizado para calcular os limites do intervalo de confiança de 95% (IC) da RP. Resultados: De uma amostra de 15.105 participantes, 10.696 (70,8%) res-ponderam às perguntas sobre o diagnóstico de glaucoma e raça/etnia. A prevalência de glaucoma em negros foi de 5,8% (86/1483), em pardos foi de 3,8% (101/2688), 3,8% em indígenas (4/106), 3,5% em asiáticos (10/288) e 2,4% em brancos (145/6131). Indivíduos negros e pardos eram mais jovens que os brancos. Compara-dos com os brancos, a razão de prevalência de glaucoma ajustada para idade foi 175% maior em negros (RP=2,75; IC 95%: 2,12-3,56) e 85% maior em pardos (RP=1,85; IC 95% 1,44-2,36), quando comparados com os brancos. A força dessas associações reduziu em modelo que incluiu classe social e em modelo que incluiu obesidade, hipertensão e diabetes, que são comorbidades mais prevalentes em ne-gros e pardos. Conclusões: Os resultados evidenciam disparidades na prevalência de glaucoma com base na raça/etnia, com maior prevalência em negros e pardos. É importante ressaltar que o estudo é observacional e, portanto, não permite tirar con-clusões sobre causalidade, porém se sugere que a prevalência de glaucoma nestes grupos é parcialmente influenciada pela classe social e por condições potencialmente preveníveis, como hipertensão, diabetes e obesidade. Esses achados evidenciam a necessidade de estratégias de saúde pública para favorecer triagem de glaucoma nos indivíduos com características de maior suscetibilidade para a doença.
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Background and Objectives: Glaucoma is an optic neuropathy that may cause irre-versible blindness. There is a lack of studies on the prevalence of glaucoma and its association with race/ethnicity in the Brazil's multiracial population. The objectives of this study were to explore possible associations between race/ethnicity and glaucoma prevalence, in addition to evaluating their relationship with clinical and socio-demo-graphic factors among racial groups in Brazil.Methods: This is a cross-sectional study using baseline data of the ELSA-Brasil cohort, ages 35-74 years. All participants who completed the ophthalmological questionnaire and self-declared a diagnosis of eye diseases and who self-declared their race/ethnicity from August 2008 to December 2010 were included. Poisson regression was employed to estimate prevalence ratios (PR) of glaucoma according to race/ethnicity and adjustments for sociodemographic characteristics, hypertension, diabetes, and obesity. Robust standard error was used to calculate the limits of the 95% confidence interval (CI) of the PR. Results: From a sample of 15,105 participants,10,696 (70.8%) answered the question about the diag-nosis of glaucoma and race/ethnicity. The prevalence of glaucoma was 5.8% in Blacks (86/1483), 3.8% in Mixed-race (101/2688), 3.8% in indigenous (4/106), 3.5% in Asian (10/288) and 2.4% in White population (145/6131). Compared with Whites, Blacks and Mixed-Race individuals were younger. Age-adjusted prevalence was 175% higher in Blacks (PR=2.75, 95% CI: 2.12, 3.56) and 85% higher in Mixed-race (PR=1.85, 95% CI: 1.44, 2.36) compared to Whites. The strength of these associations reduced in model that included social class and in model that included comorbidities like obesity, hypertension and diabetes, which are more prevalent comorbidities in black and mi-xed-race people. Conclusions: The results highlight disparities in the prevalence of glaucoma by race/ethnicity, with a higher prevalence in black or mixed-race people. The fact that the study is observational does not allow conclusions about causality. However, it is suggested that the prevalence of glaucoma in these groups is partially influenced by social class and preventable conditions, such as hypertension, diabetes and obesity. These findings highlight the need for public health strategies to promote glaucoma screening in individuals with characteristics of greater susceptibility to the disease.
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CAROLINA CUNHA MORAES ACCIOLY
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EFEITO DE DIFERENTES TIPOS DE INJEÇÕES TERAPÊUTICAS PARA REDUÇÃO DA DOR E INCAPACIDADE DE ADULTOS COM FASCITE PLANTAR: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA COM METANÁLISE
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Orientador : MANSUETO GOMES NETO
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MEMBROS DA BANCA :
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CRISTIANO SENA DA CONCEICAO
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MANSUETO GOMES NETO
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RODRIGO SANTOS DE QUEIROZ
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Data: 19/02/2025
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Existem evidências robustas que apoiam os efeitos benéficos das intervenções de injeção para pessoas com fascite plantar. No entanto não há consenso em relação ao melhor tipo de injeção. Assim, o objetivo do estudo foi analisar criticamente, resumir e atualizar as evidências existentes de revisões sistemáticas e meta-análises (RS) de ensaios clínicos randomizados (ECRs) publicadas para determinar se as injeções locais de plasma rico em plaquetas estão associadas a melhores escores de dor e função quando comparadas com injeções de corticosteroides para pessoas com fascite plantar. Métodos: Nós realizamos uma overview de RS e metanálise dos ECRs incluídos. Foram utilizadas as bases de dados eletrônicas (Cochrane, PubMed e EMBASE). Dois revisores avaliaram a qualidade das revisões usando a ferramenta AMSTAR-2. A certeza da evidência foi avaliada utilizando o sistema de classificação de recomendações, avaliação, desenvolvimento e avaliação (GRADE). Foram calculadas diferenças médias (DM) e intervalos de confiança (IC) de 95%. Resultados: 15 RS (com 25 estudos) preencheram os critérios do estudo. Nenhuma diferença foi observada a curto e médio prazo para resultados de dor e função. Além disso, em longo prazo, as injeções locais de plasma rico em plaquetas são similares às injeções de corticosteroides para resultados funcionais. A metanálise mostrou uma melhora significativa na dor de -1,78 (IC 95%: -3,42 a -0,14, I2=99%) para os participantes do grupo de injeções locais de plasma rico em plaquetas em comparação com o grupo de injeção de corticosteroide. Conclusão: Comparado às injeções de corticosteroides, a injeção locais de plasma rico em plaquetas apresentou controle da dor significativamente melhor apenas no acompanhamento em longo prazo. Nenhuma diferença foi observada a curto e médio prazo para resultados de dor e função.
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There is robust evidence supporting the beneficial effects of injection interventions for individuals with plantar fasciitis. However, there is no consensus regarding the best type of injection. Thus, the aim of the study was to critically analyze, summarize, and update the existing evidence from systematic reviews (SR) and meta-analyses of randomized controlled trials (RCTs) published to determine whether local platelet-rich plasma injections are associated with better pain and function scores compared to corticosteroid injections for individuals with plantar fasciitis. Methods: We conducted an overview of SR and meta-analysis of the RCTs included. Electronic databases (Cochrane, PubMed, and EMBASE) were used. Two reviewers assessed the quality of the reviews using the AMSTAR-2 tool. The certainty of the evidence was evaluated using the Grading of Recommendations Assessment, Development, and Evaluation (GRADE) system. Mean differences (MD) and 95% confidence intervals (CI) were calculated. Results: Fifteen SR (comprising 25 studies) met the study criteria. No difference was observed in the short and medium term for pain and function outcomes. Additionally, in the long term, local platelet-rich plasma injections are similar to corticosteroid injections for functional outcomes. The meta-analysis showed a significant improvement in pain of -1.78 (95% CI: -3.42 to -0.14, I²=99%) for participants in the local platelet-rich plasma injection group compared to the corticosteroid injection group. Conclusion: Compared to corticosteroid injections, local platelet-rich plasma injections showed significantly better pain control only in long-term follow-up. No difference was observed in the short and medium term for pain and function outcomes.
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ALÉCIO JORGE ALVES DE LIMA BRASILEIRO
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EXERCÍCIOS DE ESTABILIZAÇÃO ESCAPULAR NA DOR E NA RECUPERAÇÃO FUNCIONAL EM PESSOAS COM SÍNDROME DO IMPACTO DO OMBRO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE
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Orientador : MANSUETO GOMES NETO
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MEMBROS DA BANCA :
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CRISTIANO SENA DA CONCEICAO
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MANSUETO GOMES NETO
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RODRIGO SANTOS DE QUEIROZ
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Data: 19/02/2025
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A síndrome do impacto do ombro (SIO) é uma doença musculoesquelética incapacitante. Portanto, identificar intervenções que melhorem a dor e a recuperação funcional é importante. Objetivo: Investigar os efeitos do treinamento físico baseado na estabilização escapular sobre a dor e a recuperação funcional em pessoas com SIO. Métodos: Foram sistematicamente pesquisadas diferentes bases de dados. O protocolo de revisão sistemática está registrado no PROSPERO (CRD42023465279). Um modelo de efeitos aleatórios para a metanálise foi utilizado para determinar a diferença média (DM) e o intervalo de confiança (IC) de 95% para dor e recuperação funcional. Resultados: 14 estudos (666 pessoas) foram incluídos na análise. A adição de treinamento físico baseado na estabilização escapular a exercícios gerais pode reduzir ligeiramente a dor com uma redução de −0,8 cm (IC 95%, −1,07 a −0,4; I² = 0%) e melhora discreta da recuperação funcional e da amplitude de movimento de abdução do ombro com melhora de 13,27 (IC 95%, -16,85 a -9,69; I² = 5%) e 2,74 graus (IC 95%, 0,3 a 5,2; I² = 0%, respectivamente. No entanto, a certeza da evidência é baixa a muito baixa. Não foram encontradas diferenças significativas na dor ou na recuperação funcional entre os participantes do treinamento físico baseado na estabilização escapular com o grupo de feedback e aqueles no treinamento físico baseado na estabilização da escápula sem o grupo de feedback. Conclusão: Nossos achados são promissores; no entanto, as evidências não são fortes o suficiente para fazer recomendações pragmáticas.
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Objective: To investigate the effects of scapular stabilization exercise training on pain and functional recovery in people with shoulder impingement syndrome. Design: A systematic review protocol was registered with PROSPERO. We systematically searched different databases. A random-effects model was used to determine the mean difference (MD) and 95% confidence interval (CI) for pain and functional recovery. Heterogeneity among studies was examined using the I2 statistic. Results: Fourteen studies (666 participants) were included in the analysis. Addition of scapular stabilization-based exercise training to general exercises may reduce pain slightly with a reduction of −0.8 cm (95% CI, −1.07 to −0.4; I² = 0%) and improve the functional recovery and shoulder abduction range of motion slightly with an improvement of -13.27 (95% CI, -16.85 to -9.69; I² = 5%) and 2.74 degrees (95% CI, 0.3 to 5.2; I² = 0%, respectively. However, the certainty of the evidence is low to very low. No significant differences in pain or functional recovery were found between participants in the scapular stabilization-based exercise training with the feedback group and those in the scapular stabilization-based exercise training without the feedback group. Conclusion: Our findings are promising; however, higher quality RCT are needed to better establish the superiority of the rehabilitation programs that include scapular stabilization exercises.
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ANA CLARICE DE CARVALHO BACELAR
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ESCLEROTERAPIA COM ESPUMA GUIADA POR ULTRASSOM NO TRATAMENTO DAS ÚLCERAS VENOSAS CRÔNICAS
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Orientador : ROQUE ARAS JUNIOR
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MEMBROS DA BANCA :
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EDUARDO MARTINS NETTO
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VANESSA PRADO DOS SANTOS ALVAREZ
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WAGNER RAMOS BORGES
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Data: 27/03/2025
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Contexto: A despeito do progresso observado nos cuidados de feridas, no que concerne aos curativos, o manejo das úlceras crônicas de membros inferiores (MMII), permanece insatisfatório. A simplicidade, a economia e as variadas possibilidades de aplicação fazem da escleroterapia com espuma, guiada por ultrassom, uma modalidade atrativa e eficaz, além de possibilitar o tratamento de pacientes que não tenham acesso ou tenham contraindicações a métodos mais invasivos. Objetivo: Avaliar a taxa de cicatrização das úlceras venosas crônicas (CEAP C6) em pacientes tratados com espuma guiada por ultrassom. Método: Entre janeiro 2018 e dezembro 2020, 279 pacientes (336 pernas), classificados na primeira consulta como CEAP (clínico, etiológico, anatômico, fisiopatológico (C6) foram acompanhados durante o tratamento do refluxo venoso axial nas veias safenas e tributárias com espuma densa de polidocanol (AethosxysklerolR) e avaliados em 52 semanas para as taxas de cicatrização total ou redução do diâmetro da úlcera > 50% durante o tempo de acompanhamento, utilizando a estatística de Kaplan-Meier e regressão de Cox para estudar a influência das covariáveis (tempo de evolução, gravidade da lesão, linfedema, anquilose, idade que estiveram significativamente associados a dificuldade na cicatrização). Os pacientes foram avaliados, usando o Venous Clinical Severity Score (VCSS) no seguimento do tratamento e o ultrassom Doppler. Resultados: A média de idade dos 279 pacientes (336 pernas) foi de 55 anos. Destes 156/279 (56%) dos pacientes haviam cicatrizados totalmente em 52 semanas e 89/279 (32%) haviam reduzido a área da ferida para mais de 50%. Tempo de evolução (p = 0,00), gravidade da lesão (p = 0,01), linfedema (p = 0,006), redução da dorsiflexão do tornozelo (p = 0,01) e idade superior a 65 anos (p=0,023) estiveram significativamente associados à dificuldade na cicatrização. Aqueles pacientes que tinham um score venoso (VCSS) médio de 22,5 apresentaram pior prognóstico (p = 0,30). Conclusão: A maioria dos pacientes com úlcera venosa crônica (CEAP C6), tratados com escleroterapia com espuma, consegue uma cura ou melhora significativa em 52 semanas, sendo a cura muito associada aos fatores de risco como tempo de evolução, tamanho da úlcera, anquilose, linfedema e uso da terapia compressiva.
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Background: Despite advances in wound care, the dressing and management of chronic ulcers on lower limbs (LL) remains unsatisfactory. The simplicity, cost-efficiency, and diverse application possibilities of ultrasound guided foam sclerotherapy make it an attractive and effective approach to treat patients with no access or contraindications to more invasive methods. Objective: To evaluate the healing rate of chronic venous ulcers (CEAP C6) in patients treated with ultrasound guided foam sclerotherapy. Method: From January 2018 to December 2020, 279 patients (336 legs) classified at the first consultation as stage 6 for CEAP (clinical, etiological, anatomical, pathophysiological classification) were followed during treatment of axial venous reflux in saphenous and tributary veins with Polidocanol (AethosxysklerolR) foam and evaluated at 52 weeks for complete healing rates or ≥ 50% ulcer size reduction, using Kaplan-Meier statistics and Cox regression to study the influence of covariates. Results: Average age of the 279 patients was 55 years. Of these, 156 (56%) showed complete healing in 52 weeks and 89 (32%) had a wound area reduction above 50%. Ulcer size severity, lymphedema and reduced dorsiflexion of the ankle were significantly associated with healing difficulty. Time of ulcer progression up to beginning of treatment (p < 0.01), ulcer size (p = 0.01), lymphedema (p = 0.006), reduced dorsiflexion of the ankle (p = 0.01) and age equal to or greater than 65 years (p = 0.003) were significantly associated with difficulty in healing. Patients with a mean Venous Clinical Severity Score (VCSS) of 18.7 had a better prognosis (18.7 vs 22.5; p<0.001). Conclusion: Most patients with chronic venous ulcers (CEAP 6) treated with foam sclerotherapy achieved healing or significant improvement within 52 weeks. Healing was highly influenced by time until treatment, ulcer size, reduced dorsiflexion of the ankle and/or lymphedema presence and use of compression therapy.
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LAIS TEIXEIRA DA SILVA
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LEUCEMIA MIELÓIDE AGUDA E FLT3: MUDANÇA DO PERFIL MUTACIONAL DE FLT3 NOS PACIENTES COM LEUCEMIA MIELÓIDE AGUDA AO DIAGNÓSTICO E NA DOENÇA RECAÍDA/REFRATÁRIA, UMA REVISÃO SISTEMÁTICA COM METANÁLISE
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Orientador : MARCO AURELIO SALVINO DE ARAUJO
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MEMBROS DA BANCA :
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EDVAN DE QUEIROZ CRUSOE
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EUGÊNIA TERRA GRANADO PINA
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LUCIENE DA CRUZ OLIVEIRA
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Data: 25/04/2025
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A Leucemia Mielóide Aguda é uma doença oncohematológica com prognóstico reservado, que com o avanço da tecnologia tem se descoberto moléculas que estão envolvidas na gênese da doença, sendo umas das mais importantes o FLT3. A sua mutação tem efeito prognóstico e vem sendo estudado como marcador de controle de doença. Através desse trabalho de revisão sistemática foi realizada uma avaliação da prevalência da mudança do estado mutacional dos pacientes com LMA recaída/refratária comparada ao perfil no diagnóstico. Relatamos o aparecimento muito relevante de um percentual significativo de casos de FLT3 positivos na recaída da LMA que eram negativos ao diagnóstico. Tal fato ressalta ainda mais a importância que devemos dar a esse teste, tanto no diagnóstico quanto na recaída da doença, pois reflete a mudança no perfil genético do clone neoplásico em diferentes momentos da história da doença, bem como diferentes estratégias terapêuticas a serem determinadas.
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Acute Myeloid Leukemia is an oncohematological disease with a poor prognosis. With the advancement of technology, molecules involved in the genesis of the disease have been discovered, one of the most important being FLT3. Its mutation has a prognostic effect and has been studied as a marker of disease control. Through this systematic review, an assessment was made of the prevalence of changes in the mutational status of patients with relapsed/refractory AML compared to the profile at diagnosis. We report the very relevant appearance of a significant percentage of FLT3-positive cases in AML relapse that were negative at diagnosis. This fact further highlights the importance that we should give to this test, both in diagnosis and in disease relapse, since it reflects the change in the genetic profile of the neoplastic clone at different moments in the history of the disease, as well as different therapeutic strategies to be determined
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ALINI MARIA ORATHES PONTE SILVA
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DESEMPENHO DA PERGUNTA SURPRESA NA IDENTIFICAÇÃO DA NECESSIDADE DE CUIDADOS PALIATIVOS EM PACIENTES IN-TERNADOS COM NEOPLASIAS HEMATOLÓGICAS – UM ESTUDO DE COORTE PROSPECTIVO
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Orientador : MARCO AURELIO SALVINO DE ARAUJO
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MEMBROS DA BANCA :
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MARCELO ALTONA
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JOAO GABRIEL ROSA RAMOS
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LUCIENE DA CRUZ OLIVEIRA
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Data: 30/05/2025
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INTRODUÇÃO: A identificação precoce da necessidade de cuidados paliativos (CP) em pa-cientes com neoplasias hematológicas (NH) ainda representa um desafio na prática clínica. A trajetória das NH é frequentemente imprevisível, o que dificulta a definição do momento ideal para iniciar os CP. Gatilhos práticos, como a Pergunta Surpresa (PS): “Você ficaria surpreso se este paciente morresse nos próximos 12 meses?”, têm sido utilizados para identificar pacientes que poderiam se beneficiar de CP. Embora amplamente utilizada em tumores sólidos, pouco se sabe sobre sua aplicação na oncohematologia. OBJETIVO: Avaliar o desempenho da PS na predição de mortalidade em um ano entre pacientes internados com NH e descrever a utilização do serviço de CP por essa população. MÉTODOS: Trata-se de um estudo de coorte prospec-tivo realizado na Enfermaria de Hematologia do Hospital Universitário, em Salvador, Brasil. Foram incluídos pacientes adultos com neoplasias hematológicas internados entre setembro e dezembro de 2021. Para cada paciente, o médico responsável respondeu à PS, classificando-o como PS+ ("não, eu não ficaria surpreso") ou PS– ("sim, eu ficaria surpreso"). As informações clínicas foram obtidas por meio da análise dos prontuários médicos. Desfechos de mortalidade e referenciamento ao serviço de CP foram avaliados após 12 meses de seguimento. RESUL-TADOS: Foram incluídos 81 pacientes. A mediana de idade foi de 47,8 anos e 58% dos parti-cipantes eram do sexo feminino. Quanto ao diagnóstico, 35,8% dos pacientes apresentavam leucemia aguda, 23,5% linfoma, 33% mieloma múltiplo e 7,4% síndrome mielodisplásica. Cin-quenta pacientes (61,7%) tinham doença avançada, 49 (60,5%) apresentavam baixo desempe-nho funcional (ECOG 3 ou 4) e a maioria (60,5%) utilizava terapia modificadora da doença. Os médicos responderam “Não, eu não ficaria surpreso” (PS+) para 45 pacientes (55,66%) e “Sim, eu ficaria surpreso” (PS−) para 36 pacientes (44,44%). Ao final do seguimento, 36 pacientes (44%) haviam falecido, dos quais 69% pertenciam ao grupo PS+. A mediana de sobrevida foi de 10,8 meses (IC 95%: 9,7–11,8) para o grupo PS- e de 5,6 meses (IC 95%: 4,1–7,1) para o grupo PS+. A PS apresentou sensibilidade de 86,1%, especificidade de 68,9%, valor preditivo positivo de 68,8%, valor preditivo negativo de 86,1% e acurácia de 76,5%. No momento da entrevista, apenas 15 pacientes (18,5%) haviam sido avaliados por um especialista em CP; ao final do estudo, 48% foram referenciados para o serviço de CP. Os pacientes encaminhados apresentavam pior desempenho funcional (82% vs. 40%, p < 0,001) e maior frequência de re-gistros de planejamento antecipado de cuidados (87% vs. 14%, p < 0,001). CONCLUSÃO: A PS demonstrou desempenho satisfatório, com alta sensibilidade na estimativa da mortalidade em um ano, configurando-se como uma ferramenta útil mesmo diante da incerteza prognóstica característica das NH. A PS fornece um ponto de partida prático, na identificação de pacientes onco-hematológicos hospitalizados que necessitam de cuidados paliativos. Seu uso na rotina assistencial pode contribuir para reduzir a lacuna no acesso aos CP para essa população de pacientes.
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INTRODUCTION: Early identification of palliative care (PC) needs in patients with hemato-logic malignancies (HM) remains a challenge in clinical practice. The course of HMs is often unpredictable, making it difficult to determine the optimal timing for initiating PC. Practical tools such as the Surprise Question (SQ) — “Would I be surprised if this patient were to die in the next 12 months?” have been employed to identify patients who might benefit from PC. Although widely used in patients with solid tumors, little is known about its use in hematologic oncology. OBJECTIVE: To evaluate the performance of the SQ in predicting one-year mor-tality among inpatients with HM and to describe the utilization of PC services within this pop-ulation. METHODS: This was a prospective cohort study conducted in the Hematology Ward of the University Hospital in Salvador, Brazil. Adult inpatients diagnosed with hematologic malignancies admitted between September and December 2021 were included. For each pa-tient, the attending physician answered the SQ, classifying them as SQ+ (“No, I would not be surprised”) or SQ– (“Yes, I would be surprised”). Clinical data were obtained from medical records. Mortality outcomes and referral to the palliative care service were assessed after 12 months of follow-up. RESULTS: Eighty-one patients were included. The median age was 47.8 years, and 58% were female. Regarding diagnosis, 35.8% had acute leukemia, 23.5% had lym-phoma, 33% had multiple myeloma, and 7.4% had myelodysplastic syndrome. Fifty patients (61.7%) had advanced disease, 49 (60.5%) had poor functional status (ECOG 3 or 4), and the majority (60.5%) were receiving disease-modifying therapy. Physicians responded “No, I would not be surprised” (SQ+) for 45 patients (55.6%) and “Yes, I would be surprised” (SQ–) for 36 patients (44.4%). At the end of the follow-up period, 36 patients (44%) had died, of whom 69% were in the SQ+ group. Median survival was 10.8 months (95% CI: 9.7–11.8) for the SQ– group and 5.6 months (95% CI: 4.1–7.1) for the SQ+ group. The SQ showed a sensi-tivity of 86.1%, specificity of 68.9%, positive predictive value of 68.8%, negative predictive value of 86.1%, and overall accuracy of 76.5%. At the time of the interview, only 15 patients (18.5%) had consulted a PC specialist. By the study´s end, 48% had been referred to PC ser-vices. Patients referred to PC had poorer performance status (82% vs. 40%, p < 0.001) and more advance care planning records (87% vs. 14%, p < 0.001). CONCLUSION: The SQ demon-strated satisfactory performance, with high sensitivity in estimating one-year mortality, estab-lishing itself as a useful tool even amid the prognostic uncertainty characteristic of hematologic malignancies. The SQ provides a practical starting point for identifying inpatients with HM who need palliative care. Its use in routine clinical practice may help bridge the gap in PC access for this patient population.
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LEANDRA CHAVES SILVA BARROS
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QUALIDADE DO SONO E QUALIDADE DE VIDA EM CRIANÇAS COM DOENÇAS REUMATOLÓGICAS
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Orientador : REGINA TERSE TRINDADE RAMOS
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MEMBROS DA BANCA :
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ALMERIO DE SOUZA MACHADO JUNIOR
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ANA PAULA DE SOUZA LOBO MACHADO
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WELINGTON DOS SANTOS SILVA
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Data: 06/06/2025
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Objetivo: Descrever a qualidade do sono (QS) e a qualidade de vida (QV) em crianças e adolescentes com doença reumatológica autoimune. Método: Trata- se de um estudo observacional transversal que avaliou crianças e adolescentes com doenças reumatológicas autoimunes quanto à presença de distúrbios do sono, utilizando a Sleep Disorders Scale for Children (SDSC) e para avaliar a QV utilizando o Pediatric Sleep Quality Inventory Life (PedsQLTM 4.0), em serviço de reumatologia pediátrica na Bahia-Brasil. Resultados: Dos 98 pacientes estudados, 56 eram portadores de artrite idiopática juvenil (AIJ), 26 de lúpus eritematoso sistêmico juvenil (LESJ) e 16 de outras doenças reumatológicas, agrupadas da seguinte forma: dermatomiosite juvenil (DMJ), febre reumática (FR), esclerose sistêmica juvenil (ESJ) e doença mista do tecido conjuntivo (DMTC), com idade média de 12,4 anos (dp ± 0,441). Desses pacientes, 37 (37,8%) tinham ronco habitual e a duração do sono com média de 8,9 horas (dp± 2,023). Os pacientes foram avaliados quanto à QV usando o questionário PedsQL 4.0 e estratificados de acordo com a mediana. Não foi observada diferença estatisticamente significativa entre as variáveis clínicas e relacionadas ao sono entre os pacientes com maior ou menor QV. Com relação aos domínios do sono, foi observada uma diferença estatisticamente significativa entre os grupos nos domínios Disturbio de Sonolência Excessiva (DSE), Hiperidrose do Sono (HS) e Distúrbios Relacionados ao Sono - escore global. Conclusões: A maioria dos pacientes com doenças reumatológicas tinha algum distúrbio relacionado ao sono, sendo que aqueles com menor QV apresentavam níveis mais altos de DSE, HS e escores globais de distúrbios relacionados ao sono.
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Objective: To describe the Quality of Sleep (QoS) and Quality of Life (QoL) in children and adolescents with autoimmune rheumatologic disease. Method: This is a cross-sectional observational study that evaluated children and adolescents with autoimmune rheumatological diseases for the presence of disorders and QoS using the Sleep Disorders Scale for Children (SDSC) and to assess QoL using the Pediatric Sleep Quality Inventory Life (PedsQLTM 4.0), at pediatric rheumatology service in Bahia-Brazil. Results: Of the 98 patients studied, 56 were patients with idiopathic juvenile arthritis (JIA), 26 had juvenile systemic lupus erythematosus (JSLE), and 16 had other rheumatological diseases, grouped as follows: juvenile dermatomyositis (JDM), rheumatic fever (RF), juvenile systemic sclerosis (JSS) and mixed connective tissue disease (MCTD), with a mean age of 12.4 years (SD ± 0.441). Of these patients, 37 (37.8%) had habitual snoring and their sleep duration with mean of 8.9 hour (SD ± 2.023). Patients were assessed for QoL using the PedsQL 4.0 questionnaire and stratified according to median. No statistically significant difference was observed between clinical and sleep-related variables among patients with higher or lower QoL. Regarding the sleep domains, a statistically significant difference was observed between the groups in the domains Disorders of Excessive Somnolence (DOES), Sleep Hyperhidrosis (SHY), and Sleep-related Disorders – global score. Conclusion: The most patients with rheumatological diseases had some sleep-related disorder, with those with a lower QoL exhibiting higher levels of DOES, SHY and overall Sleep-related disorder scores.
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CAMILA FERREIRA RAMOS
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CARACTERIZAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DE DOENÇAS RARAS EM UM SERVIÇO DE REFERÊNCIA NA BAHIA
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Orientador : ANGELINA XAVIER ACOSTA
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MEMBROS DA BANCA :
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EDNA LUCIA SANTOS DE SOUZA
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PAULA BRITO CORREA
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Tatiana Regia Suzana Amorim Boa Sorte
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Data: 17/06/2025
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INTRODUÇÃO: Doença rara (DR) é o termo usado para descrever condições geralmente crônicas e debilitantes, cuja incidência e/ou prevalência individual é baixa. No Brasil, o Ministério da Saúde define DR como condições que afetam 65 indivíduos a cada 100.000, estimando mais de 13 milhões de pessoas acometidas. No entanto, há escassez de dados epidemiológicos a respeito, especialmente de forma regionalizada. OBJETIVO: Descrever um inquérito epidemiológico envolvendo indivíduos com DR atendidos no período de 2018 a 2019 em um Serviço de Referência em Doenças Raras da Bahia (SRDR/HUPES). MÉTODOS: Estudo de delineamento transversal e retrospectivo. Os dados foram obtidos em 2022 e 2023, realizando levantamento dos atendimentos de DR nos anos de 2018 e 2019, a partir dos prontuários médicos, sendo utilizados três formulários denominados como “identificação”, “diagnóstico” e “tratamento” e analisados de forma descritiva. RESULTADOS: Foram incluídos 1.744 participantes, predominando (69,3%) as faixas etárias de 0-19 anos (mediana de 15 anos) e o sexo feminino (51,1%). A maioria dos casos possuía diagnóstico definido e os casos com suspeita e sem diagnóstico representavam 20,1% e 18,0%, respectivamente. A maioria dos diagnósticos se deu clinicamente (58,4%), sendo o tempo médio da idade do início dos sintomas de 7,5 anos. A recorrência familiar foi relatada em 36,7% dos casos e a consanguinidade em 16,1%, sendo um importante fator de risco para ocorrência dessas condições. Cerca de 94% das DR foram de origem genética, dentre estas, 69,4% estavam incluídas na política nacional de atenção integral às pessoas com doenças raras. O presente estudo permitiu o melhor detalhamento sobre a situação atual dos indivíduos acometidos com DR que são acompanhados em um SRDR da Bahia. CONCLUSÃO: Foi possível identificar o perfil sociodemográfico e clínico das DR atendidas no SRDR/HUPES, cujas informações são relevantes para o planejamento de estratégias quanto à vigilância e oferta de cuidados à essa população.
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INTRODUCTION: Rare disease (RD) is the term used to describe generally chronic and debilitating conditions, whose incidence and/or individual prevalence is low. In Brazil, the Ministry of Health defines RD as conditions that affect 65 individuals in every 100,000, estimating more than 13 million people affected. However, there is a scarcity of epidemiological data on the subject, especially at a regional level. OBJECTIVE: To describe an epidemiological survey involving individuals with RD treated from 2018 to 2019 at a Reference Service for Rare Diseases in Bahia (SRDR/HUPES). METHODS: Cross-sectional and retrospective study. Data were obtained in 2022 and 2023, from the survey of DR care in 2018 and 2019 from medical records, using three forms called “identification”, “diagnosis” and “treatment” and analyzed descriptively. RESULTS: A total of 1,744 participants were included, with a predominance (69.3%) of the age groups 0-19 years (median of 15 years) and females (51.1%). Most cases had a defined diagnosis and cases with suspicion and without diagnosis represented 20.1% and 18.0%, respectively. Most diagnoses were clinical (58.4%), with the mean age of onset of symptoms being 7.5 years. Familial recurrence was reported in 36.7% of cases and consanguinity in 16.1%, being an important risk factor for the occurrence of these conditions. Approximately 94% of RD were of genetic origin, of which 69.4% were included in the national policy of comprehensive care for people with rare diseases. The present study allowed for better detailing of the current situation of individuals affected by RD who are followed up in a SRDR in Bahia. CONCLUSION: It was possible to identify the sociodemographic and clinical profile of RD treated at SRDR/HUPES, whose information is relevant for planning strategies regarding surveillance and provision of care to this population.
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Larissa Conceição Dias Lopes
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CONFIABILIDADE DA MEDIDA DE DRIVING PRESSURE EM CRIANÇAS VENTILADAS EM MODO PSV
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Orientador : BRUNO PRATA MARTINEZ
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MEMBROS DA BANCA :
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FERNANDA DE CORDOBA LANZA
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BRUNO PRATA MARTINEZ
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CASSIO MAGALHAES DA SILVA E SILVA
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Data: 03/07/2025
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Introdução: A driving pressure (DP) é um importante preditor de mortalidade e morbidade em pacientes em ventilação mecânica (VM) e é usada para monitorar o estresse mecânico pulmonar. No entanto, essa medida não tem sido usada na população pediátrica durante os modos de ventilação assistida, pois há falta de dados sobre sua confiabilidade. Objetivo: Avaliar a confiabilidade intra e interexaminador da medida da DP em crianças ventiladas no modo de ventilação com suporte de pressão (PSV). Metodologia: Este é um estudo clinimétrico, que foi realizado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica terciária. Foram incluídas crianças com idade entre um mês e 17 anos, em uso de ventilação mecânica em PSV no período de fevereiro/2022 a dezembro/2023. A medida da DP foi realizada por dois avaliadores independentes (A e B) com intervalo de um minuto. A DP foi calculada de acordo com a fórmula padrão (pressão de platô – PEEP). As medidas de pressão de platô foram realizadas interrompendo o fluxo no final da inspiração, durante esforços respiratórios espontâneos em modo PSV. O coeficiente de correlação intraclasse (CCI) foi usado para avaliar a relação linear entre as medidas de DP e a análise de Bland-Altman para avaliar a precisão entre elas, através da descrição do viés médio e dos limites. Resultados: Dados de 67 pacientes foram analisados e 93 conjuntos de avaliações pareadas foram realizados no total. A análise de confiabilidade mostrou alta concordância interexaminador (A1 x B: ICC = 0,96 p < 0,001; A2 x B: ICC = 0,97, p < 0,001) e intraexaminador (A1 x A2: ICC = 0,97, p < 0,001). O viés médio entre examinadores foi de -0,04 ± 1,16 (A1 x B), 0,02 ± 0,90 (A2 x B) e -0,06 ± 1,01 entre as medições do mesmo examinador. Conclusão: Esses resultados sugerem que as medições intra e interexaminadores em crianças ventiladas durante PSV podem ser confiáveis por diferentes examinadores, embora estudos adicionais com uma amostra maior de participantes e avaliadores sejam recomendados.
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Background: Driving pressure (DP) is an important predictor of mortality and morbidity in patients on mechanical ventilation (MV) and is used to monitor adequate pulmonary mechanical stress. However, this measurement has not been used in the pediatric population during assisted ventilation modes, as there is a lack of data about its reliability. Objective: To evaluate the intra- and inter-examiner reliability of the DP measurement in children ventilated in pressure support ventilation mode (PSV). Methods: This is a clinimetric study, which was carried out in a tertiary pediatric Intensive Care Unit (ICU). Children aged between one month and 17 years, using mechanical ventilation in PSV, from February/2022 to December/2023, were included. DP measurement was carried out by two independent evaluators (A and B) with a one-minute interval. DP was calculated according to the standard formula (Plateau pressure – PEEP). Plateau pressure measurements were carried out by interrupting the flow at the end of inspiration, during spontaneous respiratory efforts in PSV mode. The intraclass correlation coefficient (ICC) was used to assess the linear relationship between the DP measurements and Bland-Altman Analysis to assess the precision between them, through the description of the mean bias and limits. Results: Data from 67 patients were analyzed and 93 sets of paired assessments were performed in total. Reliability analysis showed high inter-examiner (A1 x B: ICC = 0.96 p < 0.001; A2 x B: ICC = 0.97, p < 0.001), and intra-examiner (A1 x A2: ICC = 0.97, p < 0.001) agreement. Average bias between examiners was -0.04 ± 1.16 (A1 x B), 0.02 ± 0.90 (A2 x B) and -0.06 ± 1.01 between measurements of the same examiner. Conclusion: These results suggest that intra and inter-examiners measurements in children ventilated during PSV can be reliably measured by different examiners, although further studies with a larger sample of participants and evaluators are recommended.
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Amanda Karine da Silva
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PRIORIDADES NO CUIDADO NUTRICIONAL EM TELECONSULTORIAS NO SISTEMA TELESSAÚDE-BA NA PANDEMIA E PÓS-PANDEMIA DA COVID-19
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Orientador : LILIANE ELZE FALCAO LINS KUSTERER
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MEMBROS DA BANCA :
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ERICA LIMA COSTA DE MENEZES
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FERNANDO MARTINS CARVALHO
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MARINHO MARQUES DA SILVA NETO
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Data: 07/07/2025
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Introdução: A nutrição tem importante papel tanto em enfermidades infecciosas agudas quanto em Condições Crônicas Não Transmissíveis. A telemedicina se mostrou como ferramenta fundamental no enfrentamento da pandemia da COVID-19. Objetivo: Identificar as principais demandas em teleconsultorias sobre alimentação e nutrição solicitadas no sistema Telessaúde no estado da Bahia entre 2020 e 2022; Métodos: Os registros de teleconsultorias foram exportados do sistema para planilha eletrônica, analisada no Microsoft® Excel® versão 2312. As nuvens de palavras e análises de similitude foram realizadas pelo Iramuteq 0.7 versão alpha 2. O gráfico dos Núcleos Regionais de Saúde (NRS) foi construído manualmente no GIMP 2.10.34. Resultados: Foram analisados 75 registros de teleconsultorias, a Salvador foi a cidade com a maior frequência de solicitações (22,7%), bem como o NRS Leste (32%), que contém a capital. A formação mais frequente do profissional solicitante foi nutricionista (17,3%) e dos respondentes foi enfermeiro (24%) e nutricionista (22,7%). A Classificação Internacional de Atenção Primária central foi dengue e outras doenças virais. A análise de similitude da descrição das teleconsultorias revelou o termo “paciente” como elemento central do corpus textual. O halo superior evidencia os termos “protocolo” e “COVID”, relacionando-se ao halo inferior direito, onde se lê “Atenção Primária à Saúde”, “município” e “máscara N95”. À direita da imagem observa-se “saúde”, “orientação”, “material” e “alimentação” relacionados ao outro halo onde se lê “suplementação profilática”, relacionada alguns micronutrientes específicos. Na parte inferior do gráfico, observa-se “acompanhamento com nutricionista”, “controle glicêmico”, “endocrinologista”, “dieta” e “peso”, relacionando-se com o halo imediatamente ao lado onde se lê colesterol e outros exames bioquímicos. Conclusão: As principais demandas diziam respeito a: protocolos para evitar contaminação na prática clínica da APS, bem como orientações nutricionais para o cuidado de pacientes diabéticos, hipertensos e crianças, além de dúvidas sobre os programas nacionais de suplementação profilática, especialmente para gestantes.
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Introduction: Nutrition plays an important role in both acute infectious diseases and Chronic Non-Communicable Conditions. Telemedicine has proven to be a fundamental tool in tackling the COVID-19 pandemic. Objective: Identify the main demands for teleconsultations on food and nutrition requested in the Telehealth system in the state of Bahia between 2020 and 2022; Methods: Teleconsultation records were exported from the system to an electronic spreadsheet, analyzed in Microsoft® Excel® version 2312. Word clouds and similarity analyzes were performed using Iramuteq 0.7 version alpha 2. The graph of Regional Health Centers (RHC) was built manually in GIMP 2.10.34. Results: 75 teleconsultation records were analyzed, Salvador was the city with the highest frequency of requests (22.7%), as well as RHC East (32%), which includes the capital. The most frequent professional qualification of the requesting professional was nutritionist (17.3%) and of the respondents it was nurse (24%) and nutritionist (22.7%). The central International Classification of Primary Care was dengue and other viral diseases. The similarity analysis of the description of teleconsultations revealed the term “patient” as a central element of the textual corpus. The upper halo highlights the terms “protocol” and “COVID”, relating to the lower right halo, which reads “Primary Health Care”, “county” and “N95 mask”. To the right of the image, we can see “health”, “guidance”, “material” and “food” related to the other halo where “prophylactic supplementation” is written, relating some specific micronutrients. At the bottom of the graph, we can see “monitoring with a nutritionist”, “glycemic control”, “endocrinologist”, “diet” and “weight”, relating to the halo immediately next to which were we can read “cholesterol” and other biochemical tests. Conclusion: The main demands concerned: protocols to avoid contamination in PHC clinical practice, as well as nutritional guidelines for the care of diabetic, hypertensive patients and children, as well as questions about national prophylactic supplementation programs, especially for pregnant women.
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Elisa Duarte Candido
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O IMPACTO DE UM PROGRAMA DE MINDFULNESS NO MÉDICO ANESTESIOLOGISTA
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Orientador : DURVAL CAMPOS KRAYCHETE
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MEMBROS DA BANCA :
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DURVAL CAMPOS KRAYCHETE
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LILIANE ELZE FALCAO LINS KUSTERER
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MONICA RAMOS DALTRO
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Data: 08/07/2025
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Estresse é uma característica bem documentada entre os profissionais de saúde. Este estudo quasi experimental tipo antes e depois tem como objetivo medir o nível de estresse da população de médicos anestesiologistas brasileiros a partir do questionário Escala de Percepção do Estresse (PSS-10) e avaliar o impacto que a intervenção em Mindfulness tem nos escores desta escala. Entre os participantes que concluíram o programa, observou-se uma redução estatisticamente significativa nos escores do PSS-10 (p < 0,001), com um grande tamanho de efeito (d = 0,98), o mesmo não foi observado entre os participantes que não completaram o curso. Dos voluntários, 45,71% realizou o protocolo proposto, o compromisso com o cronograma pode ser uma barreira para o sucesso da implementação das intervenções nesta população. A intervenção pode contribuir com a segurança tanto dos profissionais quanto dos pacientes e deve ser considerada em nível individual e institucional.
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Stress among health care professionals is well documented. The objective of this quasi experimental before and after study is to measure stress through Perceived Stress Scale (PSS-10) among brazilian anesthesiologists and analyze how a Mindfulness intervention impact results on PSS-10. The use of Mindfulness based interventions to reduce stress has shown promising results, in the present study the results show a statistically significant difference in PSS-10 values before and after the Mindfulness course among participants who completed the program (p < 0.001), large effect size (d = 0.98). Of the sampled population, 45.71% completed the course. Engaging both individual and organizational involvement toward reducing stress may have far reaching effects on employee health and patient outcomes.
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QUEILA BORGES DE OLIVEIRA
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FONPADARINUX EM PACIENTES OBESOS COM SÍNDROME CORONARIANA AGUDA: UM ESTUDO DE COORTE RETROSPECTIVA
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Orientador : CARLA HILARIO DA CUNHA DALTRO
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MEMBROS DA BANCA :
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NIVALDO MENEZES FILGUEIRAS FI
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RODRIGO MOREL VIEIRA DE MELO
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ROQUE ARAS JUNIOR
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Data: 28/07/2025
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Estudos prévios demonstraram benefício do fondaparinux no tratamento de pacientes com síndrome coronariana aguda, em comparação com outros anticoagulantes parenterais, principalmente relacionado à redução de sangramentos. No entanto, devido à subrepresentatividade, os resultados clínicos na população com obesidade tratados com esta medicação permanecem inconclusivos. O objetivo deste estudo é avaliar se a obesidade tem influência na ocorrência de desfechos trombóticos ou hemorrágicos combinados, em pacientes com síndrome coronariana aguda, em uso de fondaparinux. Trata-se de uma coorte retrospectiva, de mundo real, em que foram avaliados 879 pacientes (641 sem obesidade e 238 com obesidade) admitidos por síndrome coronariana aguda tratados com fondaparinux em uma unidade coronariana de hospital terciário de referência, no período de 2010 e 2017. Foi avaliado o desfecho primário composto por morte, reinfarto, acidente vascular cerebral ou sangramento maior durante o período do internamento. A comparação entre os grupos foi realizada por meio de teste do qui-quadrado e teste T de Student, sendo considerado significativo p < 0,05. Não houve diferença na ocorrência do desfecho primário (4,2% x 5,8%; p = 0,358), nem na ocorrência de sangramento maior (2,1% x 1,9%; p = 0,837), entre os grupos. Da mesma forma, não houve diferença na ocorrência isolada dos componentes do desfecho primário, com taxas semelhantes de reinfarto (1,3% x 1,7%; p =0,632), acidente vascular cerebral (0,0% x 0,8%; p = 0,172) e morte (1,3% x 2,3%; p = 0,315). O fondaparinux pode ser utilizado em sua dose fixa habitual para tratamento de síndrome coronariana aguda, mesmo em pacientes com obesidade.
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Previous studies have shown that fondaparinux benefits patients with acute coronary syndrome (ACS), particularly by reducing bleeding compared to other parenteral anticoagulants. However, the clinical outcomes in patients with obesity treated with this medication remain unclear due to their underrepresentation in studies. This study aimed to evaluate obesity’s influence on thrombotic, hemorrhagic or combined outcomes in ACS patients treated with fondaparinux. This real-world, retrospective cohort analyzed 879 patients (641 without obesity and 238 with obesity) admitted with ACS and treated with fondaparinux at a tertiary hospital in Brazil between 2010 and 2017. The primary outcome included death, reinfarction, stroke, or major bleeding during hospitalization. Group comparisons used chi-square and Student’s t-tests. No significant difference was found in the primary outcome (4.2% vs. 5.8%; p = 0.358) or major bleeding (2.1% vs. 1.9%; p = 0.837) between groups with and without obesity, respectively. Similarly, there was no difference in the individual components of the primary outcome, with similar rates of reinfarction (1.3% vs. 1.7%; p = 0.632), stroke (0.0% vs. 0.8%; p = 0.172), and death (1.3% vs. 2.3%; p = 0.315). Fondaparinux appears to be safe for treating ACS in patients with obesity at the standard fixed dose.
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CAROLINA ORGE ANUNCIAÇÃO
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HÁBITOS PARAFUNCIONAIS EM PACIENTES COM ACROMEGALIA
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Orientador : AILTON DE SOUZA MELO
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MEMBROS DA BANCA :
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JANAYNA DE AGUIAR TRENCH
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LILIANE ELZE FALCAO LINS KUSTERER
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MARCIO VIEIRA LISBOA
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Data: 05/08/2025
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Iniciamos nossos estudos determinando a prevalência de disfunção temporomandibular (DTM) na população brasileira, através de uma revisão sistemática com metanálise, e nossos resultados mostraram que um terço dos brasileiros tem DTM. Ao mesmo tempo, passamos a acompanhar o ambulatório de acromegalia do HUPES/UFBA, e verificamos a provável existência de uma síndrome de base de cranio resultante de alterações musculoesqueléticas em nossos pacientes. Desse modo, verificamos a existência de um sinal propedêutico no qual alguns pacientes com DTM apresentam bocelamento lateral pré-auricular, devido à hiperplasia da articulação temporomandibular (ATM). Verificamos também sinais de compressão de nervos cranianos e raizes cervicais, como mostram os artigos no anexo dessa dissertação. Finalmente, estudamos os comportamentos orofaciais nos pacientes com acromegalia, e verificamos que havia uma redução desses comportamentos entre os pacientes. Uma análise de subgrupo mostrou que bruxismo noturno, mascar chicletes, falar por muito tempo ou colocar o telefone entre a cabeça e ombro apresentaram menor frequência em pacientes com acromegalia, quando comparados ao grupo controle. Tais dados puderam ser justificados por alterações orofaciais e cervicais já relatados nesse grupo de pacientes. Esses achados reforçam a importância de investigar as particularidades anatômicas do cranio de pacientes com acromegalia, em busca de comprometimento musculoesquelético. Dentistas, fonoaudiólogos e médicos devem ficar atentos para mudanças de hábitos que estejam associadas a modificações craniofaciais com objetivo de investigar acromegalia ou outros problemas ósseos da face, que tenham impacto nas estruturas maxilares e mandibulares. Como estudo adicional, mostrando a complexidade de apresentação das DTM, publicamos o caso de uma paciente com dor e disfagia decorrentes de subluxação da ATM, com consequente degeneração do corpo e cabeça da mandíbula. Nossos estudos demonstram que as DTM são complexo sindrômico com múltiplas etiologias e comorbidades e, embora tenhamos obtido avanço considerável com o RDC/TMD e posteriormente o DC/TMD, a classificação dessas enfermidades ainda terá muito a evoluir.
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We began our studies by determining the prevalence of temporomandibular disorder (TMD) in the Brazilian population through a systematic review with meta-analysis, and our results showed that one-third of Brazilians have TMD. At the same time, we began monitoring the acromegaly outpatient clinic at HUPES/UFBA and observed the probable existence of a cranial base syndrome resulting from musculoskeletal alterations in our patients. Accordingly, we identified a clinical sign in which some patients with TMD present with preauricular lateral bulging due to hyperplasia of the temporomandibular joint (TMJ). We also observed signs of cranial nerve and cervical root compression, as described in the articles included in the appendix of this dissertation. Finally, we studied orofacial behaviors in patients with acromegaly and found a reduction in these behaviors among the patients. A subgroup analysis revealed that nocturnal bruxism, chewing gum, speaking for long periods, or holding the phone between the head and shoulder were less frequent in patients with acromegaly when compared to the control group. These findings can be explained by previously reported orofacial and cervical alterations in this group of patients. Such findings reinforce the importance of investigating the cranial anatomical particularities of patients with acromegaly in search of musculoskeletal compromise. Dentists, speech-language pathologists, and physicians should be alert to changes in habits that may be associated with craniofacial modifications, with the goal of investigating acromegaly or other bone disorders of the face that may impact the maxillary and mandibular structures. As an additional study, highlighting the complexity of TMD presentation, we published a case of a patient with pain and dysphagia resulting from TMJ subluxation, which led to degeneration of the mandibular body and condyle. Our studies demonstrate that TMD is a syndromic complex with multiple etiologies and comorbidities, and although we have made considerable progress with the RDC/TMD and later the DC/TMD, the classification of these conditions still has much room for improvement.
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Isabela Maria Alves de Almeida Oliva
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NECESSIDADE DE CUIDADOS PALIATIVOS EM PACIENTES ADMITIDOS PARA REABILITAÇÃO EM UNIDADE DE CUIDADOS PÓS-AGUDO: PERFIL E FATORES ASSOCIADOS À INCLUSÃO DA ORDEM DE NÃO REANIMAÇÃO NO PLANO DE CUIDADOS
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Orientador : BRUNO PRATA MARTINEZ
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MEMBROS DA BANCA :
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MARTA IMAMURA
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BRUNO PRATA MARTINEZ
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MANSUETO GOMES NETO
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Data: 06/08/2025
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Introdução: Alguns pacientes na fase de reabilitação pós-aguda apresentam prognóstico reservado e podem se beneficiar de uma abordagem de cuidados paliativos. No entanto, pouco se sabe sobre potenciais lacunas relacionadas às necessidades de cuidados paliativos nessa população. Métodos: Trata-se de uma coorte retrospectiva de pacientes transferidos de um hospital de cuidados agudos para uma unidade de cuidados pós-agudos com o objetivo de reabilitação. O objetivo foi analisar os fatores associados à implementação de uma ordem de não ressuscitação (Do Not Resuscitate – DNR) durante a hospitalização, como um indicador de declínio clínico e necessidades de cuidados paliativos. Análise multivariada foi realizada para controlar fatores de confusão. Resultados: Foram incluídos no estudo 1143 indivíduos, dos quais 415 (36,3%) tiveram uma ordem de DNR instituída durante a hospitalização. Após o ajuste para fatores de confusão, as seguintes variáveis foram positivamente associadas à implementação de DNR: idade (OR = 1,06, IC 95%: 1,04-1,07, p< 0,001); uso de traqueostomia (OR = 1,65, IC 95%: 1,08-2,51, p = 0,019) e sonda de alimentação (OR = 1,97, IC 95%: 1,37- 2,82, p < 0,001) na admissão. A melhora funcional, medida por uma variação positiva na escala de medida de independência funcional (MIF), foi negativamente associada à implementação de DNR (OR = 0,94, IC 95%: 0,93-0,95, p < 0,001). Conclusão: Este estudo contribui para a compreensão da frequência e dos fatores associados à necessidade de cuidados paliativos em pacientes internados para reabilitação em uma unidade de cuidados pós-agudos. A identificação de fatores associados à implementação da ordem de DNR em cuidados pós-agudos pode aprimorar a tomada de decisão dos médicos na transição desses pacientes de hospitais de cuidados agudos.
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Background: Some patients in the post-acute recovery phase have poor prognosis and may benefit from a palliative care approach. However, little is known about potential gaps regarding palliative care needs in this population. Methods: This is a retrospective cohort of patients transferred from an acute hospital to a post-acute care unit with the aim of rehabilitation. The aim was to analyze factors associated with the implementation of a do-not-resuscitate (DNR) order during hospitalization, as a surrogate of clinical decline and palliative care needs. Multivariate analysis was performed to control for confounders. Results: There were 1143 individuals included in the study, of which 415 (36.3%) had a DNR order instituted during hospitalization. After adjusting for confounders, the following variables were positively associated with DNR implementation: age (OR = 1.06, 95%IC: 1.04-1.07, p<0.001); use of a tracheostomy (OR = 1.65, 95%IC: 1.08-2.51, p=0.019) and feeding tube (OR = 1.97, 95%IC: 1.37-2.82, p<0.001) at admission. Functional improvement, as measured by a positive variation in the functional independence measure (FIM) scale was negatively associated with DNR implementation (OR = 0.94, 95%IC: 0.93-0.95, p< .001). Conclusion: This study contributes to understanding the frequency and factors associated with the need for palliative care in patients admitted for rehabilitation in a post-acute care unit. The identification of factors associated with DNR implementation in post-acute care may improve clinicians’ decisionmaking when transitioning those patients from acute hospitals.
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CAROLINA DO NASCIMENTO CARNEIRO
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IMPACTO DA TERAPIA COM EMULSÃO LIPÍDICA INTRAVENOSA E DA IMUNOTERAPIA COM LINFÓCITOS PATERNOS NOS PERFIS DE CITOCINAS INTRACELULARES DE MULHERES COM FALHAS REPRODUTIVAS
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Orientador : MANOEL ALFREDO CURVELO SARNO
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MEMBROS DA BANCA :
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EDWARD ARAUJO JUNIOR
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CARLOS AUGUSTO SANTOS DE MENEZES
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CARLOS ROBERTO BRITES ALVES
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Data: 25/09/2025
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A gravidez normal implica em grandes mudanças adaptativas no sistema imune da mulher, tanto na interface materno-fetal, quanto no sistema imune periférico. Há um fino balanço entre ativação e regulação do sistema imune, possibilitando a nidação e desenvolvimento embrionário. A falha de reprodução é multifatorial, com fatores aloimunes dentre as causas. Os tratamentos aloimunes, como imunoterapia com linfócitos paternos (ILP) e terapia com emulsão lipídica intravenosa (ELI) ainda não são recomendados pelas diretrizes internacionais ou permitidos pelas agências reguladoras, como a Anvisa (Brasil), fora do âmbito de pesquisa. Estudos que endossam sua eficácia são necessários. Este estudo investigou os efeitos da terapia com ELI isolada e em combinação com ILP nos perfis de citocinas intracelulares relacionadas às respostas Th1 e Th2 de mulheres com aborto espontâneo de repetição (AER) e com falhas de implantação de repetição (FIR). Considerando a natureza individualizada de cada tratamento, a pesquisa seguiu um desenho de antes e depois não randomizado, incluindo 186 mulheres com histórico de AER ou FIR. Dividiu-se as pacientes em dois grupos: um grupo que recebeu apenas ELI (n = 140) e outro grupo que recebeu ELI combinada com ILP (n = 46). Mediu-se as expressões intracelulares de citocinas (fator de necrose tumoral-alfa [TNF-α], interferon-gama [IFN-γ] e interleucina [IL-10]) antes e depois da terapia. Realizou-se análises estatísticas comparando-se as mudanças dos valores das citocinas, utilizando o teste-t de Student para variáveis numéricas e o teste qui-quadrado ou o teste exato de Fisher para variáveis categóricas. Em toda a coorte, a expressão intracelular de IL-10 aumentou após qualquer uma das terapias (p < 0,001), enquanto as proporções de TNF-α/IL-10 e IFN-γ/IL-10 diminuíram (p < 0,001). O estudo demonstrou que tanto a ELI isoladamente quanto em combinação com a ILP modula o equilíbrio de citocinas Th1/Th2, aumentando as respostas anti-inflamatórias nas mulheres com AER e FIR.
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Normal pregnancy involves significant adaptive changes in the woman's immune system, both at the maternal-fetal interface and within the peripheral immune system. A delicate balance between immune activation and regulation enables embryo implantation and development. Reproductive failure is multifactorial, with alloimmune factors among the possible causes. Alloimmune treatments, such as paternal lymphocyte immunotherapy (PLI) and intravenous lipid emulsion therapy (ILE), are not yet recommended by international guidelines or approved by regulatory agencies, such as Anvisa (Brazil), outside research settings. Further studies supporting their efficacy are needed. This study aimed to investigate the effects of ILE alone and in combination with PLI on cytokine profiles related to Th1 and Th2 responses in women with recurrent spontaneous abortion (RSA) and recurrent implantation failure (RIF). Considering the individualized nature of each treatment, a non-randomized before-and-after design was employed, involving 186 women with a history of RSA or RIF. The patients were divided into two groups: one group received only ILE (n = 140), and the other group received ILE combined with ILP (n = 46). Intracellular cytokines expressions (tumor necrosis factor-alpha [TNF-α], interferon-gamma [IFN-γ], and interleukin [IL-10]) were measured before and after therapy. Statistical analyses compared changes in cytokine values using the Student's t-test for numerical variables and the chi-squared test or Fisher's exact test for categorical variables. Across the cohort, intracellular IL-10 expression increased after either therapy (p < 0.001), while the ratios of TNF-α/IL-10 and IFN-γ/IL-10 decreased (p < 0.001). The study demonstrated that both ILE alone and in combination with ILP modulate the Th1/Th2 cytokine balance, enhancing anti-inflammatory responses in women with RSA and RIF.
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CAMILA CAVALCANTE CASTRO
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EVOLUÇÃO DE PACIENTES COM DOR CRÔNICA ATENDIDOS EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
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Orientador : CARLA HILARIO DA CUNHA DALTRO
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MEMBROS DA BANCA :
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BRUNO PRATA MARTINEZ
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HELENA FRANCA CORREIA
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SUZANE BANDEIRA DE MAGALHÃES
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Data: 09/10/2025
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Introdução: A dor crônica é uma condição que afeta a qualidade de vida dos indivíduos e impacta de forma significativa seu estado psicológico. Conviver com uma dor crônica persistente interfere nas atividades cotidianas e nas relações interpessoais. O tratamento é multidisciplinar e a redução de 30% na intensidade da dor já é considerado clinicamente significante. Objetivo: Descrever a evolução clínica e psicológica de sujeitos com dor crônica atendidos por equipe multiprofissional em um centro especializado de referência do Sistema Único de Saúde (SUS). Métodos: Estudo longitudinal descritivo com indivíduos com dor crônica em tratamento no Ambulatório de Dor da Universidade Federal da Bahia, em Salvador-BA, entre junho/2016 e dezembro/2017. Foram avaliados a intensidade da dor; qualidade de vida; distúrbios e qualidade do sono; nível de estresse; presença de sintomas ansiosos e depressivos na primeira consulta, e seis meses após tratamento multidisciplinar. A análise dos dados consistiu na estatística descritiva e comparação dos grupos utilizando os testes: t de Student, Mann-Whitney, qui-quadrado de Pearson e teste exato de Fisher. Resultados: Foram estudados 134 indivíduos com média (desvio padrão) de idade de 50 (10) anos, sendo 89,6% do sexo feminino. Os indivíduos foram divididos em dois grupos de acordo com a evolução da dor: aqueles que apresentaram melhora da dor (58,2%), e aqueles que permaneceram com o nível de dor inalterado ou pior (41,8%). O primeiro grupo também apresentou melhora em todos os domínios do SF-36, sintomas depressivos e ansiosos, nível de estresse e padrão de sono. No entanto, o grupo que não apresentou mudança ou piora da dor apresentou melhora em apenas um domínio do SF-36 e no padrão de sono. Em relação aos fatores associados à melhora significativa da dor, apenas ter um companheiro foi associado à redução da intensidade da dor. Conclusão: Este estudo sugere que o tratamento multidisciplinar pode reduzir a intensidade, da dor em pacientes cronicamente afetados, visto que a maioria dos pacientes apresentou resposta clinicamente significativa com melhora global associada.
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Introduction: Chronic pain is a condition that affects individuals' quality of life and significantly impacts their psychological state. Living with persistent chronic pain interferes with daily activities and interpersonal relationships. Treatment is multidisciplinary, and a 30% reduction in pain intensity is considered clinically significant. Objective: To describe the clinical and psychological evolution of subjects with chronic pain treated by a multidisciplinary team at a specialized reference center of the Unified Health System (SUS). Methods: This was a descriptive longitudinal study of individuals with chronic pain undergoing treatment at the Pain Outpatient Clinic of the Federal University of Bahia, in Salvador, Bahia, between June 2016 and December 2017. Pain intensity; quality of life; sleep disturbances and quality; stress level; and the presence of anxiety and depression symptoms were assessed at the first consultation and six months after multidisciplinary treatment. Data analysis consisted of descriptive statistics and group comparisons using the Student’s t-test, Mann-Whitney test, Pearson's chi-square test, and Fisher's exact test. Results: We studied 134 individuals with a mean (standard deviation) age of 50 (10) years, 89.6% of whom were female. The subjects were divided into two groups according to the evolution of pain: those who showed improvement in pain (58.2%) and those who remained with an unchanged or worse pain level (41.8%). The group that showed an improvement in pain also showed improvement in all domains of the SF-36, depressive and anxiety symptoms, the stress level, and sleep pattern. However, the group that showed no change or worse pain improved in only one domain of the SF-36 and the sleep pattern. Regarding the factors associated with clinically significant pain improvement, only having a partner was associated with a reduction in pain intensity Conclusion: This study demonstrated that multidisciplinary treatment can reduce pain intensity in chronically affected patients, as most patients showed a clinically significant response with associated global improvement.
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GABRIELLA SANTANA FERNANDES DOS SANTOS
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TRIAGEM NEONATAL VERSUS DIAGNÓSTICO CLÍNICO: COMPARAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL EM CRIANÇAS COM FIBROSE CÍSTICA – UM ESTUDO LONGITUDINAL
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Orientador : EDNA LUCIA SANTOS DE SOUZA
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MEMBROS DA BANCA :
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JULIANA FERREIRA MAURI DA SILVA
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Carolina de Godoy Almeida
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REGINA TERSE TRINDADE RAMOS
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Data: 30/10/2025
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A fibrose cística (FC) é uma doença genética de curso crônico e multissistêmico cujo diagnóstico precoce, possibilitado pela triagem neonatal (TN), tem se mostrado fundamental para o prognóstico clínico e nutricional. Este estudo teve como objetivo comparar o estado nutricional de crianças com FC diagnosticadas pela TN e por achados clínicos, no momento do diagnóstico e após um ano de acompanhamento. Trata-se de uma coorte ambispectiva conduzida entre 2005 e 2023, em centro de referência, envolvendo 63 crianças acompanhadas por equipe multiprofissional e avaliadas por meio de parâmetros antropométricos e do instrumento STRONGKids. As participantes foram classificadas em três subgrupos: diagnóstico por TN, por sinais precoces e por sinais tardios. A insuficiência pancreática (IP) esteve presente em 75% da amostra, com maior frequência entre os diagnosticados pela TN, e associou-se a piores índices antropométricos. A baixa estatura foi observada já ao diagnóstico, inclusive entre triadas, mas houve melhora significativa após um ano nos subgrupos TN e sinais precoces, enquanto déficits persistiram nos casos de diagnóstico tardio. Os achados reforçam que, embora a TN permita a detecção antecipada, muitos pacientes já apresentam comprometimento nutricional inicial, exigindo intervenção imediata e acompanhamento contínuo. O estudo evidencia que o tempo de diagnóstico é determinante na trajetória nutricional da FC, destacando a importância da TN, da terapêutica enzimática precoce e do cuidado multiprofissional sistemático como pilares essenciais para otimizar o crescimento e o prognóstico dessas crianças.
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Cystic fibrosis (CF) is a chronic, multisystemic genetic disorder whose early detection through newborn screening (NBS) plays a crucial role in determining clinical and nutritional outcomes. This study aimed to compare the nutritional status of children with CF diagnosed via NBS or based on clinical manifestations, both at diagnosis and after one year of follow-up. An ambispective cohort was conducted from 2005 to 2023 at a referral center, including 63 children monitored by a multidisciplinary team and evaluated through anthropometric indicators and the STRONGKids tool. Participants were divided into three subgroups: NBS, early clinical signs, and late clinical signs. Pancreatic insufficiency (PI) was present in 75% of the sample, most frequently among NBS-diagnosed children, and was associated with poorer anthropometric outcomes. Short stature was observed at diagnosis, even among screened individuals, but significant improvement occurred after one year in the NBS and early signs subgroups, whereas deficits persisted in those with late diagnosis. The findings highlight that, despite early detection, many children already present nutritional impairment at diagnosis, requiring immediate and continuous intervention. Overall, this study demonstrates that diagnostic timing critically influences the nutritional trajectory of CF, emphasizing NBS, early enzyme therapy, and sustained multidisciplinary care as key strategies to improve growth, prognosis, and long-term quality of life.
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LIANA ACCIOLY MELO HABIB
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VARIAÇÃO LONGITUDINAL DA FORÇA MUSCULAR E MOBILIDADE EM PACIENTES EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA – ESTUDO DE COORTE RETROSPECTIVA
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Orientador : BRUNO PRATA MARTINEZ
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MEMBROS DA BANCA :
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DIMITRI GUSMAO FLORES
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IURA GONZALEZ NOGUEIRA ALVES
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MANSUETO GOMES NETO
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Data: 03/12/2025
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Introdução: Há escassez de dados publicados sobre a variação da força muscular e mobilidade ao longo da internação na unidade de terapia intensiva (UTI). Objetivo: Avaliar de forma longitudinal a força muscular e a mobilidade em uma UTI e identificar fatores associados à fraqueza muscular na alta da UTI. Métodos: Trata-se de uma coorte retrospectiva conduzida com pacientes que tiveram a mensuração da força muscular avaliada em dois momentos (primeira avaliação e alta) usando o escore do Medical Research Council (MRC). A mobilidade foi avaliada em três momentos (estado prévio, primeira avaliação e alta) usando a versão brasileira da escala Functional Status Score for the ICU (FSS-ICU). Uma regressão logística foi realizada para avaliar fatores associados à fraqueza muscular na alta da UTI. Resultados: Houve variação da força muscular na amostra de 1,310 pacientes entre a avaliação na alta [56(48-60)] e a primeira avaliação [54(48-60)], com um valor de p < 0,001. Ao comparar o nível de mobilidade, observou-se um p-valor < 0,001 entre o momento prévio à internação [35(34-35)], a primeira avaliação [28(20-33)] e a alta [29(21-35)]. Os fatores associados à fraqueza muscular foram o tempo de internação na UTI [OR 1,16(1,06-1,28); p-valor = 0,002]; uso de sedação [OR 3,8(1,27-11,16); p-valor = 0,016] e escore de força muscular na primeira avaliação [OR 0,84(0,79-0,90); p-valor = 0,001]. Conclusão: A força muscular e a mobilidade apresentaram aumento quando comparado o momento da primeira avaliação e da alta. Estudos prospectivos são necessários para explorar as tendências observadas neste estudo.
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Introduction: There is a lack of published data on the variation in muscle strength and mobility throughout intensive care unit (ICU) hospitalization. Objective: To longitudinally evaluate muscle strength and mobility in an ICU and identify factors associated with muscle weakness at ICU discharge. Methods: This is a retrospective cohort conducted with patients who had their muscle strength measured at two moments (first assessment and discharge) using the Medical Research Council (MRC) score. Mobility was assessed at three moments (previous status, first assessment and discharge) using the Brazilian version of the Functional Status Score for the ICU (FSS-ICU) scale. A logistic regression was performed to evaluate factors associated with muscle weakness at ICU discharge. Results: There was variation in muscle strength in the sample of 1.310 patients between the assessment at discharge [56(48-60)] and the first assessment [54(48-60)], with a p value < 0.001. When comparing the level of mobility, a p-value < 0.001 was observed between the moment prior to hospitalization [35(34-35)], the first assessment [28(20-33)] and discharge [29(21- 35)]. Factors associated with muscle weakness were length of stay in the ICU [OR 1.16 (1.06, 1.28); p=0.002]; use of sedation [OR 3.8 (1.27, 11.16); p=0.016] and muscle strength score at the 1st assessment [OR 0.84 (0.79, 0.90); p=0.001]. Conclusion: Muscle strength and mobility increased when comparing the time of first assessment and discharge. Prospective studies are needed to explore the trends observed in this study.
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Gabriel Brayan Gutierrez Peredo
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ESTUDO DE PREDITORES DE QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE E MORTALIDADE EM PACIENTES EM HEMODIÁLISE: PROHEMO
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Orientador : ANTONIO ALBERTO DA SILVA LOPES
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MEMBROS DA BANCA :
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KEITH CURTIS NORRIS
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ANTONIO RAIMUNDO PINTO DE ALMEIDA
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DIMITRI GUSMAO FLORES
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LILIANE ELZE FALCAO LINS KUSTERER
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MARCELO BARRETO LOPES
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Data: 06/01/2025
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OBJETIVOS – Foram analisados dados de pacientes em hemodiálise (HD) em Salvador, Bahia-Brasil, com os seguintes objetivos: 1) Investigar as associações entre fadiga autorreferida e necessidade de tempo de recuperação pós-HD em pacientes predominantemente de ascendência africana; 2) Investigar as associações de fadiga autorreferida com pontuações de qualidade de vida relacionada à saúde em pacientes de HD. 3) Investigar associações da fadiga autorreferida com mortalidade; e 4) Determinar se a pontuação CHA2DS2-VASc é preditora de mortalidade por todas as causas e por causas cardiovasculares em pacientes em HD. MÉTODOS – Quatro artigos foram elaborados para cada objetivo específico da tese. Os dados são parte da fase 3 do estudo PROHEMO, a coleta foi iniciada em 2016-2017 e o seguimento foi realizado até março de 2022, com obtenção dos dados de mortalidade. Trata-se de uma amostra total de 243 pacientes. Foram incluídos 233 para os objetivos 1 e 3, 224 para o objetivo 2 e 237 para o objetivo 4. Utilizamos o questionário “The Chalder Fatigue Questionnaire” (CFQ-11) para identificar fadiga, categorizando-a como ausente ou leve (< 4 pontos) e moderada a intensa (≥ 4 pontos). Para avaliar a necessidade de tempo de recuperação pós-hemodiálise (HD), os participantes responderam à pergunta: "Depois de terminar a diálise, você costuma precisar de algum tempo para se recuperar?" (sim ou não). Comparamos a fadiga autorreferida com pontuações específicas do questionário Kidney Disease Quality of Life Short Form (KDQOL-SF), que avalia a qualidade de vida relacionada à saúde. Utilizamos regressão logística para estimar o odds ratio (OR) na associação entre fadiga e a necessidade de recuperação após a HD, aplicando quatro modelos (não ajustado e ajustado). Para determinar as associações entre fadiga autorreferida e os escores de qualidade de vida, utilizamos regressão linear com quatro modelos (não ajustado e ajustado). A causa de mortalidade foi analisada considerando o tempo desde a entrada no estudo até a data do óbito. Usamos quatro grupos sequenciais de modelos de regressão de Cox para estimar o hazard ratio (HR) e avaliar as associações entre os níveis de fadiga e o risco de morte (não ajustado e ajustado). Para avaliar a capacidade da pontuação CHA2DS2-VAScv ≥ 2 de predizer mortalidade por todas as causas e por causas cardiovasculares, utilizamos análise de regressão de Cox com quatro modelos (não ajustado e ajustado) para controlar covariáveis confundidoras. RESULTADOS – Observou-se na análise de regressão logística a associação entre fadiga moderada a intensa e necessidade de recuperação pós-HD, mesmo após ajuste para os efeitos laboratoriais e clínicos (OR = 4.60, 95% CI: 2.27, 9.21). Níveis mais altos de fadiga autorreferida foram relatados por 71% dos pacientes. Pacientes com fadiga moderada a grave apresentaram consistentemente pontuações mais baixas nas medidas de MCS (-8,4 pontos; IC 95%: -11,7, -5,1), PCS (-7,6 pontos; IC 95%: -10,4, -4,8), e foi maior a 2 vezes em escalas específicas de diálise, independentemente dos ajustes para covariáveis de confusão. Maior nível de fadiga moderada a severa teve taxas de mortalidade ajustadas mais de três vezes (HR = 3,07, IC 95%: 1,19, 7,93) quando comparados a níveis mais fadiga leve ou ausente, independente dos ajustes para covariáveis de confusão. A taxa de mortalidade foi de 8,6/100 pessoas-ano. Em comparação com a pontuação CHA2DS2-VASc < 2, o risco de morte não ajustado para pontuação ≥ 2 foi duas vezes maior para mortalidade por todas as causas (HR = 2,05, IC 95%: 1,20, 3,49) e mais de três vezes maior para mortes cardiovasculares (HR = 3,53, IC 95%: 1,46, 8,54). CONCLUSÕES – Os resultados do presente estudo sugerem que maior grau de fadiga apresenta mais frequentemente necessidade de tempo para se recuperar pós-HD. A fadiga moderada a severa esteve associada consistentemente com pontuações mais baixas nos scores de qualidade de vida em pacientes com HMD. O estudo fornece evidências que níveis aumentados de fadiga podem ajudar a identificar maior risco de morte precoce em pacientes de HD. A pontuação do CHA2DS2-VASc demostrou ser uma forma simples, prática e rápida de identificar o risco de mortalidade por todas as causas e causas cardiovasculares em pacientes em HDM. A pontuação de CHA2DS2-VASc tem se mostrado como instrumento potencial para identificar os pacientes com maior risco de óbito em HDM, seja por causas cardiovasculares como por todas as causas. Intervenções que reduzam a fadiga devem de investigar-se, com o intuito de prevenir a necessidade de tempo para se recuperar dos pacientes pós-HD, piora da qualidade de vida e a mortalidade em pacientes de HD
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OBJECTIVES – Data from hemodialysis (HD) patients in Salvador, Bahia, Brazil, were analyzed with the following objectives: 1) To investigate the associations between self-reported fatigue and the need for post-HD recovery time in patients predominantly of African ancestry; 2) To investigate the associations between self-reported fatigue and health-related quality of life scores in HD patients; 3) To investigate the associations between self-reported fatigue and mortality; and 4) To determine whether the CHA2DS2-VAScv score predicts all-cause and cardiovascular mortality in HD patients. METHODS – Four articles were developed to address each specific objective of the thesis. The data are part of phase 3 of the PROHEMO study. Data collection began in 2016–2017, with follow-up conducted until March 2022 to obtain mortality data. The total sample consisted of 243 patients: 233 were included for objectives 1 and 3, 224 for objective 2, and 237 for objective 4. We used the “Chalder Fatigue Questionnaire” (CFQ-11) to identify fatigue, categorizing it as absent or mild (< 4 points) and moderate to severe (≥ 4 points). To assess the need for post-hemodialysis (HD) recovery time, participants answered the question: “After completing dialysis, do you usually need some time to recover?” (yes or no). We compared self-reported fatigue with specific scores from the Kidney Disease Quality of Life Short Form (KDQOL-SF) questionnaire, which assesses health-related quality of life. Logistic regression was used to estimate the odds ratio (OR) for the association between fatigue and the need for recovery after HD, applying four models (unadjusted and adjusted). To determine the associations between self-reported fatigue and quality-of-life scores, linear regression was performed with four models (unadjusted and adjusted). The cause of mortality was analyzed by considering the time from study entry to the date of death. Four sequential groups of Cox regression models were used to estimate the hazard ratio (HR) and evaluate the associations between fatigue levels and the risk of death (unadjusted and adjusted). To assess the ability of the CHA2DS2-VASc score ≥ 2 to predict all-cause and cardiovascular mortality, we performed a Cox regression analysis with four models (unadjusted and adjusted) to account for confounding variables. RESULTS - Logistic regression analysis showed an association between moderate to severe fatigue and the need for post-HD recovery, even after adjusting for laboratory and clinical effects (OR = 4.60, 95% CI: 2.27, 9.21). Higher levels of self-reported fatigue were observed in 71% of the patients. Patients with moderate to severe fatigue consistently reported lower scores on MCS (-8.4 points; 95% CI: -11.7, -5.1) and PCS (-7.6 points; 95% CI: -10.4, -4.8), and dialysis-specific scales were more than twice as affected, regardless of adjustments for confounding variables. Patients with moderate to severe fatigue had adjusted mortality rates more than three times higher (HR = 3.07, 95% CI: 1.19, 7.93) compared to those with mild or no fatigue, independent of confounding variable adjustments. The mortality rate was 8.6/100 person-years. Compared to a CHA2DS2-VASc score score < 2, the unadjusted risk of death for a score ≥ 2 was twice as high for all-cause mortality (HR = 2.05, 95% CI: 1.20, 3.49) and more than three times higher for cardiovascular mortality (HR = 3.53, 95% CI: 1.46, 8.54). CONCLUSIONS - The results of the present study suggest that a higher degree of fatigue is more frequently associated with the need for recovery time post-HD. Moderate to severe fatigue was consistently associated with lower quality of life scores in MHD patients. The study provides evidence that increased levels of fatigue may help identify a higher risk of early death in HD patients. The CHA2DS2-VASc score proved to be a simple, practical, and quick tool for identifying the risk of all-cause and cardiovascular mortality in MHD patients. The CHA2DS2-VASc score has shown potential as an instrument to identify patients at higher risk of death in MHD, whether due to cardiovascular or all-cause mortality. Interventions aimed at reducing fatigue should be investigated to prevent the need for recovery time post-HD, deterioration in quality of life, and mortality in HD patients.
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SAVIO VINICIUS BURITY AMORIM NUNES AMARAL
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SÍNDROMES GERIÁTRICAS, ALTERAÇÕES ECOCARDIOGRÁFICAS E FATORES ASSOCIADOS EM PESSOAS VIVENDO COM HIV VIROLOGICAMENTE SUPRESSAS EM SALVADOR, BRASIL
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Orientador : CARLOS ROBERTO BRITES ALVES
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MEMBROS DA BANCA :
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FABIANNA MARCIA MARANHÃO BAHIA SOUZA
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JONAS GORDILHO SOUZA
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MARCIA LILIAN SAMPAIO E SAMPAIO SA
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ROQUE ARAS JUNIOR
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VICTOR AUGUSTO CAMARINHA DE CASTRO LIMA
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Data: 21/01/2025
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A epidemia de HIV continua sendo um grave problema de saúde pública global, afetando milhões de pessoas desde seu início. O aumento da expectativa de vida das pessoas vivendo com HIV (PVHIV), proporcionado pela terapia antirretroviral (TARV), trouxe novos desafios relacionados ao envelhecimento precoce, como maior risco de comorbidades e desenvolvimento de síndromes geriátricas, incluindo fragilidade e quedas. Este estudo teve como objetivo investigar a prevalência dessas síndromes, alterações ecocardiográficas e seus fatores associados em PVHIV virologicamente supressas em Salvador, Brasil. A pesquisa incluiu uma revisão sistemática e três estudos transversais com ênfase na identificação de marcadores de vulnerabilidade física e mental nessa população. A revisão revelou que PVHIV compartilham fatores de risco clássicos para quedas, como uso de medicamentos com ação no sistema nervoso central, presença de comorbidades e fragilidade. Um dos estudos transversais confirmou baixa prevalência de quedas entre PVHIV, provavelmente devido ao controle virológico efetivo e altos índices de CD4. Além disso, também destacou que o desfecho “quedas recorrentes” mostraram-se mais fortemente associado à fragilidade, reforçando sua utilidade como marcador clínico para um ruim status físico. O segundo trabalho demonstrou uma associação entre pré-fragilidade e quedas recorrentes com sintomas depressivos e baixa qualidade de vida nesta população. A análise das alterações ecocardiográficas indicou alta prevalência de disfunção diastólica, predominantemente em grau leve. Fatores como hipertensão arterial sistêmica, idade avançada e menor escolaridade foram destacados como principais contribuintes, sem associação significativa com marcadores inflamatórios. Os resultados apontam para a importância de avaliações geriátricas regulares em PVHIV, incluindo triagem para fragilidade e quedas recorrentes, para melhoria da qualidade de vida e prevenção de desfechos adversos. Intervenções focadas em mudanças no estilo de vida e reabilitação podem ter impacto positivo na saúde física e mental dessa população, enfatizando a necessidade de abordagem multidimensional e personalizada.
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The HIV epidemic remains a significant global public health challenge, affecting millions of people since its onset. The increased life expectancy of people living with HIV (PLWH), enabled by antiretroviral therapy (ART), has introduced new challenges related to premature aging, including a higher risk of comorbidities and the development of geriatric syndromes, such as frailty and falls. This study aimed to investigate the prevalence of these syndromes, echocardiographic alterations, and their associated factors in virologically suppressed PLWH in Salvador, Brazil. The research included a systematic review and three cross-sectional studies emphasizing the identification of physical and mental vulnerability markers in this population. The review revealed that PLWH share classic risk factors for falls, such as the use of central nervous system-acting medications, comorbidities, and frailty. The first cross-sectional study confirmed a low prevalence of falls in PLWH, likely due to effective virological control and high CD4 levels. Additionally, recurrent falls were strongly associated with frailty, reinforcing their utility as a clinical marker for a low physical status. The second study showed an association between pre frailty and recurrent falls with depressive symptoms and low quality of life in this population. The analysis of echocardiographic alterations indicated a high prevalence of diastolic dysfunction, predominantly mild. Factors such as systemic arterial hypertension, advanced age, and lower education were highlighted as primary contributors, with no significant association with inflammatory markers. The findings underscore the importance of regular geriatric assessments for PLHIV, including frailty and recurrent falls screening, to improve quality of life and prevent adverse outcomes. Interventions focused on lifestyle changes and rehabilitation can positively impact the physical and mental health of this population, emphasizing the need for multidimensional and personalized approaches.
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Luana Ferreira Campos
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TERAPIA HORMONAL DA MENOPAUSA E A INCIDÊNCIA DE HIPERTENSÃO ARTERIAL ENTRE MULHERES PARTICIPANTES DO ESTUDO LONGITUDINAL DE SAÚDE DO ADULTO (ELSA-Brasil)
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Orientador : ROQUE ARAS JUNIOR
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MEMBROS DA BANCA :
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ADRIANA LOPES LATADO BRAGA
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CRISTIANO RICARDO BASTOS DE MACÊDO
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ELIEUSA PEREIRA E SILVA
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ESTELA MARIA MOTTA LIMA LEAO DE AQUINO
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MARIA DA CONCEICAO CHAGAS DE ALMEIDA
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Data: 10/03/2025
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Introdução: A hipertensão arterial está entre os fatores de risco mais importantes para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, sendo nas mulheres mais prevalente no período da pós-menopausa. A terapia hormonal da menopausa (THM) define um conjunto de intervenções medicamentosas hormonais que são frequentemente utilizadas para o controle dos sintomas climatéricos intensos e moderados, porém ainda não está clara a influência dessa terapia na pressão arterial e sua associação com a hipertensão. Objetivos: Revisar a literatura disponível sobre o efeito da THM na pressão arterial de mulheres na pós-menopausa e sua associação com a hipertensão; e avaliar a associação entre o uso da THM e a hipertensão arterial incidente, em oito anos de acompanhamento entre mulheres brasileiras que passaram por menopausa natural. Métodos: Inicialmente foi realizada uma Revisão Sistemática com Metanálise de ensaios clínicos randomizados e estudos longitudinais. As diferenças médias padronizadas (SMD) foram calculadas como medidas de efeito, com resultados apresentados a partir de análises de subgrupos por tipo da THM. Nos artigos originais foram realizados estudos de coorte com 2.165 mulheres participantes do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto. O uso da THM foi avaliado na linha de base e em todas as avaliações do seguimento, com tempo médio de acompanhamento de oito anos. A hipertensão incidente foi definida na segunda e terceira avaliação após exclusão de hipertensas na linha de base. Associações foram estimadas por razões da taxa de incidência obtidos por modelos lineares generalizados, com distribuição de Poisson e função de ligação logarítmica, após ajustes de variáveis sociodemográficas, comportamentais e condições de saúde. As associações foram avaliadas por regime hormonal, via de administração e tempo de uso. Resultados: A meta-análise, realizada com 1.718 mulheres, mostrou um aumento na PAS com o uso de estrogênios equinos conjugados orais mais progestagênio (SMD = 0,60 mmHg, 95% CI = 0,19 - 1,01). No entanto, o uso oral ou transdérmico de estradiol mais progestagênio, estradiol isolado e tibolona não apresentaram nenhum efeito significativo. Na coorte identificaram-se 585 novos casos de hipertensão, correspondendo a uma taxa de incidência de 9,1/100.000 mulheres-ano. O uso da THM foi associado a um risco aumentado de hipertensão em 18% (IRR: 1.18; IC95%: 1.10–1.26) quando comparadas às mulheres que nunca utilizaram, após ajuste dos potenciais confundidores. Entre as mulheres em uso atual, o risco foi evidenciado especialmente entre as usuárias da terapia combinada de estrogênio com progestínico derivado de pregnano ou norpregnanos (IRR ajustado: 1.32; IC 95%: 1.02–1.72), e com o uso de tibolona (IRR ajustado: 1.28; IC 95%: 1.05–1.56), pela via de administração oral. Conclusão: A literatura evidencia que o efeito da THM sobre a pressão arterial é influenciado pela formulação utilizada, especialmente o tipo de estrogênio. As coortes sugerem que o uso da THM foi associado a hipertensão incidente em mulheres que passaram pela menopausa natural, após seguimento de oito anos, especialmente entre usuárias da terapia combinada de estrogênio com progestínico derivado de pregnano ou norpregnanos, e com o uso de tibolona, pela via de administração oral e tempo de exposição igual ou superior a 4 anos.
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Introduction: Hypertension is one of the most important risk factors for the development of cardiovascular diseases, being more prevalent in women during the postmenopausal period. Menopausal hormone therapy (MHT) refers to a set of hormonal medical interventions commonly used to control moderate to severe climacteric symptoms, however, the influence of this therapy on blood pressure and its association with hypertension remains unclear. Objectives: To review the available literature on the effect of HRT on blood pressure in postmenopausal women and its association with hypertension; and to evaluate the association between the use of HRT and incident hypertension in eight years of follow-up among Brazilian women who have undergone natural menopause. Methods: Initially, a Systematic Review with Meta-Analysis of randomized clinical trials and longitudinal studies was carried out. Standardized mean differences (SMD) were calculated as measures of effect. The results were presented using subgroup analyses by type of THM. The original articles were cohort studies of 2,165 women participating in the Longitudinal Study of Adult Health. THM use was assessed at baseline and at all follow-up assessments, with an average follow-up time of eight years. Incident hypertension was defined at the second and third assessments after excluding hypertensive women at baseline. Associations were estimated by incidence rate ratios obtained by generalized linear models, with Poisson distribution and logarithmic link function, after adjusting for sociodemographic and behavioral variables and health conditions. Associations were assessed by hormone regimen, route of administration and time of use. Results: The meta-analysis, carried out on 1,718 women, showed an increase in SBP with the use of oral conjugated equine estrogens plus progestogen (SMD = 0.60 mmHg, 95% CI = 0.19 - 1.01). However, the use of oral or transdermal estradiol plus progestogen, estradiol alone and tibolone had no significant effect. The cohort identified 585 new cases of hypertension, corresponding to an incidence rate of 9.1/100,000 women-years. THM use was associated with an 18% increased risk of hypertension (IRR: 1.18; 95% CI: 1.10 - 1.26) when compared to women who had never used it, after adjusting for potential confounders. Among women in current use, the risk was especially evident among users of combined estrogen therapy with pregnane derived progestins or norpregnanes (adjusted IRR: 1.32; 95% CI: 1.02-1.72), and with the use of tibolone (adjusted IRR: 1.28; 95% CI: 1.05-1.56), by the oral route of administration. Conclusion: The literature shows that the effect of HRT on blood pressure is influenced by the formulation used, especially the type of estrogen. The cohorts suggest that the use of THM was associated with incident hypertension in women who had gone through natural menopause, after a follow-up of eight years, especially among users of combined estrogen therapy with progestins derived from pregnane or norpregnanes, and with the use of tibolone, by the oral route of administration and exposure time equal to or greater than 4 years
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VINICIUS SANTOS NUNES
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FORMAS PECULIARES DE HEPATOTOXICIDADE NA ERA DOS MODISMOS CIBERNÉTICOS
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Orientador : RAYMUNDO PARANA FERREIRA FILHO
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MEMBROS DA BANCA :
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FERNANDO BESSONE
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ANTONIO RICARDO CARDIA FERRAZ DE ANDRADE
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GENARIO OLIVEIRA SANTOS JUNIOR
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LUCIA DE ARAUJO COSTA BEISL NOBLAT
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MARIO GUIMARÃES PESSOA
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Data: 17/03/2025
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Introdução e objetivo: A venopatia portal obliterativa (VPO) é uma das causas de hipertensão portal não cirrótica. No entanto, muitos aspectos da VPO permanecem obscuros, incluindo etiologia, patogênese e história natural. O objetivo deste estudo foi descrever as características clínicas da VPO em uma série de pacientes no Brasil, nos quais a VPO foi diagnosticada por meio de biópsia hepática. Métodos: Quarenta e três pacientes adultos consecutivos com VPO foram selecionados retrospectivamente como uma série de casos com base em critérios histológicos, definidos pela presença de pelo menos fibrose portal, flebosclerose, desaparecimento e/ou redução do calibre dos ramos da veia porta, e exclusão de cirrose. Dados clínicos e laboratoriais foram analisados. Hipertensão portal clinicamente significativa foi considerada na presença de varizes esofágicas e/ou ascite. Resultados: A idade média dos pacientes no momento do diagnóstico foi de 44,5 ± 11 anos, predominantemente do sexo feminino (81%). Hipertensão portal clinicamente significativa foi encontrada em 28% dos casos. A indicação mais frequente para biópsia hepática foi a elevação das enzimas hepáticas, principalmente a γ-glutamiltransferase (GGT) em 76% dos pacientes, com média de 222 UI/L (limite superior da normalidade até 40 UI/L) e alanina aminotransferase (ALT) em 64%, média de 84 UI/L (38 UI/L). Um terço de nossos pacientes estava exposto a medicamentos, especialmente fitoterápicos, no momento das alterações enzimáticas. Outros fatores de risco destacados foram características de autoimunidade em 25% dos pacientes ou trombofilia em 20%. Conclusão: A VPO pode ser diagnosticada mesmo antes do início da hipertensão portal, com elevação de ALT e, especialmente, GGT na maioria dos casos. Sua etiologia não está bem definida, mas doenças autoimunes, trombofilia e em especial o uso de medicamentos ou fitoterápicos podem desempenhar um papel importante.
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Background and Aim: Obliterative portal venopathy (OPV) is one of the causes of non-cirrhotic portal hypertension. However, many aspects of OPV remain unclear, including the etiology, pathogenesis, and natural history. The aim of this study was to describe the clinical features of OPV in a series of patients in Brazil in whom OPV was diagnosed through liver biopsy. Methods: Forty-three consecutive adult patients with OPV were retrospectively selected as a case series based on histologic criteria, defined by the presence of at least portal fibrosis, phlebosclerosis, disappearance and/or reduction of the caliber of portal vein branches, and exclusion of cirrhosis. Clinical and laboratory data were analyzed. Clinically significant portal hypertension was considered in the presence of esophageal varices and/or ascites. Results: The mean age of patients at diagnosis was 44.5 ± 11 years, who were pre- dominantly female (81%). Clinically significant portal hypertension was found in 28% of cases. The most frequent indication for liver biopsy was the elevation of liver enzymes, mostly γ-glutamyl transferase (GGT) in 76% of patients, averaging 222 IU/L (upper limit of normality up to 40 IU/L) and alanine aminotransferase (ALT) in 64%, mean 84 IU/L (38 IU/L). One-third of our patients had exposure to medications, especially herbal medicines, at the time of enzymatic changes. Other risk factors highlighted were features of autoimmunity in 25% of patients or thrombophilia in 20%. Conclusion: OPV can be diagnosed even before the onset of portal hypertension, ALT elevation, and especially GGT elevation in most cases. Its etiology is not defined, but autoimmune diseases, thrombophilia, and the use of medications or herbal medicines may play a role.
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Rachel Silvany Quadros Guimarães
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OS EFEITOS DA ESTIMULAÇÃO TRANSCRANIANA POR CORRENTE CONTÍNUA NA ATENÇÃO E NO CONTROLE INIBITÓRIO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE
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Orientador : RITA DE CASSIA SALDANHA DE LUCENA
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MEMBROS DA BANCA :
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ANA CALINE NOBREGA DA COSTA
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CAROLINA DE SOUZA MACHADO
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CLEBER LUZ SANTOS
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EDUARDO PONDE DE SENA
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NAYARA SILVA ARGOLLO
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Data: 25/04/2025
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O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neuropsiquiátrico caracterizado por dificuldades persistentes de atenção, impulsividade e hiperatividade, impactando significativamente o desempenho acadêmico, social e emocional de crianças e adolescentes. Embora o tratamento farmacológico com psicoestimulantes, como o metilfenidato, seja amplamente utilizado, uma parcela significativa dos pacientes apresenta resposta terapêutica insatisfatória ou efeitos colaterais adversos. Diante desse cenário, novas abordagens terapêuticas vêm sendo investigadas, dentre as quais a Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (tDCS) emerge como uma alternativa promissora para modular a atividade cerebral e melhorar o funcionamento executivo nesses indivíduos. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar os efeitos da tDCS aplicada no córtex pré- frontal dorsolateral esquerdo na atenção e no controle inibitório de crianças e adolescentes com TDAH. Para isso, foi conduzido um ensaio clínico randomizado, triplo-cego e controlado por placebo, expandindo os achados preliminares obtidos no estudo piloto publicado no Journal of Child Neurology, que já indicava benefícios cognitivos da tDCS. Enquanto o estudo piloto evidenciou melhorias na atenção seletiva e no controle inibitório por meio de testes neuropsicológicos, a presente pesquisa consolidou esses achados com uma amostra ampliada e metodologia mais robusta, permitindo maior confiabilidade e replicabilidade dos resultados. Metodologia: Os participantes foram avaliados antes e depois das sessões de tDCS com testes neuropsicológicos validados, como o TAVIS-3, NEPSY-II e Corsi Cubes. Os resultados demonstraram que a tDCS promoveu melhorias significativas na velocidade de resposta, redução de erros por omissão e aprimoramento no desempenho atencional e inibitório, sugerindo um efeito positivo na regulação das funções executivas. Além disso, o estudo confirmou a segurança da técnica, com efeitos adversos mínimos e transitórios, como leve prurido e formigamento no local da estimulação. Os achados desta pesquisa reforçam a viabilidade da tDCS como uma abordagem terapêutica complementar para o tratamento do TDAH, especialmente para indivíduos que não respondem bem aos tratamentos farmacológicos convencionais. No entanto, estudos futuros são necessários para avaliar a durabilidade dos efeitos da tDCS a longo prazo, otimizar os protocolos de estimulação e explorar combinações da tDCS com outras intervenções, como terapias comportamentais e treinamento cognitivo. Assim, esta pesquisa contribui para o avanço do conhecimento sobre o uso da neuromodulação no TDAH, ampliando o leque de estratégias terapêuticas disponíveis para essa população.
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Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD) is a neuropsychiatric condition characterized by persistent difficulties in attention, impulsivity, and hyperactivity, significantly impacting the academic, social, and emotional performance of children and adolescents. Although pharmacological treatment with psychostimulants, such as methylphenidate, is widely used, a significant proportion of patients experience inadequate therapeutic response or adverse side effects. Given this scenario, new therapeutic approaches are being explored, among which Transcranial Direct Current Stimulation (tDCS) has emerged as a promising alternative to modulate brain activity and improve executive functioning in these individuals. This study aimed to evaluate the effects of tDCS applied to the left dorsolateral prefrontal cortex on attention and inhibitory control in children and adolescents with ADHD. A randomized, triple-blind, placebo-controlled clinical trial was conducted, expanding the preliminary findings obtained in the pilot study published in the Journal of Child Neurology, which already indicated cognitive benefits of tDCS. While the pilot study demonstrated improvements in selective attention and inhibitory control through neuropsychological tests, the present research consolidated these findings with a larger sample and a more rigorous methodology, ensuring greater reliability and replicability of the results. Participants were assessed before and after tDCS sessions using validated neuropsychological tests, such as TAVIS-3, NEPSY-II, and Corsi Cubes. The results showed that tDCS led to significant improvements in response speed, reduction of omission errors, and enhancement in attentional and inhibitory performance, suggesting a positive effect on executive function regulation. Furthermore, the study confirmed the safety of the technique, with minimal and transient adverse effects, such as mild itching and tingling at the stimulation site. The findings of this study reinforce the feasibility of tDCS as a complementary therapeutic approach for ADHD treatment, particularly for individuals who do not respond well to conventional pharmacological treatments. However, future studies are needed to evaluate the long-term effects of tDCS, optimize stimulation protocols, and explore combinations of tDCS with other interventions, such as behavioral therapy and cognitive training. Thus, this research contributes to the advancement of knowledge on neuromodulation for ADHD, expanding the range of available therapeutic strategies for this population.
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Fernanda Albuquerque da Silva
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GÊNERO, SAÚDE MENTAL E QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES EM HEMODIÁLISE: ANÁLISE DO PROHEMO
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Orientador : ANTONIO ALBERTO DA SILVA LOPES
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MEMBROS DA BANCA :
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ANTONIO CARLOS BEISL NOBLAT
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ANTONIO RAIMUNDO PINTO DE ALMEIDA
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CAROLINA LARA NEVES
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DIMITRI GUSMAO FLORES
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MARCELO BARRETO LOPES
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Data: 20/06/2025
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Fundamentos e Objetivo: Os dados indicam que as mulheres com Doença Renal Crônica (DRC) estágio 5 tratadas por hemodiálise, quando comparadas aos homens, apresentam piores indicadores de qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS), e maiores níveis de sintomas depressivos, apesar de mortalidade ligeiramente menor. A espiritualidade e a fé religiosa têm sido sugeridas como potenciais fatores atenuantes dos impactos negativos da doença renal na QVRS dos pacientes em hemodiálise. Esta tese tem como objetivo comparar os níveis de QVRS e mortalidade entre homens e mulheres em tratamento por hemodiálise, investigando ainda o possível efeito modificador da idade nessas comparações. Além disso, avalia-se a percepção de homens e mulheres sobre o benefício da espiritualidade e da fé religiosa no enfrentamento da doença renal e a associação dessa percepção com escores de medidas de saúde mental. Métodos: O estudo foi baseado em dados do PROHEMO, uma coorte prospectiva desenvolvida na cidade de Salvador. Dados da linha de base foram usados para as medidas de QVRS e sintomas depressivos. O KDQOL-SF foi usado para os sumários dos componentes mental (MCS) e físico (PCS) de QVRS e o inventário de saúde mental (MHI-5) para avaliar diferenças nos escores de qualidade de vida e saúde mental entre homens e mulheres em hemodiálise. Os sintomas de depressão foram avaliados pelo CES-D. A aplicação do questionário sobre fé e crença religiosa (Anexo I) serviu para avaliar a importância da espiritualidade e da fé para os pacientes no que diz respeito a se ajustarem à doença renal e ao tratamento de hemodiálise. Modelos lineares foram usados para comparar escores de depressão e HRQoL, e modelos de Cox para mortalidade. Resultados: As mulheres apresentaram níveis mais baixos de QVRS e maiores de sintomas depressivos do que os homens, sendo mais amplas as diferenças em pacientes de idades mais avançadas HR -3,45 (-6,81; -0,70) para MCS e HR -3,16 (~5,72; -0,60) para PCS. A despeito da pior QVRS e maiores níveis de sintomas de depressão, a mortalidade em mulheres foi discretamente menor que nos homens HR 0,89 (0,71; 1,11). Os resultados não sofreram grandes alterações com ajustes para covariáveis. As mulheres, mais frequentemente que os homens, relataram a espiritualidade e a fé religiosa como altamente úteis para lidar com a doença renal. A percepção positiva em relação à espiritualidade e à fé se associou com melhor saúde mental, especialmente em mulheres. A diferença ajustada nos escores do MHI-5 foi de 15,1 para mulheres, comparada com 8,90 para homens. Já a diferença ajustada nos escores de MCS foi de 7,89 para mulheres e 3,86 para homens. Conclusão: Os resultados ressaltam a pior QVRS e maiores níveis de sintomas depressivos em mulheres em HDM, com maiores diferenças entre os sexos em pacientes mais idosos. Os dados sugerem que a percepção positiva em relação à espiritualidade e à fé religiosa é benéfica para a saúde mental dos pacientes em HDM, principalmente para as mulheres.
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Background and Objective: Data indicate that women with stage 5 Chronic Kidney Disease (CKD) undergoing hemodialysis present worse indicators of health-related quality of life (HRQoL) and higher levels of depressive symptoms than men, despite slightly lower mortality. Spirituality and religious faith have been suggested as potential attenuating factors for the negative impacts of CKD on patients' HRQoL. This thesis aims to compare HRQoL levels and mortality between men and women undergoing hemodialysis, while also investigating the potential modifying effect of age. Additionally, it evaluates the perception of both sexes regarding the benefit of spirituality and religious faith in coping with CKD and its association with mental health scores. Methods: The study is based on data from PROHEMO, a prospective cohort conducted in Salvador, Brazil. Baseline data were used for HRQoL and depressive symptom assessments. The KDQOL-SF was applied to obtain mental (MCS) and physical (PCS) component summaries of HRQoL, and the MHI-5 inventory was used to evaluate mental health. Depressive symptoms were assessed using the CES-D. The religious faith and belief questionnaire (Appendix I) assessed the importance of spirituality and faith for patients' adaptation to CKD and hemodialysis treatment. Linear models were used to compare HRQoL and depression scores, and Cox models for mortality. Results: Women had lower HRQoL scores and higher depressive symptom levels than men, with more significant differences among older patients: HR -3.45 (-6.81; -0.70) for MCS and HR -3.16 (~5.72; -0.60) for PCS. Despite worse HRQoL and higher levels of depressive symptoms, female mortality was slightly lower than that of males: HR 0.89 (0.71; 1.11). Results remained consistent after covariate adjustments. Women more frequently reported spirituality and religious faith as highly useful tools to cope with CKD. A positive perception of spirituality and faith was associated with better mental health, especially among women. The adjusted MHI-5 score difference was 15.1 for women compared to 8.90 for men; adjusted MCS score differences were 7.89 for women and 3.86 for men. Conclusion: The findings highlight worse HRQoL and more depressive symptoms in women undergoing hemodialysis, particularly among older individuals. A positive perception of spirituality and religious faith appears beneficial for mental health in hemodialysis patients, especially women. Keywords:
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HIGINA KELLY LEMOS FERRAZ
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ADOECIMENTO MENTAL E QUALIDADE DE VIDA EM PROFISSIONAIS INTENSIVISTAS: ANÁLISES DO PERÍODO ANTERIOR E NO DECU RSO DA PANDEMIA DA COVID 19
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Orientador : LILIANE ELZE FALCAO LINS KUSTERER
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MEMBROS DA BANCA :
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DURVAL CAMPOS KRAYCHETE
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EDUARDO MARTINS NETTO
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FERNANDO MARTINS CARVALHO
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Luzia Estela Menezes Luz Marques
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RICARDO AVILA CHALHUB
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Data: 04/07/2025
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OBJETIVO: Avaliar situações de estresse, transtornos mentais comuns (TMC) e a qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) em profissionais de terapia intensiva, antes e durante a pandemia da COVID-19. MÉTODO: Foram realizadas duas análises: uma transversal, com 195 profissionais em 2019, e uma longitudinal, com 82 profissionais avaliados antes da pandemia e ao final do primeiro ano pandêmico. A coleta de dados ocorreu em um hospital público de grande porte, em Salvador (BA), por meio de questionário autoaplicável e anônimo, contendo seções sobre dados sociodemográficos, relato de situações de estresse relacionadas ao trabalho, o Self-Reporting Questionnaire-20 (SRQ-20) e o 36-Item Short Form Health Survey (SF-36). Para a análise do SF-36, utilizaram-se escores normalizados com média de 50 e desvio padrão de 10. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia (parecer nº 3.213.507). RESULTADOS: No primeiro estudo, 29,7% dos profissionais apresentaram rastreamento positivo para TMC, principalmente entre os profissionais de enfermagem (RP = 2,3; IC 95%: 1,2–4,4; p < 0,01), quando comparados a técnicos de enfermagem, fisioterapeutas e médicos. A QVRS apresentou escores baixos em todos os domínios, com destaque para função social (44,3 ± 10,2) e emocional (45,9 ± 10,6). O SRQ-20 correlacionou-se significativamente com os domínios dor corporal, saúde geral, vitalidade, função social, saúde mental e o componente de saúde mental do SF-36v2 (p < 0,01). Profissionais com rastreamento positivo para TMC apresentaram níveis mais baixos de QVRS. No estudo longitudinal, observou-se um aumento de 41,6% no rastreamento de casos de TMC durante a pandemia. Os sintomas mais frequentes relatados no SRQ-20 nesse período foram: dor de cabeça recorrente (p < 0,01),falta de apetite (p = 0,02) e má digestão (p = 0,03). Houve maior comprometimento nas dimensões de função emocional (p < 0,05) e função física (p = 0,02), com efeitos de grande e moderada magnitude, respectivamente. A baixa realização profissional foi à situação relacionada ao estresse no trabalho que apresentou aumento significativo (p = 0,01). CONCLUSÃO: Os profissionais de saúde atuantes na terapia intensiva apresentaram considerável número de possíveis casos de TMC, níveis reduzidos de QVRS e relato frequente de baixa realização profissional como situação de estresse ocupacional. A pandemia de COVID-19 evidenciou impactos negativos significativos sobre esses aspectos.
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OBJECTIVE: To assess stress situations, common mental disorders (CMD), and health-related quality of life (HRQoL) among intensive care professionals before and during the COVID-19 pandemic. METHODS: Two analyses were conducted: a cross-sectional study with 195 professionals in 2019 and a longitudinal study with 82 professionals evaluated before the pandemic and at the end of its first year. Data collection took place at a large public hospital in Salvador, Bahia (Brazil), using an anonymous self-administered questionnaire containing sections on sociodemographic data, work-related stress situations, the Self-Reporting Questionnaire-20 (SRQ-20), and the 36-Item Short Form Health Survey (SF-36). For the analysis of the SF-36, normalized scores were used, with a mean of 50 and a standard deviation of 10. The study was approved by the Research Ethics Committee of the Faculty of Medicine of Bahia, Federal University of Bahia (approval no. 3.213.507). RESULTS: In the cross-sectional study, 29.7% of professionals screened positive for CMD, especially among nursing professionals (PR = 2.3; 95% CI: 1.2–4.4; p < 0.01), when compared to nursing technicians, physical therapists, and physicians. HRQoL scores were low across all domains, particularly in social functioning (44.3 ± 10.2) and emotional role functioning (45.9 ± 10.6). The SRQ-20 showed significant correlations with the domains of bodily pain, general health, vitality, social functioning, mental health, and the mental health component of the SF-36v2 (p < 0.01). Professionals who screened positive for CMD had lower HRQoL levels. In the longitudinal study, there was a 41.6% increase in the screening of possible CMD cases during the pandemic. The most frequently reported symptoms on the SRQ-20 during this period were recurrent headaches (p < 0.01), lack of appetite (p = 0.02), and poor digestion (p = 0.03). Greater impairment was observed in the emotional role functioning (p < 0.05) and physical functioning (p = 0.02) dimensions, with large and moderate effect sizes, respectively. Low professional fulfillment was the work-related stress situation that showed a significant increase (p = 0.01). CONCLUSION: Intensive care professionals showed a considerable number of possible CMD cases, reduced HRQoL levels, and frequent reports of low professional fulfillment as a source of occupational stress. The COVID-19 pandemic had a significant negative impact on these aspects.
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DANIELE DE BRITO WANDERLEY
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PERFIL CLÍNICO, EPIDEMIOLÓGICO E DE INCLUSÃO ESCOLAR DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM AUTISMO SEM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NA CIDADE DE SALVADOR E REGIÃO METROPOLITANA
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Orientador : RITA DE CASSIA SALDANHA DE LUCENA
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MEMBROS DA BANCA :
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ALINE SANTOS SAMPAIO
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ANGELA PEIXOTO DE MATTOS
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IVETE MARIA SANTOS
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MAIRA ARAUJO DE OLIVA GENTIL
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MILENA PEREIRA PONDE
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Data: 11/07/2025
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Objetivo: Caracterizar o perfil clínico, epidemiológico e de inclusão escolar de crianças e adolescentes com autismo sem deficiência intelectual na cidade de Salvador e região metropolitana. Métodos: Trata-se de um estudo observacional transversal realizado entre março de 2022 e setembro de 2023, com participantes entre 6 e 18 anos com diagnóstico de TEA sem DI (QI ≥ 75), realizado em Salvador e região metropolitana. A análise bivariada foi conduzida com o teste do qui-quadrado para varáveis categóricas, e com testes não paramétricos para variáveis contínuas. Foram realizadas entrevistas clínicas, com aplicação do WASI e instrumentos padronizados (CBCL, SNAP-IV 26, ASRS) para avaliar marcos do desenvolvimento, habilidades cognitivas e sintomas comportamentais. Resultados: O estudo incluiu 74 participantes, com média de idade de 9,8 ± 2,9 anos, dos quais 64 (86,5%) eram do sexo masculino. Mães e pais tinham média de idade de 33,4 ± 5,5 e 30,2 ± 5,7 anos, respectivamente, com 64,9% das mães e 47,9% dos pais tendo concluído o ensino superior. Ansiedade generalizada e depressão foram os históricos psiquiátricos mais frequentes relatados pelos pais. As pontuações medianas de QI foram: total 100 (88–113), verbal 102 (85–117) e desempenho 97 (90–108). Enquanto 82,5% das crianças falaram suas primeiras palavras antes dos 24 meses, apenas 40% foram capazes de formar frases aos 2 anos de idade. Alterações na prosódia, dificuldades pragmáticas e ecolalia estavam presentes em mais de 40% dos casos. Sintomas moderados ou graves de desatenção, hiperatividade e comportamentos de oposição foram observados em 33,8%, 16,2% e 16,2% dos participantes, respectivamente. Sintomas internalizantes estavam presentes em 27% e sintomas externalizantes em 15% da amostra. Cerca de 85% das crianças buscaram algum nível de interação social, embora 48% apresentassem irritabilidade ou explosões de raiva nesses contextos. Crianças que socializavam melhor estavam mais frequentemente envolvidas em terapias como fonoaudiologia e terapia ocupacional. Dificuldades acadêmicas foram identificadas em 47% da amostra, sendo mais comuns entre aqueles com escores mais baixos de QI executivo e sintomas de desatenção, hiperatividade e oposição. Os desafios de aprendizagem incluíram dificuldades com interpretação de texto (31%), produção de texto (24%), leitura e matemática (19% cada). Queixas de bullying foram relatadas por 30% dos participantes, sem associação significativa com tipo ou presença de psicoterapia. Os principais desafios percebidos pelos pais foram fatores sensoriais e ambientais, dificuldades com o currículo escolar e com a integração social. Conclusão: Apesar de classificados como necessitando de menor suporte, pacientes com TEA sem DI apresentam desafios comportamentais e cognitivos significativos, incluindo atrasos de linguagem, desatenção, sintomas internalizantes e dificuldades de aprendizagem. Esses achados enfatizam a necessidade de estratégias educacionais e terapêuticas direcionadas para abordar seus perfis comportamentais e de desenvolvimento específicos.
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Objective: To characterize the clinical, epidemiological, and school inclusion profile of children and adolescents with autism without intellectual disability in the city of Salvador and its metropolitan region. Methods: This is a cross-sectional observational study conducted between March 2022 and September 2023, involving participants aged 6 to 18 years diagnosed with ASD without ID (IQ ≥ 75), in Salvador and the metropolitan area. Bivariate analysis was conducted using the chi-square test for categorical variables and non-parametric tests for continuous variables. Clinical interviews were carried out, along with the administration of the WASI and standardized instruments (CBCL, SNAP-IV 26, ASRS) to assess developmental milestones, cognitive abilities, and behavioral symptoms. Results: The study included 74 participants, with a mean age of 9.8 ± 2.9 years, of whom 64 (86.5%) were male. Mothers and fathers had a mean age of 33.4 ± 5.5 and 30.2 ± 5.7 years, respectively, with 64.9% of mothers and 47.9% of fathers having completed higher education. Generalized anxiety and depression were the most frequently reported psychiatric histories among parents. Median IQ scores were: total 100 (88–113), verbal 102 (85–117), and performance 97 (90–108). While 82.5% of the children spoke their first words before 24 months, only 40% were able to form sentences by age two. Prosody issues, pragmatic difficulties, and echolalia were present in over 40% of the cases. Moderate or severe symptoms of inattention, hyperactivity, and oppositional behavior were observed in 33.8%, 16.2%, and 16.2% of participants, respectively. Internalizing symptoms were present in 27% and externalizing symptoms in 15% of the sample. About 85% of the children sought some level of social interaction, although 48% displayed irritability or temper outbursts in these contexts. Children with better socialization skills were more frequently involved in therapies such as speech and occupational therapy. Academic difficulties were identified in 47% of the sample, being more common among those with lower executive IQ scores and symptoms of inattention, hyperactivity, and oppositional behavior. Learning challenges included difficulties with text interpretation (31%), writing production (24%), reading and math (19% each). Bullying complaints were reported by 30% of participants, with no significant association with the type or presence of psychotherapy. The main challenges perceived by parents were sensory and environmental factors, difficulties with the school curriculum, and with social integration. Conclusion: Although classified as requiring lower levels of support, individuals with ASD without ID present significant behavioral and cognitive challenges, including language delays, inattention, internalizing symptoms, and learning difficulties. These findings underscore the need for targeted educational and therapeutic strategies to address their specific behavioral and developmental profiles
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Gabriel de Toledo Telles Araújo
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IMPACTO DAS DISFUNÇÕES NEUROSSENSORIAIS NA QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE GERAL (QVRS)
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Orientador : LILIANE ELZE FALCAO LINS KUSTERER
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MEMBROS DA BANCA :
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PAULO SÉRGIO DA SILVA SANTOS
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FERNANDO MARTINS CARVALHO
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LILIANE ELZE FALCAO LINS KUSTERER
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MARILIA DE MATOS AMORIM
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PATRICIA MIRANDA LEITE RIBEIRO
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Data: 21/07/2025
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Objetivo: Comparar a qualidade de vida relacionada à saúde (HRQoL), características sociodemográficas, sintomas psicológicos, perfis de dor e o uso de terapias farmacológicas e complementares em pacientes com fibromialgia (FM) e dor neuropática (DN). Adicionalmente, este estudo teve como objetivo investigar a eficácia da fotobiomodulação (PBMT) no tratamento de disfunções neurossensoriais, especialmente no contexto de sequelas pós-COVID-19. Métodos: Realizou-se uma revisão sistemática para avaliar a eficácia da PBMT no manejo de disfunções neurossensoriais persistentes pós-COVID-19 e seu impacto na qualidade de vida. Também foi conduzido um estudo transversal para avaliar a HRQoL em pacientes com FM e DN. Dados sociodemográficos e clínicos foram coletados por meio de questionário estruturado. As características da dor, a HRQoL (RAND-36), a saúde mental (SRQ-20, HADS) e a incapacidade funcional (RMDQ) foram avaliadas com instrumentos validados. Utilizaram-se estatísticas descritivas, testes do qui-quadrado e t de Student (p < 0,05). Resultados: A revisão sistemática resultou na inclusão de 10 estudos para análise qualitativa. No estudo transversal, pacientes com FM e DN apresentaram escores reduzidos de HRQoL, sendo os comprometimentos mais acentuados no grupo com FM, especialmente nos domínios de capacidade física (16,66 vs. 42,29; p < 0,001), limitações por aspectos físicos (5,73 vs. 24,30; p = 0,012), limitações emocionais (13,11 vs. 38,73; p = 0,004) e energia/vitalidade (25,16 vs. 45,40; p < 0,001). Altos níveis de ansiedade, depressão e sofrimento mental foram observados em ambos os grupos. Conclusão: PBMT contribui para a recuperação de disfunções neurossensoriais, com impacto positivo na percepção geral de saúde e no bem-estar social. Pacientes com fibromialgia apresentaram maior comprometimento global em todos os domínios do RAND-36, especialmente na capacidade física e na dor. Ambos os grupos demonstraram níveis elevados de sofrimento psicológico e incapacidade funcional, reforçando a necessidade de abordagens multidimensionais e individualizadas no manejo da dor crônica.
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Objective: To compare health-related quality of life (HRQoL), sociodemographic characteristics, psychological symptoms, pain profiles, and the use of pharmacological and complementary therapies in patients with fibromyalgia (FM) and neuropathic pain (NP). Additionally, this study aimed to investigate the efficacy of photobiomodulation therapy (PBMT) in the treatment of neurosensory dysfunctions, particularly in the context of post-COVID-19 sequelae.Methods: A systematic review was conducted to assess the efficacy of PBMT in managing persistent post-COVID-19 neurosensory dysfunctions and its impact on quality of life. Furthermore, a cross-sectional study was performed to evaluate HRQoL in patients with FM and NP. Sociodemographic and clinical data were collected using a structured questionnaire. Pain characteristics, HRQoL (RAND-36), mental health (SRQ-20, HADS), and functional disability (RMDQ) were assessed using validated instruments. Descriptive statistics, chi-square tests, and Student’s t-tests were applied (p < 0.05).Results: The systematic review resulted in evaluation, with ten articles ultimately included in the qualitative analysis. In the cross-sectional study, both FM and NP patients showed reduced HRQoL scores. However, FM patients exhibited significantly greater impairments in physical functioning (16.66 vs. 42.29; p < 0.001), role limitations due to physical health (5.73 vs. 24.30; p = 0.012), emotional role limitations (13.11 vs. 38.73; p = 0.004), and energy levels (25.16 vs. 45.40; p < 0.001). High levels of anxiety, depression, and mental distress were observed in both groups.Conclusions: The review demonstrated that PBMT contributes to the recovery of neurosensory dysfunctions, with a positive impact on overall health perception and social well-being. FM patients presented greater overall impairment across all RAND-36 domains, particularly in physical functioning and pain. Both FM and NP groups exhibited high levels of psychological distress and functional disability, highlighting the need for multidimensional and individualized approaches to chronic pain management.
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IRIS FABIOLA MONTAÑO CASTELLON
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INCIDÊNCIA DE COVID, CARACTERIZAÇÃO CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICA E GENÉTICA EM TRABALHADORES DA SAÚDE.
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Orientador : CARLOS ROBERTO BRITES ALVES
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MEMBROS DA BANCA :
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EDUARDO SPRINZ
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DIMITRI GUSMAO FLORES
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EDUARDO MARTINS NETTO
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Luzia Estela Menezes Luz Marques
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MARGARIDA CELIA LIMA COSTA NEVES
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Data: 31/07/2025
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Introdução: Ao final do primeiro semestre da pandemia, o Brasil figurava como o terceiro país mais afetado pela COVID-19 no mundo. Normalmente, os trabalhadores da saúde (TS) constituem um grupo de risco devido à exposição frequente e próxima a pacientes infectados. Apesar do crescente número de estudos sobre o tema, ainda existem lacunas no conhecimento acerca das características e dos fatores de risco para infecção entre TS. Fatores sociodemográficos e genéticos podem influenciar a susceptibilidade à infecção e os desfechos clínicos da COVID-19. Esta tese tem como objetivo estimar a incidência da infecção e os sintomas relatados associados à infecção por SARS-CoV-2 entre TS em um hospital terciário de Salvador, Brasil, além de investigar a associação entre formas mais graves da infecção e variantes genéticas nos genes mTOR (rs1057079 e rs2536) e AKT1 (rs1130214 e rs2494746). Métodos: A presente tese está baseada em três artigos publicados. O primeiro estudo, de delineamento transversal, incluiu 2.083 trabalhadores da saúde (TS) avaliados entre maio e setembro de 2020, com testagem sorológica (IgG e IgM). Para confirmação, amostras reativas de IgG foram reavaliadas por ELISA e, em caso de positividade para IgM, os participantes realizaram RT-PCR em amostras de saliva. Aplicou-se também um questionário estruturado. Estimou-se a razão de incidência (RI) para associações univariadas, e variáveis com p < 0,20 foram incluídas em modelos de regressão logística binária. Os dois estudos seguintes foram multicêntricos, de natureza genética, e incluíram 508 indivíduos não vacinados contra a COVID-19 (216 casos leves e 292 graves), recrutados entre abril de 2020 e abril de 2021 em hospitais da Bahia e da Paraíba. As variantes genéticas foram genotipadas por RT-qPCR, e os níveis plasmáticos de TNF e IL-6 foram dosados por ELISA. Realizaram-se análises de regressão logística para gravidade e desfechos críticos, ajustadas por idade, sexo, hipertensão, diabetes e cardiopatia, além de curvas de Kaplan–Meier para estimar a sobrevida. Resultados: Foram incluídos 2.083 trabalhadores da saúde (TS), com média de idade de 40,6 ± 10,1 anos, sendo 71,8% mulheres e 77,8% pessoas não brancas. Dentre eles, 271 (13,0%) e 25 (1,2%) testaram positivo para IgG e IgM contra o SARS-CoV-2, respectivamente, e três apresentaram RT-PCR positivo. Ocupações auxiliares [razão de incidência (RI): 4,96], ensino fundamental (RI: 2,91), ensino médio (RI: 2,89) e religião católica (RI: 2,16) foram associados à soropositividade. Anosmia (RI: 7,41) e ageusia (RI: 8,51) foram os sintomas mais frequentemente relatados. Os estudos genéticos mostraram que o alelo T da variante rs1057079 (mTOR) foi associado à forma grave da doença [odds ratio (OR): 2,19] e à internação em UTI (OR: 2,38). Já o alelo T da rs2536 foi associado à mortalidade [hazard ratio (HR): 3,33]. Altos níveis plasmáticos de TNF e IL-6 foram observados nos casos graves. A variante rs2494746 (AKT1) foi associada a maior risco de gravidade (OR: 7,81), admissão em UTI (OR: 4,03) e óbito (OR: 12,86), além de maiores concentrações de TNF e dímero-D nos genótipos de risco. Conclusão: Trabalhadores da saúde (TS) em condições de maior vulnerabilidade social — como baixa renda familiar, menor escolaridade, ocupações auxiliares e pessoas negras — apresentaram maior probabilidade de infecção por COVID-19. Além disso, pessoas religiosas também apresentaram maior risco de infecção. Variantes genéticas nos genes mTOR e AKT1 foram associadas a desfechos clínicos desfavoráveis, como necessidade de suporte intensivo e óbito. Esses achados reforçam a importância de estratégias preventivas que considerem tanto as desigualdades sociais quanto os perfis genéticos de risco, visando à mitigação do impacto da doença.
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Introduction: By the end of the first half of the COVID-19 pandemic, Brazil ranked as the third most affected country in the world. Healthcare workers (HCWs) are generally considered a high-risk group due to their frequent and close contact with infected patients. Despite the growing number of studies on this topic, gaps remain in the understanding of the characteristics and risk factors associated with infection among HCWs. Sociodemographic and genetic factors may influence susceptibility to infection and the clinical outcomes of COVID-19. This thesis aims to estimate the incidence of SARS-CoV-2 infection and the self-reported symptoms associated with it among HCWs at a tertiary hospital in Salvador, Brazil. It also investigates the association between severe forms of the disease and genetic variants in the mTOR (rs1057079 and rs2536) and AKT1 (rs1130214 and rs2494746) genes. Methods: This thesis is based on three published articles. The first was a cross-sectional study that included 2,083 HCWs evaluated between May and September 2020, who underwent serological testing for IgG and IgM. For confirmation, reactive IgG samples were retested using ELISA. In cases of IgM positivity, participants also underwent RT-PCR testing using saliva samples. A structured questionnaire was also administered. Incidence ratios (IR) were estimated for univariate associations, and variables with p < 0.20 were included in binary logistic regression models. The two subsequent studies were multicenter genetic investigations that included 508 unvaccinated individuals with COVID-19 (216 mild cases and 292 severe cases), recruited between April 2020 and April 2021 from hospitals in Bahia and Paraíba. Genetic variants were genotyped by RT-qPCR, and plasma levels of TNF and IL-6 were measured by ELISA. Logistic regression analyses were performed for severity and critical outcomes, adjusted for age, sex, hypertension, diabetes, and heart disease. Kaplan–Meier curves were used to estimate survival. Results: A total of 2,083 HCWs were included, with a mean age of 40.6 ± 10.1 years; 71.8% were female and 77.8% identified as non-white. Among them, 271 (13.0%) and 25 (1.2%) tested positive for IgG and IgM against SARS-CoV-2, respectively, and three tested positive by RT-PCR. Auxiliary occupations [IR: 4.96], lower educational levels—elementary (IR: 2.91) and secondary education (IR: 2.89)—and Catholic religion (IR: 2.16) were associated with seropositivity. Anosmia (IR: 7.41) and ageusia (IR: 8.51) were the most frequently reported symptoms.The genetic studies showed that the T allele of the rs1057079 variant (mTOR) was associated with severe disease [odds ratio (OR): 2.19] and ICU admission (OR: 2.38). The T allele of rs2536 was associated with mortality [hazard ratio (HR): 3.33]. Higher plasma levels of TNF and IL-6 were observed in severe cases. The rs2494746 variant (AKT1) was associated with increased risk of disease severity (OR: 7.81), ICU admission (OR: 4.03), and death (OR: 12.86), as well as elevated TNF and D-dimer concentrations in high-risk genotypes.
Conclusion: HCWs in situations of greater social vulnerability—such as those with low household income, lower education levels, auxiliary occupations, and individuals identifying as Black—had a higher probability of SARS-CoV-2 infection. In addition, religious individuals also showed an increased risk of infection. Genetic variants in the mTOR and AKT1 genes were associated with unfavorable clinical outcomes, such as the need for intensive care and death. These findings underscore the importance of preventive strategies that take into account both social inequalities and genetic risk profiles, aiming to mitigate the impact of the disease.
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ITANA DE MATTOS PINTO E PASSOS
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DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DAS MALFORMAÇÕES MULLERIANAS: 14 ANOS DE EXPERIÊNCIA EM CENTRO TERCIÁRIO DE REFERÊNCIA
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Orientador : RENATA LOPES BRITTO
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MEMBROS DA BANCA :
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NILMA ANTAS NEVES
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SANDRA SERAPIAO SCHINDLER
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VERA LUCIA RODRIGUES LOBO
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MARCIA SACRAMENTO CUNHA MACHADO
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PAULA MATOS OLIVEIRA
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Data: 09/09/2025
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Introdução e Objetivo: As malformações mullerianas são anomalias genitais congênitas que ocorrem no período embrionário, se apresentam das mais diversas formas e causam grande impacto negativo na vida das mulheres, com graves repercussões na sexualidade, reprodução e qualidade de vida. Os tratamentos indicados são cirurgia adequada a cada caso e dilatação vaginal, enquanto alguns tipos não necessitam de intervenção. O objetivo deste estudo foi relatar o seguimento de pacientes do diagnóstico ao ttratamento. Casuística e Método: Relato de 95 casos de pacientes portadoras de malformações mullerianas, atendidas em hospital universitário terciário de referência no manejo de anomalias do desenvolvimento genital, num período de 14 anos (2010 a 2023). Os dados foram obtidos através de revisão de prontuários. Resultados: As anomalias mais frequentes foram síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser (28,4%), síndrome de Herlyn-Werner-Wunderlich (21,1%), útero septado (11,6%), septo vaginal transverso (9,5%), agenesia de colo e vagina (7,4%) e útero unicorno com corno rudimentar funcionante não comunicante (7,4%). As queixas principais foram amenorreia primária (61,1%) e dor pélvica (52,6%%). Agenesia renal unilateral foi identificada em 37,9% dos casos. Cinquenta e oito pacientes foram submetidas a procedimento cirúrgico, 45 com resultado satisfatório e 13 encaminhadas para nova abordagem, complementação com dilatação vaginal ou tratamento clínico. Catorze fizeram dilatação vaginal, sete com dilatadores (uma com sucesso) e sete através de relação sexual (3 com sucesso). Duas gestaram após procedimento cirúrgico e uma gestou sem intervenção, todas com desfecho obstétrico favorável. Vinte perderam o seguimento. Pacientes com anomalias obstrutivas procuraram o serviço com idade mais precoce devido à amenorreia e dor intensa causada pela retenção do fluxo menstrual. As que não tinham dor procuram atendimento um pouco mais tarde. Conclusão: Apesar de ser considerada doença rara, a frequência das malformações mullerianas é maior que o esperado e a maioria das pacientes só são diagnosticadas após a puberdade. Algumas mulheres com problemas reprodutivos têm diagnóstico de malfomação mulleriana apenas durante a investigação da infertilidade. A cirurgia nas malformações obstrutivas tem bons resultados, enquanto a agenesia vaginal tem seguimento difícil, com recomendação para dilatação vaginal como primeira escolha, ainda sem consenso, porém as pacientes têm grande dificuldade para realizar o procedimento. Algumas malformações demandam apenas acompanhamento clínico.
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Introduction and Objective: Mullerian malformations are congenital genital anomalies that occur during the embryonic period. They present in various forms and can have a significant negative impact on women's lives, with serious repercussions on sexuality, reproduction, and quality of life. Treatment options include case-specific surgical correction and vaginal dilation, while some types require no intervention. The objective of this study was to report the clinical follow-up of patients from diagnosis to treatment. Materials and Methods: Reports of 95 cases of patients with mullerian malformations treated at a tertiary university referral hospital for genital development anomalies over a 14-year period (2010–2023). Data were obtained through review of medical records. Results: The most frequent anomalies were Mayer-RokitanskyKuster-Hauser syndrome (28.4%), Herlyn-Werner-Wunderlich syndrome (21.1%), septate uterus (11.6%), transverse vaginal septum (9.5%), cervical and vaginal agenesis (7.4%), and unicornuate uterus with a non-communicating functional rudimentary horn (7.4%). The most common complaints were primary amenorrhea (61.1%) and pelvic pain (52.6%). Unilateral renal agenesis was identified in 37.9% of cases. Fifty-eight patients underwent surgical procedures, 45 of whom had satisfactory outcomes, while 13 required additional management with further surgery, vaginal dilation, or clinical treatment. Fourteen patients underwent vaginal dilation: seven with dilators (one successful), and seven through sexual intercourse (three successful). Two patients became pregnant after surgical intervention and one conceived without intervention; all pregnancies had favorable obstetric outcomes. Twenty patients were lost to follow-up. Patients with obstructive anomalies sought care earlier due to primary amenorrhea and intense pelvic pain caused by menstrual flow retention. Those without pain tended to present later. Conclusion: Although considered a rare condition, the incidence of mullerian malformations appears to be higher than expected, with most diagnoses made only after puberty. Some women are diagnosed only during infertility investigations. Surgical management of obstructive malformations yields good results, while follow-up in cases of vaginal agenesis remains challenging. Vaginal dilation is strongly recommended as the firstline treatment, although consensus is lacking, and many patients struggle to perform the procedure. Some malformations requires only clinical follow-up.
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ISIS RESENDE RAMOS
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DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE UMA ESCALA DE AVALIAÇÃO DE MOBILIDADE PARA PACIENTES ADULTOS HOSPITALIZADOS - HMOB
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Orientador : BRUNO PRATA MARTINEZ
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MEMBROS DA BANCA :
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FERNANDO SILVA GUIMARAES
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CASSIO MAGALHAES DA SILVA E SILVA
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FERNANDA WARKEN ROSA CAMELIER
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HELENA FRANCA CORREIA
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LAISA LIANE PAINEIRAS DOMINGOS
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Data: 23/09/2025
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Objetivo: Desenvolver e validar as propriedades de medida de uma escala unidimensional, abrangente e clinicamente viável para a avaliação da mobilidade em pacientes adultos com diversos perfis clínicos no ambiente hospitalar. Métodos: Estudo de clinimetria que seguiu as normas COSMIN e foi dividido em duas fases. A fase 1 consistiu na geração dos itens da Escala de Mobilidade Hospitalar (HMob), e a fase 2 envolveu a testagem dos itens e a avaliação das propriedades de medida. Avaliadores treinados aplicaram a escala em uma unidade de terapia intensiva (UTI) geral e em três unidades de enfermaria. A confiabilidade intra-avaliador e interavaliadores foi avaliada pelo Coeficiente de Correlação Intraclasse (CCI) e a confiabilidade absoluta pelo teste de Bland-Altman. A consistência interna foi verificada pelo alfa de Cronbach. A validade de conteúdo foi estabelecida por um comitê de especialistas e a validade concorrente foi avaliada pela correlação de Pearson com a escala FSS-ICU e o domínio motor da Medida de Independência Funcional (MIF). Os efeitos teto e chão foram testados por frequência, sendo considerados presentes se 15% ou mais dos itens atingissem os escores máximo ou mínimo. Resultados: O estudo resultou no desenvolvimento e validação da Escala de Avaliação da Mobilidade Hospitalar (HMob). A escala é unidimensional composta por 15 ítens relacionados a mobilidade, dividida em 3 blocos (bloco 1 denominado mobilidade no leito; bloco 2 mobilidade beira leito; bloco 3 mobilidade no espaço), possuindo sistema de pontuação alfanumérico. O bloco 1 possui escore de 0 a 42 pontos, bloco 2 de 0 a 24 pontos assim como no bloco 3, perfazendo um escore geral que varia de 0 a 90 pontos. Quanto maior a pontuação obtida melhor a mobilidade do paciente. O instrumento demonstrou excelente confiabilidade intravaliador (CCI 0,982) e o CCI inter-avaliador de 0,993 (A1-B) e 0,986 (A2-B), respectivamente. A consistência interna (α = 0.949 e ω = 0,963) e a validade concorrente também foram excelentes em relação à FSS-ICU e ao domínio motor da MIF (coeficientes de correlação de Pearson de 0,967 e 0,926, respectivamente). Foi mensurado 20,9% de efeito teto e 0% de efeito piso. Conclusão: A HMob foi eficaz para avaliar a mobilidade hospitalar de pacientes adultos, com excelente confiabilidade e validade, preenchendo lacunas de outras ferramentas existentes. Trata-se de uma ferramenta viável e acessível para uso em pacientes hospitalizados.
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Objective: To develop and validate the measurement properties of a unidimensional, comprehensive, and clinically viable scale for assessing mobility in adult patients with diverse clinical profiles in the hospital setting. Methods: This clinimetric study followed COSMIN standards and was divided into two phases. Phase 1 consisted of generating the items for the Hospital Mobility Scale (HMob), and phase 2 involved testing the items and assessing their measurement properties. Trained raters administered the scale in a general intensive care unit (ICU) and three nursing units. Intra-rater and inter-rater reliability was assessed using the Intraclass Correlation Coefficient (ICC), and absolute reliability was assessed using the Bland-Altman test. Internal consistency was verified using Cronbach's alpha. Content validity was established by a committee of experts, and concurrent validity was assessed using Pearson's correlation with the FSS-ICU scale and the motor domain of the Functional Independence Measure (FIM). Ceiling and floor effects were tested using frequency, and were considered present if 15% or more of the items reached the maximum or minimum scores. Results: The study resulted in the development and validation of the Hospital Mobility Assessment Scale (HMob). The scale is unidimensional, composed of 15 mobility-related items, divided into 3 blocks (Block 1: bed mobility; Block 2: bedside mobility; Block 3: mobility in space), featuring an alphanumeric scoring system. Block 1 has a score range of 0 to 42 points, Block 2 from 0 to 24 points, as does Block 3, yielding an overall score ranging from 0 to 90 points. A higher score indicates better patient mobility. The instrument demonstrated excellent intra-rater reliability (ICC 0.982) and inter-rater ICCs of 0.993 (A1-B) and 0.986 (A2-B) respectively. Internal consistency (α = 0.949 and ω = 0,963) and concurrent validity were also excellent in relation to the FSS-ICU and the FIM motor domain (Pearson correlation coefficients of 0.967 and 0.926, respectively). A ceiling effect of 20.9% and a floor effect of 0% were measured. Conclusion: The HMob was effective in assessing hospital mobility in adult patients, demonstrating excellent reliability and validity, and filling gaps in other existing tools. It is a viable and accessible tool for use with hospitalized patients.
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Ana Paula de Oliveira Lédo
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INCIDÊNCIA, FATORES ASSOCIADOS E PROGNÓSTICO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: RESULTADOS DA COORTE ELSA-BRASIL
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Orientador : ROQUE ARAS JUNIOR
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MEMBROS DA BANCA :
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ADRIANA LOPES LATADO BRAGA
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CRISTIANO RICARDO BASTOS DE MACÊDO
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MARIA AMELIA BULHOES HATEM
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LUCIANA PEREIRA FERNANDES
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MARIA DA CONCEICAO CHAGAS DE ALMEIDA
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Data: 10/10/2025
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Introdução: A insuficiência cardíaca (IC) é uma condição de elevada relevância clínica e epidemiológica, caracterizada por alta morbimortalidade e impacto crescente nos sistemas de saúde pública. Investigações longitudinais conduzidas em populações heterogêneas são fundamentais para elucidar sua incidência, trajetória clínica e fatores de risco, especialmente aqueles passíveis de intervenção. Objetivos: Investigar aspectos relacionados à incidência, prognóstico e fatores modificáveis associados à IC em adultos brasileiros, com base nos dados do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil). Métodos: Esta tese utilizou dados do ELSA-Brasil. No primeiro estudo, a sobrevida e os fatores prognósticos de participantes com diagnóstico de IC na linha de base (2008–2010) foram avaliados em seguimento de até 12,3 anos, utilizando curvas de Kaplan–Meier e modelos de regressão de Cox. No segundo estudo, a incidência de IC e fatores associados ao seu desenvolvimento foram analisados nas visitas 2 (2012–2014) e 3 (2016–2018), após exclusão de 251 casos prevalentes. Foram calculadas a incidência cumulativa, a densidade de incidência e razões de risco por regressão de Cox. No terceiro estudo, a associação entre níveis de atividade física, avaliados pelo questionário IPAQ, e a incidência de IC foi investigada por modelos de regressão de Cox ajustados para variáveis sociodemográficas e clínicas. Resultados: A sobrevida dos participantes com IC foi de 80% após 12,3 anos, com risco de mortalidade 4,5 vezes maior (HR:4,46; IC95%:3,3–5,9), em comparação ao grupo não acometido (p<0,01) e mesmo após a aplicação de modelo ajustado, o risco permaneceu duas vezes mais elevado (HR:1,77; IC95%:1,3–2,4). Sexo masculino, idade avançada, disfunção sistólica, hipertensão arterial, diabetes mellitus e doença renal crônica foram associados a pior prognóstico. A incidência cumulativa de IC foi de 1,39% (1,35 casos por 1.000 pessoas-ano). O risco aumentou progressivamente com a idade, e a obesidade abdominal foi fator preditor comum nas visitas 2 e 3. Na visita 2, doença de Chagas, valvulopatia e tabagismo foram preditores adicionais; na visita 3, excesso de peso, hipertensão, fadiga, angina e febre reumática. Níveis moderados e elevados de AF foram associados a menor risco de IC, especialmente entre mulheres, com redução significativa do risco na visita 2 (HR: 0,32; IC95%:0,11–0,91). Conclusão: A tese demonstra que a IC apresenta elevada mortalidade, com risco significativamente maior em indivíduos mais velhos, do sexo masculino e com comorbidades como hipertensão, diabetes e doença renal crônica. A incidência cumulativa aumentou com a idade, sendo a obesidade abdominal um preditor consistente. Além disso, níveis moderados e elevados de atividade física reduziram o risco de desenvolvimento de IC, especialmente entre mulheres.
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Introduction: Heart failure (HF) is a condition of high clinical and epidemiological relevance, characterized by elevated morbidity and mortality and a growing impact on public health systems. Longitudinal studies in heterogeneous populations are essential to clarify its incidence, clinical course, and risk factors—especially modifiable ones. Objectives: To investigate the incidence, prognosis, and modifiable risk factors associated with HF in Brazilian adults, based on data from the Brazilian Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brasil). Methods: This thesis used data from ELSA-Brasil. In the first study, survival and prognostic factors of participants with heart failure (HF) at baseline (2008–2010) were evaluated over a follow-up of up to 12.3 years using Kaplan–Meier curves and Cox regression models. In the second study, HF incidence and associated risk factors were analyzed during visits 2 (2012–2014) and 3 (2016–2018), after excluding 251 prevalent cases. Cumulative incidence, incidence density, and hazard ratios were calculated using Cox regression. In the third study, the association between physical activity (PA) levels, assessed by the IPAQ questionnaire, and HF incidence was investigated using Cox regression models adjusted for sociodemographic and clinical variables. Results: Survival among participants with HF was 80% after 12.3 years, with a 4.5-fold higher risk of mortality (HR: 4.46; 95%CI: 3.3–5.9) compared to participants without HF (p<0.01). After adjustment, the risk remained twice as high (HR: 1.77; 95%CI: 1.3–2.4). Male sex, older age, systolic dysfunction, arterial hypertension, diabetes mellitus, and chronic kidney disease were associated with worse prognosis. The cumulative incidence of HF was 1.39% (1.35 cases per 1,000 person-years). Risk increased progressively with age, and abdominal obesity was a consistent predictor in visits 2 and 3. In visit 2, Chagas disease, valvular disease, and smoking were additional predictors; in visit 3, overweight, hypertension, fatigue, angina, and rheumatic fever were predictors. Moderate and high levels of PA were associated with lower risk of HF, particularly among women, with a significant risk reduction in visit 2 (HR: 0.32; 95%CI: 0.11–0.91). Conclusion: This thesis demonstrates that heart failure (HF) is associated with high mortality, with a significantly greater risk in older individuals, males, and those with comorbidities such as hypertension, diabetes, and chronic kidney disease. Cumulative incidence increased with age, with abdominal obesity being a consistent predictor. Moreover, moderate and high levels of physical activity were associated with a reduced risk of developing HF, particularly among women.
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GUSTAVO CARNEIRO GOMES LEAL
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ARCETAMINA NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO
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Orientador : LUCAS DE CASTRO QUARANTINI
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MEMBROS DA BANCA :
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AMANDA CRISTINA GALVAO OLIVEIRA DE ALMEIDA
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ANA PAULA DE JESUS NUNES
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DURVAL CAMPOS KRAYCHETE
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LUCAS DE CASTRO QUARANTINI
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RODRIGO LEAL ALVES
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Data: 07/11/2025
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Introdução: A depressão resistente ao tratamento (DRT) representa um desafio clínico significativo, com necessidade de novas estratégias terapêuticas. A arcetamina, enantiômero da cetamina, tem despertado interesse científico por sua possível ação antidepressiva e por apresentar melhor perfil de segurança que a cetamina racêmica e a escetamina. Objetivo: Investigar o potencial terapêutico e o perfil de segurança da arcetamina, com foco em pacientes com DRT, por meio de uma revisão de escopo e ensaios clínicos. Métodos: Esta tese é composta por três estudos. O primeiro é uma revisão de escopo sobre o uso clínico da arcetamina em humanos. O segundo é um ensaio clínico piloto aberto com pacientes com DRT. O terceiro é um ensaio clínico randomizado, controlado por placebo, com delineamento cruzado. Resultados: A revisão identificou estudos que apontam perfil de segurança favorável e possíveis aplicações na dor e depressão, embora os dados ainda sejam limitados. O ensaio aberto demonstrou resposta clínica e remissão significativas em 71% e 57% dos pacientes, respectivamente, 24 horas após a infusão, com efeitos adversos leves. O ensaio controlado não mostrou superioridade da arcetamina sobre o placebo, mas reforçou sua segurança. Limitações metodológicas, como amostras pequenas e gravidade dos casos, restringem generalizações. Conclusão: A arcetamina demonstrou perfil de segurança consistente e potencial terapêutico, especialmente no manejo da dor. Sua eficácia antidepressiva permanece incerta e demanda estudos adicionais, com amostras maiores, esquemas de dose flexíveis e novos delineamentos metodológicos.
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Introduction: Treatment-resistant depression (TRD) is a major clinical challenge, requiring new therapeutic strategies. Arketamine, the R-enantiomer of ketamine, has attracted scientific interest due to its possible antidepressant effects and a more favorable safety profile compared to racemic ketamine and esketamine. Objective: To investigate the therapeutic potential and safety profile of arketamine, focusing on patients with TRD, through a scoping review and clinical trials. Methods: This thesis comprises three studies. The first is a scoping review of the clinical use of arketamine in humans. The second is an open-label pilot trial involving patients with TRD. The third is a randomized, placebo-controlled, crossover clinical trial. Results: The review identified studies suggesting a favorable safety profile and potential applications in pain and depression, although the available evidence remains limited. The open-label trial showed significant clinical response and remission rates (71% and 57%, respectively) 24 hours after infusion, with mild adverse effects. The placebo-controlled trial did not demonstrate superiority of arketamine over placebo but confirmed its safety. Methodological limitations, such as small sample sizes and clinical severity, restrict broader generalizations. Conclusion: Arketamine demonstrated a consistent safety profile and therapeutic potential, particularly in pain management. Its antidepressant efficacy remains uncertain and warrants further investigation with larger samples, flexible dosing, and alternative trial designs.
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VALÉRIA FERREIRA DE ALMEIDA E BORGES
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COLANGIOPATIA PÓS-COVID-19: ESPECTRO E EVOLUÇÃO
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Orientador : HELMA PINCHEMEL COTRIM
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MEMBROS DA BANCA :
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MARIO REIS ÁLVARES-DA-SILVA
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DÉBORA RAQUEL BENEDITA TERRABUIO
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ANDRE CASTRO LYRA
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CARLOS ROBERTO BRITES ALVES
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FERNANDO MARTINS CARVALHO
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Data: 05/12/2025
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A colangiopatia pós-COVID-19 (CPC) emergiu como uma complicação biliar rara, porém grave, em pacientes criticamente enfermos. Esta tese teve como objetivo Investigar aspectos clínicos, laboratoriais, histológicos, de imagem e evolução da colangiopatia associada à COVID-19. Trata-se de um estudo composto por quatro eixos complementares: (1) uma revisão sistemática e meta-análise de 86 estudos, que demonstrou que a CPC está fortemente associada às intervenções em terapia intensiva — como posição prona, uso de vasopressores, sedação com ketamina e ECMO — e não às características basais dos pacientes, configurando uma injúria biliar isquêmica e iatrogênica; (2) um estudo clínico multicêntrico, que avaliou 42 pacientes com COVID-19 crítica, revelando alta mortalidade (31%), colestase persistente e risco significativo de progressão para doença hepática crônica avançada, com fosfatase alcalina e bilirrubina como preditores independentes de mau prognóstico; (3) uma análise histopatológica de 10 biópsias hepáticas, que evidenciou fibrose portal e periportal, proliferação ductular intensa, necrose de colangiócitos e metaplasia biliar de hepatócitos, além de alteração microvascular inédita — edema endotelial; e (4) um estudo de colangiorressonância magnética, que identificou estenoses e dilatações saculares, aspecto em “colar de contas” e em “árvore podada”, compatíveis com destruição ductal. Os achados integrados confirmam que a CPC representa uma variante contemporânea das colangites esclerosantes secundárias, com fisiopatologia multifatorial dominada por mecanismos isquêmicos e microangiopáticos. Esta tese oferece contribuições inéditas ao identificar marcadores prognósticos, caracterizar alterações histológicas e radiológicas distintivas. Os resultados reforçam a gravidade e irreversibilidade da CPC e evidenciam a necessidade de estratégias de prevenção, terapêutica e seguimento prolongado.
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Post-COVID-19 cholangiopathy (PCC) has emerged as a rare but serious biliary complication in critically ill patients. This thesis aims to investigate the clinical, laboratory, histological, imaging, and evolutionary aspects of cholangiopathy associated with COVID-19. The study consists of four complementary components: (1) a systematic review and meta-analysis of 86 studies demonstrated that PCC is highly associated with intensive care interventions—such as prone positioning, vasopressor use, sedation with ketamine, and ECMO—rather than the baseline characteristics of the patients. This suggests an iatrogenic and ischemic biliary injury; (2) a multicenter clinical study which evaluated 42 critically ill COVID-19 patients and revealed a high mortality rate of 31%, persistent cholestasis, and a significant risk of progression to advanced chronic liver disease. Alkaline phosphatase and total bilirubin levels were identified as independent predictors of poor prognosis; (3) a histopathological analysis of 10 liver biopsies showed portal and periportal fibrosis, intense ductular proliferation, necrosis of cholangiocytes, and biliary metaplasia of hepatocytes. Notably, a novel microvascular alteration—endothelial edema—was also observed; and (4) a magnetic resonance cholangiography study, which identified multiple stenoses and dilatations, a “beading” appearance and a “pruned tree” pattern, indicative of ductal destruction. The integrated findings confirm that CPC represents a contemporary variant of secondary sclerosing cholangitis, with a multifactorial pathophysiology primarily driven by ischemic and microangiopathic mechanisms. This thesis contributes novel insights by identifying prognostic markers and characterizing distinct histological and radiological changes. The results emphasize the severity and irreversibility of PCC and highlight the necessity for prevention, therapeutic strategies, and prolonged follow-up.
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