| Ementa/Descrição: |
A disciplina pretende-se como um laboratório transdisciplinar que tem as águas
como centralidade de observação, pensamento, análise, criação e aprendizagem.
Considerando seus vastos espectros, serão abordadas em suas relações
interespecíficas, envolvendo dinâmicas com entidades humanas e além-humanas,
relações econômicas e de poder, temporalidades reais e imaginadas, realidades
mágicas e sagradas, corpos de água, paisagens, cosmologias, sonoridades,
margens oscilantes, fronteiras insubmissas, rios voadores, barramentos, nascentes,
fontes, usos, representações, geologias afetivas, dentre outras relações que
informam sobre as (im)possibilidades de vida. De modo transversal, trans-escalar e
transtemporal, questões como o colonialismo, escravismo, modernização,
capitalismo, progresso baseado em um só modelo de crescimento econômico,
concentração de riqueza e esgotamento dos sistemas naturais, serão abordadas em
face às ameaças e riscos para o futuro, ao passo que se evoca uma arqueologia do
passado. Ancoradas em perspectivas feministas, diaspóricas, negras, ancestrais,
latinas e/ou indígenas, as reflexões e metodologias em torno das poéticas e
políticas das águas assume e acolhe pontos cegos, impermanências, movências e
incertezas, ao passo que sinalizam uma infinidade de possibilidades tramadas entre opacidades e transparências, fatos e ficções, calmarias e turbulências, a desaguar
em um trajeto aberto à multiplicidade, à errância e comprometido com a tarefa de
(re)imaginar mundos oceânicos, insulares e fluviais. |
| Referências: |
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